Abertura dos mercados: Acções europeias abrem Setembro em mínimos de duas semanas

As bolsas europeias estão em queda ligeira, numa sessão de menor liquidez devido ao encerramento das praças dos Estados Unidos. Os juros descem, e o petróleo segue sem tendência definida.
Reuters
pub
Rita Faria 03 de setembro de 2018 às 09:20

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,03% para 5.420,81 pontos

Stoxx 600 perde 0,04% para 382,09 pontos

Nikkei desvalorizou 0,69% para 22.707,38 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 0,6 pontos para 1,918%

pub

Euro sobe 0,15% para 1,1619 dólares

Petróleo em Londres ganha 0,15% para 77,76 dólares o barril

 

Acções europeias em mínimos de duas semanas

As bolsas europeias iniciaram o mês de Setembro em baixa ligeira, numa sessão que deverá ser de menor liquidez, já que as praças norte-americanas estarão encerradas devido à comemoração do Labor Day.

pub

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, perde 0,04% para 382,09 pontos, o valor mais baixo das últimas duas semanas. Nesta altura, só o espanhol IBEX e o londrino Footsie escapam às perdas com subidas de 0,11% e 0,37%, respectivamente.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 arrancou a sessão em alta mas já inverteu para terreno negativo, estando a descer 0,03% para 5.420,81 pontos.

 

pub

A penalizar o principal índice nacional está sobretudo o BCP, que desce 0,76% para 24,89 cêntimos.

 

Juros portugueses descem após oito sessões de subidas

Os juros da dívida portuguesa estão em queda ligeira esta segunda-feira, 3 de Setembro, depois de oito sessões consecutivas de agravamento. A ‘yield’ associada às obrigações nacionais a dez anos cai 0,6 pontos para 1,918%, depois de se ter aproximado novamente dos 2% na semana passada.

 

pub

A tendência de alívio estende-se à generalidade dos países do sul da Europa, com os juros da dívida de Espanha a dez anos a descerem 0,8 pontos para 1,465% e os de Itália a recuarem 4,7 pontos para 3,189%. Na Alemanha, pelo contrário, a yield sobe 1,3 pontos para 0,339%.

 

Dólar sobe a beneficiar das tensões comerciais

O índice que mede a evolução do dólar norte-americano face às principais congéneres está a subir pela terceira sessão consecutiva, continuando a beneficiar das tensões comerciais, que levam os investidores a refugiarem-se neste activo.

Este fim-de-semana ficou marcado pelo fim das negociações entre os Estados Unidos e o Canadá para a reformulação do NAFTA que não resultaram em qualquer acordo. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sublinhou que o país só aceitará um acordo "justo" e que nem sequer há uma "necessidade política" de manter o Canadá no futuro acordo de livre comércio da América do Norte.   

pub

 

Petróleo sem tendência definida

O petróleo está a negociar sem uma tendência definida nos mercados internacionais, numa altura em que os receios em torno da diminuição da oferta, decorrente das sanções sobre o Irão, estão a ser compensados pelos sinais de aumento da produção em países como a Arábia Saudita e a Rússia.

 

O Brent, transaccionado em Londres, ganha 0,15% para 77,76 dólares, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 0,07% para 69,75 dólares.

pub

 

Ouro e prata em queda

O ouro está a negociar em terreno negativo, depois de ter completado, na sexta-feira, o quinto mês consecutivo de perdas, penalizado pela subida do dólar.

O metal amarelo desce 0,08% para 1.202,64 dólares, enquanto a prata recua 0,06% para 14,5313 dólares.  

pub