Fecho dos mercados: Bolsas recuperam, libra sobe e juros de Itália afundam 

A semana arrancou de forma positiva para a maioria dos activos, que recuperaram das perdas acentuadas que sofreram nas últimas sessões. A libra beneficiou com as novidades sobre o Brexit e a dívida italiana com o optimismo do ministro das Finanças do país.
EPA
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Nuno Carregueiro 10 de setembro de 2018 às 17:30

Os mercados em números

PSI-20 valorizou 0,88% para os 5.279,09 pontos

Stoxx 600 subiu 0,55%para 375,84 pontos

S&P500 sobe 0,41% para 2.883,52 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 2,1 pontos base para 1,881%

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Euro valoriza 0,49% para 1,1605 dólares

Petróleo em Londres ganha 0,64% para 77,32 dólares.

Bolsas europeias recuperam

Depois de uma semana sempre a perder valor, as praças europeias recuperaram terreno, apoiadas na perspectiva de um novo alívio fiscal nos Estados Unidos e por um acordo entre a União Europeia e o Reino Unido sobre o Brexit. Depois de ter recuado para mínimos de Maio e sofrido a maior queda semanal desde Março, o Stoxx600 valorizou 0,55%para 375,84 pontos.   

As acções europeias também beneficiaram com as notícias positivas divulgadas em Itália e Grécia. O governo italiano voltou a assegurar que vai cumprir as regras orçamentais da União Europeia e o primeiro-ministro grego, Alexis Tsipras, revelou que o país tem uma almofada financeira de 30 mil milhões de euros para o que o regresso da Grécia aos mercados seja o mais tranquilo possível.

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Depois de "perder" 3,5 mil milhões de euros ao registar nove quedas consecutivas, o PSI-20 também voltou esta segunda-feira a negociar em terreno positivo. O principal índice da bolsa nacional valorizou 0,88% para os 5.279,09 pontos, a maior subida das últimas três semanas.

Libra beneficia com possível acordo no Brexit 

No mercado cambial o destaque da sessão vai para a libra, que beneficiou com a expectativa mais optimista sobre um acordo entre o Reino Unido e Bruxelas. Michel Barnier, que está a liderar a negociação do Brexit por parte da União Europeia (UE), afirma que um acordo para a saída do Reino Unido deverá ser alcançado dentro de seis a oito semanas. Isto se as exigências de ambos os lados forem "realistas".     

A libra reagiu em alta a esta declaração, valorizando 0,8% para 1,3023 dólares. No câmbio da moeda da Zona Euro face à divisa norte-americana, o euro valoriza 0,49% para 1,1605 dólares, recuperando parte do terreno perdido nas últimas sessões.

Juros de Itália em mínimo de seis semanas 

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A sessão foi de descida para os juros das obrigações soberanas dos países periféricos do euro, reflectindo as notícias favoráveis sobre Itália e Grécia. Os juros das obrigações italianas a 10 anos desceram 12,5 pontos base para 2,91%, o que representa o nível mais baixo em seis semanas. Esta reacção aconteceu depois do ministro das Finanças, Giovanni Tria, ter perspectivado que as "yields" dos títulos de dívida do país iriam acentuar a tendência de correcção assim que os investidores conhecessem os detalhes do Orçamento do Estado de Itália para 2019.

Os juros das obrigações gregas com a mesma maturidade caíram 9,7 pontos base para 4,19%. Em Portugal o alívio foi de menor dimensão, com a taxa a 10 anos a recuar 2,1 pontos base para 1,881%, ainda assim suficiente para uma descida no "spread" face à dívida alemã para 148 pontos base.

Taxas Euribor mantêm-se em todos os prazos 

As taxas Euribor mantiveram-se hoje a três, seis, nove e 12 meses em relação a sexta-feira. A Euribor a três meses, em valores negativos desde 21 de Abril de 2015, voltou hoje a ser fixada em -0,319%, o que representa um máximo dos últimos seis meses. A taxa a seis meses também se manteve hoje, pela quinta sessão consecutiva, em -0,266%.

Petróleo sobe com perspectiva de menor oferta 

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Os preços do petróleo arrancaram a semana em alta, a recuperar das quedas sofridas nas últimas sessões, e a beneficiar com as perspectivas de menor oferta da matéria-prima no mercado. O WTI em Nova Iorque sobe 0,21% para 67,89 dólares e o brent em Londres valoriza 0,64% para 77,32 dólares.

As perfurações para extracção de petróleo nos EUA desceram na semana passada e os investidores estão já a antecipar a redução da oferta, pois devem entrar em vigor em Novembro uma nova ronda de sanções dos Estados Unidos ao Irão.

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