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Abertura dos mercados: Bolsas e juros em queda. Petróleo em alta

As bolsas europeias estão em queda pela segunda sessão, assim como os juros na Europa. O petróleo, pelo contrário, está em alta, depois da garantia de cooperação da Arábia Saudita.

Bloomberg
Rita Faria afaria@negocios.pt 24 de Novembro de 2015 às 08:36
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Os mercados em números

PSI-20 desce 0,85% para 5.253,00 pontos
Stoxx 600 cai 0,43% para 378,73 pontos

Nikkei valorizou 0,23% para 19.924,89 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1 ponto base para 2,533%

Euro sobe 0,07% para 1,0644 dólares

Petróleo em Londres sobe 1,03% para 45,29 dólares o barril

Bolsas europeias em queda pela segunda sessão

As bolsas europeias negoceiam em queda pela segunda sessão consecutiva esta terça-feira, 24 de Novembro, depois de, na semana passada, terem atingido o valor mais elevado dos últimos três meses. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600 cai 0,43% para 378,73 pontos.

A bolsa nacional acompanha a tendência com o PSI-20 a desvalorizar 0,85% para 5.253,00 pontos, pressionado, sobretudo, pela Nos e pela Galp Energia. A Nos desliza 1,18% para 7,308 euros, enquanto a petrolífera nacional cede 0,92% para 9,55 euros.  

Juros da dívida caem na generalidade dos países europeus

Os juros da dívida da generalidade dos países europeus estão em queda ligeira esta terça-feira, recuperando das subidas registadas ontem. A ‘yield’ associada à dívida portuguesa a dez anos alivia 1 ponto base para 2,533%, depois de, ontem, ter voltado a superar os 2,5%.

Já a percepção de risco de Portugal está a aumentar, já que a queda da ‘yield’ associada à dívida alemã a dez anos é ligeiramente mais acentuada – desce 1,7 pontos base para 0,512%. Quer isto dizer que o prémio de risco que os investidores estão a exigir para comprar dívida portuguesa em detrimento da alemã (o chamado "spread") está mais alto, subindo esta terça-feira, para 201,4 pontos base.


Euro em alta pela primeira vez em três sessões

A moeda única europeia está a negociar em alta ligeira pela primeira vez em três sessões, numa altura em que cresce a especulação de que o Banco Central Europeu (BCE) se prepara para aumentar os estímulos à economia, e que a Reserva Federal dos Estados Unidos, pelo contrário, está próxima de dar o primeiro passo em direcção à normalização da política monetária.

O euro sobe 0,07% para 1,0644 dólares.

Arábia Saudita impulsiona petróleo

Depois de ter valorizado mais de 3% em Nova Iorque, na sessão de ontem, o petróleo segue em alta nos mercados internacionais esta terça-feira, 24 de Novembro, impulsionado pelas declarações do Governo da Arábia Saudita, que se mostrou disponível para cooperar com outros países com vista à estabilização dos preços da matéria-prima.

A Arábia Saudita esforça-se para "cooperar com os produtores e exportadores de petróleo, dentro e fora da  OPEP, para preservar a estabilidade do mercado e dos preços", afirmou o Governo, citado pela agência de notícias estatal, esta segunda-feira, 23 de Novembro. 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, avança 1,15% para 42,23 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, sobe 1,03% para 45,29 dólares.

Níquel desce para mínimos de 2003

O níquel negoceia no valor mais baixo em mais de uma década devido à especulação de que os produtores não estão a fazer o que é necessário para contrariar a quebra da procura na China, o maior consumidor mundial deste metal.

O níquel desce 0,7% para 8.145 dólares por tonelada métrica, o valor mais baixo desde Maio de 2003. Este metal já afundou 46% este ano.

Destaques do dia 

Sonae, Portucel e Semapa pagam 268 milhões em dividendos extraordinários. Depois da Altri, Corticeira Amorim e Jerónimo Martins, agora foi a vez de a Sonae, Portucel e Semapa anunciarem o pagamento de dividendos extraordinários aos accionistas. Excesso de reservas ou medo de aumento da carga fiscal?

Cotadas nacionais batem europeias a promover dividendos. A maioria das cotadas nacionais melhorou a forma como comunica online com os investidores face ao ano passado. E há até critérios em que superam as pares europeias. Ainda assim, continuam a obter uma nota negativa.

Fundo de Resolução pode comprar seguros do Novo Banco. O Fundo de Resolução pode vir a comprar a GNB Vida, seguradora que o Novo Banco vai vender para reduzir as suas necessidades de capital. Esta solução permite maior rapidez de concretização. Decisão será tomada em breve.

Governo de esquerda já está descontado pelos investidores. Os especialistas acreditam que a indigitação de António Costa como primeiro-ministro terá um impacto limitado nos mercados, desde que o novo Executivo mantenha o "bom senso". E o acesso aos mercados de dívida deverá manter-se aberto a custos acessíveis.

Arábia Saudita testa poder no mercado petrolífero. A Arábia Saudita reiterou que está disponível para alcançar a estabilidade dos preços do petróleo, impulsionando a negociação. O país aumentou a quota de mercado na China, um sinal do sucesso da sua estratégia.

Farminveste só consegue ficar com 73% do capital na OPA à Glintt. O resultado da oferta pública de aquisição não é suficiente para permitir que a empresa avance com a aquisição potestativa das acções da tecnológica. Nem permite pedir a perda de qualidade da sociedade. A Glintt mantém-se em bolsa.

AG da Mota-Engil África aprova compra de acções e saída da bolsa de Amesterdão. A subsidiária africana da Mota-Engil anunciou que, na assembleia-geral desta segunda-feira foram aprovadas todas as propostas em agenda. A cotada vai mesmo deixar de negociar na bolsa de Amesterdão a partir de 10 de Dezembro.

Manuel Champalimaud reforça participação nos CTT para 5,2%. Depois de uma série de aquisições nos dias 18, 19 e 20 deste mês, a participação nos CTT imputável directa e indirectamente a Manuel Champalimaud passou a ser de 7,8 milhões de acções representativas de 5,20% do capital.

O que vai acontecer hoje

Alemanha. Índice Ifo que mede a confiança dos empresários, em Novembro.

Zona Euro. Índice PMI da Markit para a indústria, serviços e composto, em Novembro.

Estados Unidos. Confiança dos consumidores, em Outubro; PIB, no terceiro trimestre (revisto).

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