Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas, petróleo e euro em queda antes dos feriados da Páscoa

Abertura dos mercados: Bolsas, petróleo e euro em queda antes dos feriados da Páscoa

As bolsas europeias estão a negociar em queda pelo quarto dia consecutivo, nesta que é a última sessão da semana. O petróleo também segue com sinal vermelho, tal como o euro.
Abertura dos mercados: Bolsas, petróleo e euro em queda antes dos feriados da Páscoa
Bloomberg
Rita Faria 24 de março de 2016 às 08:41

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,53% para 5.126,25 pontos

Stoxx 600 perde 0,56% para 338,18 pontos

Nikkei desvalorizou 0,64% para 16.892,33 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 2,5 pontos base para 2,903%

Euro recua 0,25% para 1,1153 dólares

Petróleo em Londres desvaloriza 0,77% para 40,16 dólares o barril

Bolsas europeias descem pela quarta sessão

As bolsas europeias negoceiam com sinal vermelho pela quarta sessão consecutiva. O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, recua 0,56% para 338,17 pontos, na última sessão antes do fim-de-semana prolongado, devido às comemorações da Páscoa. As bolsas europeias e americanas vão estar encerradas esta sexta-feira.

Na bolsa nacional, o PSI-20 desce 0,53% para 5.126,25 pontos pressionado sobretudo pela Galp Energia e pelo BCP. A petrolífera recua 0,95% para 10,945 euros e o banco liderado por Nuno Amado cai 0,68% para 4,41 cêntimos.

Juros da dívida aliviam após leilão

Os juros da dívida pública portuguesa estão a registar descidas ligeiras depois de o IGCP ter concluído, na quarta-feira, um duplo leilão de obrigações do Tesouro em que angariou 1.007 milhões de euros em dívida que vence daqui a cinco e 14 anos, tendo registado uma redução nas taxas de juro da colocação.

A ‘yield’ associada às obrigações portuguesas a dez anos desce 2,5 pontos base para 2,903%.

Esta tendência estende-se à generalidade dos países europeus. Em Espanha, os juros da dívida a dez anos caem 1,6 pontos para 1,514% e na Alemanha descem 1,4 pontos para 0,18%. 


Euro cai pela quinta sessão

A moeda única europeia está a negociar em queda face ao dólar pela quinta sessão consecutiva, depois das subidas registadas na semana passada, na sequência do anúncio de novos estímulos por parte do BCE.

A divisa norte-americana está a ser impulsionada pelas perspectivas de uma nova subida dos juros nos Estados Unidos, reforçadas por um coro de vozes da Reserva Federal, que têm sugerido que poderá haver um novo aumento já em Abril.

O euro desce 0,25% para 1,1153 dólares, o valor mais baixo desde 16 de Março.

Petróleo em queda após subida das reservas

O petróleo está a negociar em queda nos mercados internacionais depois de a Administração de Informação de Energia ter revelado que as reservas de crude aumentaram em 9,36 milhões de barris na semana passada, três vezes mais do que era antecipado pelos analistas.

As importações subiram pela primeira vez em três semanas para 8,38 milhões de barris por dia, enquanto a produção caiu para 9,04 milhões de barris por dia, o nível mais baixo desde Novembro de 2014.

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, desce 1,36% para 39,25 dólares enquanto o Brent, transaccionado em Londres, desvaloriza 0,77% para 40,16 dólares.

Ouro em mínimos de um mês

A valorização do dólar está a afectar a procura pelo metal precioso como investimento alternativo, pressionando os preços. O ouro perde 0,4% para 1.215,19 dólares por onça, o valor mais baixo desde 26 de Fevereiro. Já a prata cai 0,22% para 15,2163 dólares. 


Destaques do dia
 

Dez investidores levam quase metade dos dividendos da bolsa. As cotadas do PSI-20 continuam a anunciar dividendos. Entre remunerações pagas no final de 2015 e a distribuir este ano, reservaram 2,23 mil milhões de euros para premiar os accionistas. Os maiores investidores ficam com perto de metade. 

China e EUA são os principais destinos dos dividendos. A maior parte dos dividendos da bolsa portuguesa continua a ter como destino investidores nacionais. Mas a China e os EUA também conseguem encaixes generosos.

Bolsas já não se assustam com os atentados. As bolsas registaram apenas perdas ligeiras, após os atentados terroristas de Bruxelas. Os investidores já incorporaram o terrorismo nos riscos a contabilizar e permanecem mais focados no crescimento da economia e nos resultados das empresas, dizem os analistas.

Semapa propõe dividendo de 32,9 cêntimos por acção. A papeleira convocou os accionistas para se reunirem em Assembleia Geral Anual no próximo dia 20 de Abril. Da ordem de trabalhos consta a proposta de aplicação dos resultados de 2015, que aponta para um dividendo de 32,9 cêntimos.

BCP negoceia venda do ActivoBank com fundo inglês de "private equity". Meio ano depois de ser suspensa, a alienação do ActivoBank voltou a estar em cima da mesa. O BCP está a negociar o banco electrónico, que representa perto de 1% dos seus activos, com a Cabot Square.


Portugal já tem dois terços do financiamento do ano. O Tesouro voltou ao mercado e, assim, deu mais um passo no programa de financiamento. Grande parte das necessidades está já coberta, graças aos depósitos de 2015. Mas falta ainda angariar 14 mil milhões de euros.

O que vai acontecer hoje

INE. Inquérito à Avaliação Bancária na Habitação em Fevereiro; Contas Nacionais Trimestrais por Sector Institucional no quarto trimestre de 2015.

BCE. Boletim económico.

Oi. Resultados relativos a 2015.

EUA. Novos pedidos de subsídio de desemprego na semana terminada a 19 de Março; Encomendas de bens duradouros em Fevereiro.




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