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Petróleo cai de máximos de 10 meses com subida do dólar

As cotações do crude estão a negociar em baixa nos principais mercados internacionais, com a valorização do dólar a pressionar os activos negociados nesta divisa, como é o caso da maioria das matérias-primas.

Bloomberg
Carla Pedro cpedro@negocios.pt 09 de Junho de 2016 às 16:10
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O contrato de Julho do West Texas Intermediate (WTI), "benchmark" para os EUA, segue a ceder 1,70% esta quinta-feira, para 50,35 dólares por barril. Na sessão de ontem, chegou a atingir máximos de 15 de Julho.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte - crude que serve de referência às importações portuguesas – para entrega em Agosto perde 1,90%, seguindo a valer 51,53 dólares por barril, depois de ontem ter somado 2,1% para 52,51 dólares, naquele que foi o mais alto nível de fecho desde 9 de Outubro passado.

 

Desde os mínimos de 12 anos atingidos em Fevereiro, esta matéria-prima já escalou 94%, sustentada por perturbações inesperadas no fornecimento e por uma queda da produção nos EUA – país onde a prospecção tem estado a ser pressionada pelo facto de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo não estar a impor limites à produção dos seus membros (se bem que na Nigéria esteja a "bombear" menos devido aos ataques de rebeldes a instalações petrolíferas em Maio – segundo a Agência Internacional da Energia, o país terá produziu menos 160.000 barris por dia no mês passado).

 

O "ouro negro" esteve ontem a ser animado pela nova queda das reservas norte-americanas de crude, que diminuíram em 3,23 milhões de barris, para 532,5 milhões, na semana terminada a 4 de Junho – fixando-se assim em mínimos de dois meses. O consenso de mercado apontava para uma redução de três milhões de barris.

 

Nas últimas três semanas, os "stocks" nos EUA têm estado a cair, depois de terem estado em máximos de 87 anos.

 

Um novo incêndio no Canadá levou as petrolíferas Cenovus Energy e Canadian Natural Resources a suspenderem a produção. Os fogos numa zona de areias betuminosas em Alberta poderão reduzir as exportações numa média de 400.000 barris por dia este mês, segundo a Agência Internacional da Energia.

 

Ou seja, estão reunidas as condições para o petróleo continuar a valorizar, apesar da pressão actual do dólar. Segundo a Nomura Holdings, o Brent deverá atingir os 70 dólares por barril em Dezembro. Já a Energy Aspects considera que o petróleo regressará ao patamar dos 70 dólares, sim, mas acredita que isso só acontecerá no próximo ano, refere a Bloomberg.

 

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