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Petróleo sobe mais de 3% após previsões da AIE e declarações da Arábia Saudita

O petróleo está negociar em forte alta esta quinta-feira, impulsionado pelas previsões que constam no relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) divulgado hoje e pelas declarações do ministro da Energia da Arábia Saudita.

Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 11 de Agosto de 2016 às 16:42
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A matéria-prima está a negociar acima dos 45 dólares na bolsa de Londres, reagindo ao relatório da AIE que indica um crescimento da procura por parte das refinarias.

 

O petróleo está negociar em forte alta esta quinta-feira, impulsionado pelas previsões que constam no relatório da Agência Internacional de Energia (AIE) divulgado hoje.

 

Em Londres o Brent valoriza 3% para 45,37 dólares e atingiu um máximo da sessão nos 45,49 dólares. Na bolsa de Nova Iorque o crude WTI soma 2,92% para 42,93 dólares.

 

De acordo com a Bloomberg, as cotações estão a reagir à indicação da AIE de que o mercado petrolífero vai caminhar para um maior equilíbrio entre oferta e procura, dado que o consumo das refinarias está a crescer. 

A notícia da Dow Jones, a dar conta que a Arábia Saudita admite que a OPEP tome medidas para estabilizar o mercado, também contribui para a alta da matéria-prima. 

"Há uma oportunidade para os ministros da OPEP e dos principais países exportadores não-OPEP analisarem a situação de mercado, incluindo a possibilidade de serem tomadas medidas para estabilizar o mercado", disse Khalid al-Falih, ministro da Energia da Arábia Saudita, à Dow Jones. 

"Apesar de se prever um aumento da produção da OPEP, ainda vamos assistir a um crescimento da procura", afirmou à Bloomberg o analista Phil Flynn, da Price Futures Group. O relatório da AIE sugere que o mercado poderá estar em equilíbrio no final deste ano ou início do próximo, acrescentou.

 

De acordo com o relatório mensal da organização, esta evolução até ao equilíbrio entre porcura e oferta será lenta, uma vez que a produção continuará a aumentar e o consumo a abrandar devido à situação económica actual, penalizada pelo Brexit.

 

A AIE prevê uma queda das reservas petrolíferas mundiais nos próximos meses, o que contribuirá para reduzir o desequilíbrio persistente desde 2014, altura em que teve início o aumento da produção quer dentro, quer fora da OPEP.

 

A organização foi moderada nas suas previsões relativas à procura de petróleo no próximo ano, devido às perspectivas macroeconómicas que poderão ser afectadas pelo Brexit e reviu as previsões de crescimento da procura de 1,2 milhões de barris diários, para 97,5 milhões de barris em 2017.

 

Para este ano, a AIE mantém as suas previsões de crescimento da procura de 1,4 milhões de barris diários, para os 96,3 milhões.

 

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