Fecho dos mercados: Petróleo em máximos de mais de um mês e juros de Itália em níveis de Maio

O dia foi de quebras generalizadas entre as praças europeias, mas outros activos registaram subidas: o petróleo sobe a máximos de mais de um mês e os juros de Itália agravam para níveis de há três meses.
Bloomberg
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Ana Batalha Oliveira 30 de agosto de 2018 às 17:35

Os mercados em números

PSI-20 desceu 0,60% para os 5.462,73 pontos

Stoxx 600 caiu 0,26% para os 385,58 pontos

S&P 500 desvaloriza 0,28% para 2.905,83 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 1,8 pontos base para os 1,919%

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Euro recua 0,47% para os 1,1652 dólares

Petróleo aprecia 0,27% para os 77,35 dólares por barril em Londres

 

Europa no vermelho manchada pelas telecomunicações

As principais praças europeias registaram uma tendência de queda, numa altura em que tardam as novidades nas negociações das tarifas entre os Estados Unidos e o Canadá e os EUA se prepararam para introduzir novas tarifas sobre importações chinesas no valor de 200 mil milhões de dólares. O principal agregador europeu, o Stoxx600, resume o sentimento negativo com uma quebra de 0,26% para os 385,58 pontos. Os sectores que mais penalizaram foram o das telecomunicações, que cedeu 1,72% e o do imobiliário, que cai 1,16%.

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Lisboa deixou-se contagiar pela tendência negativa e desvalorizou 0,60% para os 5.462,73 pontos, com a Jerónimo Martins a pressionar. A cotada caiu 1,63% para os 13 euros.

Juros de Itália em máximos em dia de leilão

Itália foi esta quinta-feira ao mercado para se financiar e conseguiu a atenção de muitos investidores. Vendeu obrigações a cinco e dez anos, numa operação que despertou o interesse de muitos investidores. Ainda assim, a taxa remuneratória da dívida a dez anos chegou a atingir os 3,238% durante a sessão no mercado secundário, um aumento de 11,2 pontos base que representa um máximo de 29 de Maio, altura em que se discutia a formação do Governo italiano e se temia a acção de candidatos eurocépticos. 

Em Portugal a tendência foi semelhante apesar de mais modesta, com um agravamento da taxa de juro a dez anos de 1,8 pontos base para os 1,919%. A Alemanha distinguiu-se com uma queda de 5,8 pontos base para 0,346%, colocando o prémio da dívida portuguesa face à germânica nos 157,3 pontos base.

Peso argentino afunda mais de 15%

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A moeda argentina, o peso, atingiu esta quinta-feira um mínimo histórico de 0,0248 dólares, depois de uma queda de 15,65% durante a sessão, que sucede às perdas de 7% da sessão anterior. Esta divisa sente o peso da crise financeira aguda do país tendo perdido já mais de 50% do seu valor desde o início do ano.

A este cenário a Argentina respondeu com uma subida na taxa de juro de referência do país em 15 pontos percentuais. O preço do dinheiro na segunda maior economia da América Latina está agora nos 60%, o que mais que duplica a taxa de juro registada há pouco mais de três meses.

Deste lado do Atlântico, a moeda única europeia também não vive o melhor momento: desvaloriza 0,47% para os 1,1652 dólares, numa altura em que o dólar ganha força face ao enfraquecimento das economias emergentes.

Euribor a três meses inalterada pela 24.ª sessão

As taxas Euribor a seis, nove e 12 meses recuaram hoje, enquanto a três meses continua inalterada pela vigésima quarta sessão consecutiva. A taxa Euribor a seis meses, a mais utilizada em Portugal nos créditos à habitação caiu hoje para -0,268%, contra os -0,266% registados na quarta-feira. A Euribor a três meses, continuou hoje a ser fixada, pela vigésima quarta sessão consecutiva, em -0,319%. A taxa Euribor a nove meses, desceu para -0,207%, face aos -0,206% registados na sessão anterior. No prazo a 12 meses, a taxa Euribor, recuou para -0,166%, depois de na sessão anterior se ter fixado nos -0,165%.

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Petróleo em máximos de mais de um mês

O petróleo avança 0,27% para os 77,35 dólares por barril em Londres, um pico de 11 de Julho. O sentimento positivo relativamente à matéria prima é sustentado pela diminuição verificada nas reservas dos EUA e reforçado pela expectativa de que as exportações oriundas do Irão também decresçam.

Economias emergentes e dólar atiram metais para perdas

À medida que as economias emergentes dão sinais de pouca vitalidade, como é o caso da Turquia e mais recentemente da Argentina, o dólar sai reforçado – e penaliza assim os metais que cujas cotações subjacentes a esta moeda. O zinco quebra esta quinta-feira 2,2% para os 2.457 dólares por tonelada, o cobre desce 1,1% e o alumínio cai 2,1% para os 2.113 dólares por tonelada.

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