Petróleo Rebeldes iemenitas: Instalações de petróleo da Arábia Saudita continuam a ser alvo

Rebeldes iemenitas: Instalações de petróleo da Arábia Saudita continuam a ser alvo

Os rebeldes iemenitas Huthis, que reivindicaram o ataque deste fim de semana às instalações da Saudi Aramco deixam claro que as instalações de petróleo da Arábia Saudita continuam a ser um dos alvos de potenciais ataques.
Rebeldes iemenitas: Instalações de petróleo da Arábia Saudita continuam a ser alvo
Negócios 16 de setembro de 2019 às 09:18

As instalações da Saudi Aramco, a petrolífera da Arábia Saudita, foi alvo de ataques, com 10 drones, no sábado. Ataques que obrigaram a uma redução da produção de petróleo do país. Os ataques foram reivindicados pelos rebeldes iemenitas Huthis, que já garantiram que as instalações de petróleo sauditas continuam a ser um dos alvos do grupo.

 

Os rebeldes realçaram que as suas armas podem alcançar qualquer ponto da Arábia Saudita, de acordo com a informação veiculada pela estação de televisão gerida pelos Huthis, e citada pela Bloomberg.

Os preços do petróleo estão hoje a registar uma subida acentuada, ainda que já tenha travado os ganhos. O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, est+a a apreciar 8,82% para 65,51 dólares, tendo chegado a subir um máximo de 19,48%. 


Ataque afeta 5% da produção mundial 

A Arábia Saudita está a tentar restaurar a produção de petróleo depois do ataque com dez drones a instalações da Saudi Aramco no sábado ter provocado uma quebra de 5,7 milhões de barris diários, o equivalente a 5% da produção mundial.

 

A quebra na oferta, que representa perto de metade da produção diária do país, deverá ter impacto no mercado petrolífero. A perturbação é "bastante significativa", disse Mele Kyari, CEO da Nigerian National Petroleum Corp em declarações à Bloomberg. "Se ela prolongar, pode ser um grande desafio para os mercados petrolíferos".

 

A Arábia Saudita, que é a maior produtora do mundo, deverá conseguir recuperar metade da produção perdida no curto prazo, mas o regresso à normalidade deverá demorar várias semanas.




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