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Petróleo em Londres abaixo dos 60 dólares pela primeira vez desde 2009

A queda da matéria-prima nos mercados internacionais parece não ter fim à vista. O Brent, que serve de referência às importações portuguesas, está esta terça-feira a negociar abaixo dos 60 dólares e já perde mais de 45% em 2014.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 16 de Dezembro de 2014 às 08:21
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O petróleo volta a recuar nos mercados internacionais esta terça-feira, pressionado pela expectativa que os produtores da matéria-prima nos Estados Unidos vão continuar a aumentar a produção, numa guerra com a OPEP por quota de mercado que estão a pressionar fortemente em baixa dos preços.

 

O Brent, que negoceia em Londres e serve de referência às importações portuguesas, desce 1,57% para 60,10 dólares. Esta manhã já esteve a recuar quase 2% para 59,88 dólares, cotando abaixo da barreia dos 60 dólares pela primeira vez desde Julho de 2009.

 

O WTI, transaccionado em Nova Iorque, cede 1,47% para 55,09 dólares. Atingiu já um novo mínimo desde Maio de 2009 abaixo dos 55 dólares. O petróleo negociado em Nova Iorque acumula já uma queda de 44% em 2014,enquanto o Brent desce 46% desde o início do ano.

 

Esta forte queda da matéria-prima nos últimos meses de 2014 está sobretudo relacionada com a "guerra" aberta entre a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), o cartel responsável por cerca de 40% da matéria-prima produzida anualmente e os Estados Unidos. Os países mais poderosos do cartel, sobretudo os árabes, recusam cortar a produção numa altura em que as produtoras de petróleo nos estados Unidos estão a ganhar mais quota de mercado.

 

A Arábia Saudita, que ainda conserva o estatuto de maior produtor mundial, tem mesmo cortado os preços de venda na maior economia do mundo e assinalado que não está disponível para reduzir a produção.

 

A OPEP produziu 30,56 milhões de barris de petróleo por dia em Novembro, já acima da quota mantida na última reunião de 30 milhões de barris. Nos Estados Unidos a produção atingiu um recorde de 9,12 milhões de barris diários, devido à forte expansão da produção do petróleo de xisto.

 

De acordo com o Goldman Sachs, a queda dos preços do petróleo não travará o aumento de produção das companhias norte-americanas, já que os custos de extracção estão também em queda acentuada.

 

Analistas inquiridos pela Bloomberg antecipam que o preço do petróleo vai continuar em queda, estimando que o Brent atinja 50 dólares no próximo ano.

 

Para vários países da OPEP esta queda forte nos preços não travará a postura inflexível de não cortar a produção. Suhail Al-Mazrouei, o ministro da Energia dos Emirados Árabes Unidos, anunciou que a OPEP não irá cortar a produção nem mesmo se os preços da matéria-prima recuem para valores abaixo dos 40 dólares por barril, igualando mínimos registados em 2008.

 

(notícia actualizada às 8h30 com mais informação)

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