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Petróleo afunda 3% porque não havia tanto crude nas reservas dos EUA desde 1982

Depois da desvalorização de ontem, os barris de petróleo continuam a registar descidas dos preços. Houve um crescimento das reservas nos EUA superior ao previsto, o que trouxe pressão adicional aos preços.

Bloomberg
Diogo Cavaleiro diogocavaleiro@negocios.pt 11 de Fevereiro de 2015 às 16:14
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Há mais petróleo nas reservas norte-americanas do que o que se esperava. Aliás, é necessário recuar mais de três décadas para encontrar um mês em que tenha havido tanto petróleo guardado nos inventários dos Estados Unidos. Uma informação que trouxe pressão para a matéria-prima: depois das quedas de ontem superiores a 3%, os preços desvalorizam hoje outros 3%.

 

Em Londres, o mercado de referência para as importações portuguesas, os preços dos contratos futuros do Brent do Mar do Norte cedem 3,62% levando o barril a negociar nos 54,39 dólares.

 

A queda é de 3% no barril de crude West Texas Intermediate, transaccionado em Nova Iorque, o que faz com que esteja a valer 48,52 dólares por barril.


A matéria-prima estava já a negociar a preços mais baixos do que ontem mas intensificou a tendência negativa esta tarde. Foram divulgadas as reservas norte-americanas na semana passada, que trouxeram pressão para o mercado.

 

As reservas de petróleo registaram um aumento de 4,87 milhões de barris na semana passada, totalizando 417,9 milhões. A expectativa dos economistas consultados pela Bloomberg era de uma subida de 3,6 milhões. Desde 1982 que os inventários norte-americanos não estavam tão recheados, de acordo com cálculos da agência Bloomberg.

 

Assim, há uma oferta maior para uma procura que se mantém semelhante, segundo a Agência Internacional de Energia. O que faz com que os preços tendem a resvalar.

 

Segundo o Departamento do Comércio, as reservas de gasolina também subiram, embora os inventários de gasóleo tenham decaído.

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