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Petróleo sobe depois de Obama autorizar ataques aéreos contra jihadistas no Iraque

O preço do petróleo mostra-se sensível aos últimos desenvolvimentos que dão conta da possibilidade de uma intervenção militar aérea norte-americana, no norte do Iraque, contra as posições dos rebeldes sunitas.

David Santiago dsantiago@negocios.pt 08 de Agosto de 2014 às 11:28
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O Presidente norte-americano Barack Obama anunciou, esta madrugada, que deu autorização a uma eventual intervenção militar aérea no norte do Iraque, e os efeitos começaram imediatamente a fazer-se sentir.

 

Os futuros do petróleo estão a ser negociados em alta, elevando para dois o número de dias consecutivos de subida do preço do crude. Em Londres, o Brent, utilizado como referência para as importações nacionais, sobe 0,83% para 106,32 dólares por barril, depois de já ter subido mais de 1%.

 

O preço dos futuros do crude negociados em Londres já subiu 1,5% esta semana, um máximo de dois meses, depois de em Junho ter subido 2,7% (máximo de dez meses) no seguimento da tomada de controlo da cidade de Mosul, no norte do Iraque, pelo insurgentes sunitas do movimento armado então designado de Estado Islâmico no Iraque e no Levante (ISIS).

 

Já o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,66% para 97,98 dólares por barril, numa manhã em que já chegou a negociar nos 98,45 dólares por barril ao valorizar 1,14%.

 

Apesar da insurreição sunita, que tomou conta de grande parte do norte do Iraque, continuar a alargar o espaço territorial ocupado e controlado, a produção petrolífera iraquiana ainda não sofreu grandes alterações, refere a Bloomberg, especialmente no sul do país onde as autoridades xiitas mantêm o controlo.

 

Todavia a autorização garantida por Obama poderá mudar de forma significativa a actual configuração territorial e de poder na região, pelo que aumentam também os receios de que a produção petrolífera deste membro da OPEP possa ser afectada negativamente.

 

Neste momento ainda não é certa uma acção norte-americana, dado que Barack Obama assegurou que uma intervenção dependeria da necessidade de Washington fazer uso da sua capacidade militar para evitar "um genocídio" no norte do país. Os Estados Unidos só deverão mesmo intervir directamente se os insurgentes sunitas avançarem para o Curdistão Iraquiano, onde os norte-americanos mantêm unidades diplomáticas na cidade de Erbil.

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