Petróleo Transocean paga 1,4 mil milhões de dólares e põe fim a processo da maré negra de 2010

Transocean paga 1,4 mil milhões de dólares e põe fim a processo da maré negra de 2010

Depois da BP, agora foi a vez de a Transocean, a dona da plataforma que afundou e conduziu ao derrame de petróleo no Golfo do México, ter chegado a acordo para pagar milhares de milhões de dólares e, assim, terminar os processos levantados contra si.
Transocean paga 1,4 mil milhões de dólares e põe fim a processo da maré negra de 2010
Diogo Cavaleiro 03 de janeiro de 2013 às 19:44

A Transocean, proprietária da plataforma petrolífera Deepwater Horizon, vai pagar mais de 1,4 mil milhões de dólares (1,06 mil milhões de euros) para pôr termo às acusações de que foi alvo pelos Estados Unidos devido à explosão e afundamento daquela plataforma no Golfo do México.

 

O Departamento de Justiça norte-americano anunciou hoje, em comunicado, que a Transocean acordou considerar-se culpada por um crime ambiental, chegando a um entendimento para pagar coimas no valor de 400 milhões de dólares.

 

O acordo anunciado define, ainda, o pagamento de mil milhões de dólares em coimas, a nível civil, devido à violação da lei relativa à poluição aquática na sequência do acidente ocorrido em Abril de 2010 no poço de Macondo, no Golfo do México, que acabou por levar ao maior derrame petrolífero de sempre nos Estados Unidos.  

 

“A decisão face às denúncias criminais e queixas civis contra a Transocean coloca-nos um passo significativo mais perto da justiça perante a devastação humana, ambiental e económica trazida pelo desastre de Deepwater Horizon”, diz, no referido comunicado, o procurador-geral Eric Holder, destacando que o acordo, em que a empresa suíça se assume como “responsável criminal pela sua conduta”, vai disponibilizar vários milhões de dólares em benefício dos Estados norte-americanos afectados.

 

Em Novembro, a BP, que operava a plataforma petrolífera, chegou a acordo com os Estados Unidos para pagar 4,5 mil milhões de dólares (3,4 mil milhões de euros) para fechar o processo criminal desencadeado após a maré negra. À coima de 4,5 mil milhões, a petrolífera britânica teve de acrescentar 525 milhões de dólares para concluir o processo intentado pela entidade reguladora do mercado de capitais nos EUA. O acidente foi provocado pela explosão da Deppwater, matando 11 trabalhadores e vertendo 4,9 milhões de barris de petróleo no mar.

 

O acidente conduziu a vários processos judiciais contra as empresas BP e Transocean mas também a outras companhias como a Halliburton, fornecedora de material e equipamento para plataformas petrolíferas e responsável por selar o poço que acabou por verter.

 




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