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Abertura dos mercados: Bolsas em alta, petróleo e dólar em queda

As bolsas europeias negoceiam esta quinta-feira em terreno positivo perante a possibilidade cada vez mais remota de a Reserva Federal subir os juros ainda este ano. Dados económicos negativos estão a penalizar a moeda norte-americana.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 15 de Outubro de 2015 às 08:35
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Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,84% para 5.331,95 pontos

Stoxx 600 ganha 0,59% para 357,91 pontos

Nikkei valorizou 1,15% para 18.096,90 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos ganham 3,9 pontos base para 2,497%

Dólar recua 0,13% para 0,8705 euros

Petróleo em Nova Iorque perde 0,45% para 46,43 dólares por barril


Bolsas europeias em alta
Os mercados europeus negoceiam esta quinta-feira em terreno positivo animados com a possibilidade de a Reserva Federal dos Estados Unidos não subir os juros este ano. Os investidores consideram que esta é uma possibilidade que ganha cada vez mais força, em especial, depois de terem sido divulgados dados económicos decepcionantes para a economia norte-americana.

Na bolsa de Lisboa, o sector bancário é o principal responsável pela subida do PSI-20 no dia em que a agência Moody’s melhorou a perspectiva da banca portuguesa para "estável".  

Juros a dez anos aproximam-se de 2,5%

Os juros da dívida portuguesa estão a negociar em alta esta quinta-feira, 15 de Outubro, depois de o Tesouro português ter realizado, ontem, mais uma emissão de dívida que ficou marcada pelos juros baixos.

A ‘yield’ associada à dívida a dois anos regista uma subida ligeira de 0,1 pontos para 0,291%, enquanto a taxa de juro associada às obrigações a dez anos aumenta 3,9 pontos para 2,497%.

Esta quarta-feira, a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) emitiu um total de 1.300 milhões de euros em dívida de média e longo prazo. Uma operação na qual as obrigações do Tesouro (OT) com maturidade em 2025 foram colocados com uma taxa de juro de 2,3975%, ao passo que a dívida que vence em 2037 registou uma taxa de 3,2336%. 


Dólar cai pela terceira sessão consecutiva

A moeda norte-americana está a cair face ao euro pela terceira sessão consecutiva, depois de terem sido revelados indicadores económicos decepcionantes, incluindo as vendas a retalho nos Estados Unidos e os preços do comércio grossista, assim como a inflação na China, que destacam as ameaças ao crescimento global que impediram a Fed de subir os juros no mês passado.

O dólar cai 0,13% para 0,8705 euros, um valor próximo de mínimos de sete semanas.

Crude em Nova Iorque desce devido a sinais de excesso de oferta

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, está em queda pela segunda sessão consecutiva, devido aos sinais de que o excesso de oferta no mercado deverá persistir. O WTI perde 0,45% para 46,43 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres avança 0,24% para 49,27 dólares.

Segundo dados do Instituto do Petróleo Americano, os inventários aumentaram em 9,3 milhões de barris na semana que terminou a 9 de Outubro. As reservas de crude da maior economia do mundo deverão, assim, ter subido pela terceira semana consecutiva.

Cobre prolonga ganhos

O cobre está a prolongar os ganhos esta quinta-feira, 15 de Outubro, devido à especulação de que os bancos centrais da China e Estados Unidos, as duas maiores economias do mundo, vão manter a sua política monetária expansionista, para impulsionar o crescimento. Ainda ontem, o Livro Bege da Reserva Federal dos Estados Unidos, que reúne os relatórios económicos de 12 distritos, revelou que a maior economia do mundo cresceu de forma modesta desde meados de Agosto.

O cobre avança 0,6% para 5.328,50 dólares por tonelada métrica.

Destaques do dia 

IGCP em contra-relógio para nova emissão de dívida. "O leilão correu bem". Foi assim que Cristina Casalinho caracterizou a última operação do IGCP. Os juros baixos voltaram a marcar presença, mas a presidente do instituto admitiu a margem reduzida no calendário para a próxima emissão.

Portucel e REN são as novas "balas" do Haitong. O Haitong elegeu as acções da REN e da Portucel para o cabaz das seis melhores apostas ibéricas até ao final do ano. Altri, Semapa e Sonae saíram do grupo das "balas de prata" do banco de investimento.

"Vamos voltar ao mercado no arranque do ano", diz a REN. REN reconquistou o grau de investimento nas três maiores agências de "rating". Vai "ajudar quando formos ao mercado", diz.

Fundos reforçam aposta na banca em Setembro. Os gestores reforçaram a aposta nos títulos do sector financeiro, com o BCP e o BPI a passarem a integrar o "top 3" das apostas em Lisboa. A Sonae continua a liderar as preferências.

Economia americana cresceu de forma modesta desde meados de Agosto, diz a Fed. O Livro Bege da Reserva Federal dos Estados Unidos, que reúne os relatórios económicos de 12 distritos, revelou que a maior economia do mundo cresceu de forma modesta desde meados de Agosto. 

O que vai acontecer hoje

Resultados. Goldman Sachs e Citigroup apresentam resultados do terceiro trimestre.

EUA. Índice de preços no consumidor, em Setembro.

INE. Actividade Turística, em Agosto. 

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