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Petróleo prepara-se para registar maior série de quedas semanais dos últimos 29 anos

Nas últimas 16 semanas, o crude de Nova Iorque subiu em apenas uma, preparando-se para registar a maior série de quedas semanais desde 1986. Apesar disso está hoje em alta no mercado, tal como o Brent, que avança mais de 2% para negociar na casa dos 49 dólares.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 16 de Janeiro de 2015 às 10:18
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O West Texas Intermediate (WTI), petróleo negociado em Nova Iorque, prepara-se para completar, esta sexta-feira, a mais longa série de quedas semanais desde Março de 1986, ou seja, dos últimos 29 anos. Esta será a oitava semana consecutiva de quedas. Desde o final de Setembro do ano passado, em 16 semanas, o crude de Nova Iorque subiu apenas em uma. Desde o início de 2015, acumula já uma desvalorização superior a 11%.

 

Também o Brent, petróleo negociado em Londres e que serve de referência às importações europeias, deverá completar a oitava semana de desvalorizações, igualando a série de quedas do final do ano passado. Só este ano, o Brent já perdeu mais de 13%.

 

Apesar disso, a matéria-prima está hoje a recuperar nos mercados internacionais, com o crude de Nova Iorque a subir 2,46% para 47,39 dólares e o Brent a avançar 2,51% para 49,48 dólares.

 

Esta quinta-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) cortou as estimativas da procura pelo seu petróleo este ano - que está já no nível mais baixo dos últimos 12 anos – e prevê que a queda continuada dos preços vai abrandar o crescimento da produção nos Estados Unidos.

 

Segundo o relatório mensal do cartel, a procura pelo petróleo produzido pelos seus membros será, em média, de 28,8 milhões de barris por dia este ano, menos 100 mil barris do que o previsto no mês passado.

 

Em relação à produção de petróleo nos Estados Unidos, o cartel admite que continuará a crescer, mas a um ritmo mais lento do que previram anteriormente. Segundo a OPEP, a produção norte-americana no próximo ano será de 13,81 milhões de barris por dia, o que compara com a estimativa anterior de 13,72 milhões.

 

O excesso de oferta, aliado à queda da procura e à valorização do dólar, tem empurrado os preços da matéria-prima para uma espiral descendente. Mas nem os preços baixos demovem os membros da OPEP que, numa guerra de preços com os Estados Unidos (cuja produção no final de Dezembro atingiu um máximo desde 1983 muito à conta do xisto betuminoso), insistem em não ajustar a produção para ganharem quota de mercado.

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