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Petróleo em queda penalizado pela subida dos inventários para o nível mais alto em 85 anos

Os preços do petróleo estão a cair nos mercados internacionais. A matéria-prima está a ser penalizada pelo facto de os inventários nos EUA terem subido 5% nas últimas quatro semanas, para 477 milhões de barris, o valor mais elevado para esta altura do ano desde 1930.

Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 26 de Outubro de 2015 às 16:36

Os preços do petróleo estão a recuar nos mercados internacionais, negociando abaixo da fasquia dos 48 dólares por barril. O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 1,23% para 44,05 dólares por barril. Os futuros do WTI para entrega em Dezembro negoceiam 90 cêntimos abaixo do valor de Janeiro, tendo o spread  – conhecido por contango – atingido o valor mais amplo desde Maio. A expressão contango indica uma situação em que os contratos de futuros têm preços superiores aos de entrega imediata (spot).

A cotação do crude está a ser penalizada pelo facto de os inventários nos Estados Unidos da América (EUA) terem crescido 5% nas últimas quatro semanas para os 477 milhões de barris, o valor mais elevado para esta altura do ano desde 1930, ou seja, há 85 anos, segundo a Bloomberg. Este crescimento tem lugar numa altura em que a produção norte-americana de petróleo está a diminuir gradualmente devido à queda da cotação desta matéria-prima.

Fatih Birol, director-executivo da Agência Internacional de Energia, revelou esta segunda-feira, 26 de Outubro, citado pela agência Bloomberg, que o petróleo não está a conseguir manter a subida dos preços verificada no início deste mês, que colocou o barril acima dos 50 dólares, numa altura em que os inventários relativos aos EUA estão a impulsionar a especulação de que o excesso de oferta existente no mercado vai prolongar-se.

O Brent do Mar do Norte, referência para as importações europeias, recua 0,60% para 47,70 dólares por barril.


Abu Dhabi: "Petróleo a 50 dólares é um presente para o mundo"

"É um presente para o mundo que o petróleo tenha caído para 50 dólares", diz Al Mansoori, responsável pelo departamento económico de Abu Dhabi, o quarto maior produtor de petróleo da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), numa entrevista concedida à Bloomberg.

É baixo o suficiente para puxar pelo crescimento económico, diz o responsável, mas antecipa que a cotação do barril comece a subir. "Se gostaríamos que o preço ficasse em 50 dólares? Absolutamente não", disse o director do departamento económico de Abu Dhabi.

"Nós gostaríamos que o petróleo fosse para 70 ou 80 dólares, mas acima desse valor penso que teria impacto no crescimento da economia" mundial, nota. Na perspectiva de Al Mansoori, as cotações deverão estar, em média, nos 60 dólares, em 2016.

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