A carregar o vídeo ...
Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Irão antecipa petróleo nos 40 dólares. Preço da matéria-prima cai mais de 1%

Os preços do petróleo continuam a recuar nos mercados internacionais. Isto numa altura em que, o Irão admite que os preços da matéria-prima vão continuar a cair se a solidariedade entre os membros da OPEP falhar.

Reuters
Ana Laranjeiro alaranjeiro@negocios.pt 10 de Dezembro de 2014 às 10:11
  • Partilhar artigo
  • 10
  • ...

Nos mercados internacionais, os preços do petróleo continuam a cair. O West Texas Intermediate desce 1,50% para 62,86 dólares por barril e o Brent do Mar do Norte, que serve de referência para as importações portuguesas, recua 1,32% para 65,96 dólares por barril.

 

Esta evolução tem lugar numa altura em que o Irão, membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), acredita que os preços podem acentuar as quedas, caso a solidariedade entre os países que compõe a organização falhar. Um representante oficial do ministério do petróleo do Irão, segundo a Bloomberg, defende que o crude pode cair até aos 40 dólares por barril caso se verifique uma guerra de preços ou se surgirem divisões no seio da OPEP.

 

A OPEP reuniu-se no final de Novembro e do encontro, não saiu qualquer decisão relativamente a um corte na produção. No entanto, a queda acentuada dos preços poderá ditar uma reunião de emergência nos primeiros meses de 2015 antecipam analistas, escreve o Negócios esta quarta-feira, 10 de Dezembro.

 

A decisão de não reduzir a produção de "ouro negro" visa sobretudo levar a produção norte-americana a abrandar. A produção dos Estados Unidos subiu para o valor mais elevado em três décadas.

 

Por outro lado, a Arábia Saudita e o Iraque, dois dos maiores produtores de petróleo e membros da OPEP, alargaram os descontos nas exportações de petróleo para os seus clientes no continente asiático, o que está a impulsionar a especulação de que há membros que estão a lutar por uma quota de mercado.

 

"Com a OPEP a parecer uma família disfuncional, sem um recuo na produção norte-americana e a falta de preocupações geopolíticas, está a adicionar [motivos] para os baixos preços", afirmou à Bloomberg Michael McCarthy, estratega chefe da CMC Markets, em Sidney, Austrália.

 

Na edição desta quarta-feira, o Negócios aponta que com os preços em mínimos de cinco anos, alguns países produtores vêem as receitas a afundar. A Venezuela está a ser um dos mais castigados pela descida das cotações. Os investidores preparam-se para um novo incumprimento.

Ver comentários
Saber mais petróleo OPEP barril Irão
Outras Notícias