Petróleo Trump impõe sanções à petrolífera venezuelana PDVSA e aumenta pressão sobre Maduro

Trump impõe sanções à petrolífera venezuelana PDVSA e aumenta pressão sobre Maduro

O governo norte-americano decidiu impor sanções à petrolífera estatal Petróleos de Venezuela, aumentando a pressão sobre o regime de Nicolas Maduro.
Trump impõe sanções à petrolífera venezuelana PDVSA e aumenta pressão sobre Maduro
Reuters
Rita Faria 29 de janeiro de 2019 às 11:17

A administração Trump anunciou a decisão de impor novas sanções sobre a petrolífera estatal venezuelana Petróleo de Venezuela SA (PDVSA) e o banco central do país, o que aumenta a pressão sobre Nicolas Maduro depois de os Estados Unidos já terem reconhecido o líder da oposição Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

As sanções, que estão a ser vistas na prática como uma proibição à venda de petróleo venezuelano aos Estados Unidos, incluem uma restrição que colocará quaisquer pagamentos à PDVSA em contas específicas dos Estados Unidos e permitirão a anulação de "operações ou contratos existentes" com a PDVSA até 29 de março.

O conselheiro de segurança nacional John Bolton disse aos jornalistas, na segunda-feira, que a medida reduzirá as exportações da Venezuela em 11 mil milhões de dólares no próximo ano, não tendo ficado claro se falava apenas das importações norte-americanas de petróleo.

Os Estados Unidos são o maior comprador de petróleo venezuelano, mas qualquer redução nas compras pode beneficiar a China e a Índia, segundo e terceiro maiores compradores.

O país já havia sancionado vários responsáveis da PDVSA anteriormente, mas ao impor sanções sobre toda a empresa, impede efetivamente que as refinarias dos EUA comprem crude venezuelano. Além disso, as empresas não poderão exportar petróleo leve para a Venezuela, que é necessário para diluir o petróleo pesado do país, o que prejudicará a capacidade da PDVSA de exportar a sua produção.

As sanções "impedem que qualquer pessoa dos EUA faça negócios com a PDVSA", afirmou Joe McMonigle, analista de política energética da Hedgeye Risk Management, citado pela Reuters.

A Citgo Petroleum, uma unidade da PDVSA com sede em Houston, poderá continuar a operar, mas não poderá enviar dinheiro para o regime de Maduro, sendo que as suas receitas deverão ser mantidas em contas dos EUA bloqueadas.

A perspetiva de perturbações no fornecimento de petróleo venezuelano está a levar a matéria-prima a subir nos mercados internacionais. O Brent, negociado em Londres, avança 1,30% para 60,71 dólares, enquanto o WTI, transacionado em Nova Iorque, valoriza 1,04% para 52,53 dólares.




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