Petróleo Petróleo próximo dos 50 dólares com previsão do Goldman Sachs

Petróleo próximo dos 50 dólares com previsão do Goldman Sachs

O petróleo está a transaccionar perto dos 50 dólares em Londres, após o Goldman Sachs ter apontado para a falta de oferta de matéria-prima em Maio. O banco subiu a previsão para o segundo semestre para os 50 dólares.
Petróleo próximo dos 50 dólares com previsão do Goldman Sachs
Vera Ramalhete 16 de maio de 2016 às 15:25

O petróleo está a apenas alguns cêntimos de tocar nos 50 dólares em Londres. Um relatório do Goldman Sachs que admite que o mercado petrolífero passou de excesso para um défice de oferta em Maio, antes do que o banco esperava, está a impulsionar os preços da matéria-prima.

O Brent, negociado em Londres, já transaccionou nos 49,47 dólares por barril, ao avançar 3,43% durante a sessão. Este é o valor mais elevado desde Novembro, a última vez que o petróleo que serve de referência para a Europa transaccionou acima dos 50 dólares. Segue a valorizar 3,18% para 49,37 dólares por barril.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, avança 3,22% para 47,17 dólares. Já esteve nos 47,85 dólares, que é também o valor mais elevado desde Novembro de 2015. O Goldman Sachs antecipa que o WTI irá cotar 50 dólares no segundo semestre, mais cinco dólares do que o preço-alvo definido pelo banco em Março.

"O reequilíbrio físico do mercado petrolífero começou finalmente", escreve a equipa liderada por Damien Courvalin. "Acreditamos que provavelmente o mercado mudou para um défice em Maio", indica na nota para investidores. Por isso, o banco subiu a estimativa para os próximos meses.

Contudo, o Goldman Sachs antecipa que o aumento da oferta irá provocar um novo excedente no mercado, em 2017. Por isso, o banco cortou as estimativas para o primeiro semestre de 2017 de 55 dólares por barril para 45 dólares.

"O mercado petrolífero parece estar no caminho de um reequilíbrio muito mais rápido do que previamente esperado", escrevem também os analistas do Barclays, numa nota citada pela Bloomberg. 




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