Petróleo Reservas nos Estados Unidos caem inesperadamente, petróleo sobe

Reservas nos Estados Unidos caem inesperadamente, petróleo sobe

Os preços do petróleo estão a subir nos mercados internacionais, depois de ter sido revelado que as reservas nos Estados Unidos recuaram. A marcar a negociação da matéria-prima está também a redução da produção nigeriana.
Reservas nos Estados Unidos caem inesperadamente, petróleo sobe
Ana Laranjeiro 11 de maio de 2016 às 16:39

Os preços do petróleo estão a negociar com ganhos, impulsionados pela queda das reservas nos Estados Unidos, dados que surpreenderam o mercado. O West Texas Intermediate, negociado em Nova Iorque, soma 1,95% para 45,53 dólares por barril. Já o barril de Brent do Mar do Norte, negociado no mercado londrino e que serve de referência para as importações europeias, avança 2,44% para 46,63 dólares.

As reservas de crude caíram 3,41 milhões de barris, para um total de 540 milhões de barris, na semana que terminou a 6 de Maio, segundo as informações reveladas esta quarta-feira, 11 de Maio, pela agência norte-americana de Informação Energética, e citadas pela Bloomberg.

Esta redução nas reservas apanhou o mercado de surpresa. Os analistas consultados pela agência noticiosa antecipavam uma subida das reservas na ordem dos 750 mil barris na semana passada. A queda registada nos sete dias que terminaram a 6 de Maio é a primeira em cinco semanas.


Produção nigeriana de petróleo cai

A negociação da matéria-prima está também a ser marcada pela informação de que a produção nigeriana de petróleo caiu. De acordo com a Bloomberg, houve uma redução de, pelo menos, um quinto da produção deste país africano que pertence à Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). Este valor é equivalente a perto de 400 mil barris por dia.


Esta redução deve-se ao facto de o gasoduto de Nembe Creek Trunk Line, na Nigéria, ter encerrado depois de esta terça-feira a Royal Dutch Shell, responsável pelas operações neste pipeline, ter encontrado um fuga. Este incidente tem lugar, escreve a agência de informação, depois da região do delta do rio Níger ter sido alvo de uma escalada de ataques por parte de milícias.




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