Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo em alta. Euro em queda

Abertura dos mercados: Bolsas e petróleo em alta. Euro em queda

As bolsas europeias estão a negociar em alta ligeira, depois de terem atingido mínimos de final de Fevereiro na sessão de ontem. O petróleo também segue com sinal positivo, enquanto o euro desce antes das minutas da Fed.
Abertura dos mercados:  Bolsas e petróleo em alta. Euro em queda
Bloomberg
Rita Faria 06 de abril de 2016 às 08:32

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,47% para 4.897,05 pontos

Stoxx 600 ganha 0,03% para 328,25 pontos

Nikkei desvalorizou 0,11% para 15.715,36 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1,8 pontos base para 3,166%

Euro recua 0,27% para 1,1353 dólares

Petróleo em Londres sobe 1,58% para 38,47 dólares o barril

 

Bolsas europeias em alta ligeira

 

As bolsas europeias negoceiam em alta ligeira, depois de terem perdido quase 2% na sessão de ontem, para negociarem em mínimos de 29 de Fevereiro. Na bolsa nacional, o PSI-20 sobe 0,47% para 4.897,05 pontos, impulsionado sobretudo pela Galo Energia. A petrolífera valoriza 2,03% para 10,785 euros. 

Juros a dez anos em máximos de quase um mês

Os juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1,8 pontos base para 3,166%, o valor mais alto desde o dia 10 de Março. Já ontem a 'yield' registou a maior subida diária desde 11 de Fevereiro, escalando mais de 21 pontos base. Esta terça-feira a Bloomberg revelou que a Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) está a preparar uma dupla emissão sindicada de obrigações do Tesouro. Em causa estão títulos com maturidade a seis e 30 anos. 

 

Euro desce pela segunda sessão

 

A moeda única europeia está a negociar em queda face ao dólar pela segunda sessão consecutiva, antes de serem divulgadas as minutas da última reunião da Reserva Federal norte-americana, que poderão dar pistas sobe o rumo da política monetária nos Estados Unidos.

 

Em Março, a Fed reiterou a sua intenção de subir os juros de forma gradual, apontando para os riscos que se colocam à economia global.

 

O euro desce 0,27% para 1,1353 dólares, depois de ter recuado 0,06% na sessão de ontem.

 

Petróleo sobe quase 2% em Londres

 

O petróleo está em alta nos mercados internacionais pela segunda sessão, depois de o representante do Kuwait na OPEP ter afirmado que é possível chegar a um acordo para manter a produção sem o Irão, quando os membros do cartel se reunirem no próximo dia 17 de Abril.  

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 2,48% para 36,84 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, valoriza 1,58% para 38,47 dólares.

 

Esta quarta-feira serão conhecidos os dados da Administração de Informação de Energia dos Estados Unidos sobre as reservas de crude do país que, segundo os analistas consultados pela Bloomberg, terão aumentado em 2,85 milhões de barris na semana passada.

 

Ouro em queda à espera das minutas da Fed

 

O metal precioso segue com sinal vermelho esta quarta-feira, depois de ter valorizado 1,3% na sessão de ontem, a maior subida em uma semana. Isto numa altura em que os investidores aguardam pela divulgação das minutas da Fed e em que o dólar norte-americano está em alta face às principais congéneres.

O ouro desce 0,31% para 1.227,55 dólares por onça, enquanto a prata cai 0,54% para 15,06 dólares. 


Destaques do dia
 

 

FMI diz que BCE só compra dívida até ao final do ano. Especialistas ouvidos pelo Negócios também admitem que limite de compras de dívida pública portuguesa pelo BCE possa ser atingido antes de Março de 2017, mas não dramatizam, pelo menos por enquanto, o efeito que poderá ter na economia.

Portugal prepara emissão de dívida sob pressão no mercado. O Tesouro quer regressar ao mercado, desta feita para colocar títulos a seis e 30 anos. A dupla emissão contará com um sindicato bancário, numa altura em que os investidores torcem o nariz à dívida nacional.

Cinco anos depois, "resgate" está fora do dicionário português. Portugal pediu em 2011 o terceiro resgate da sua história moderna. Cinco anos depois, as contas públicas estão mais controladas, pelo que não há perspectiva de um quarto, dizem os analistas. Mas será que os problemas da economia foram resolvidos?

 

Dúvidas dos investidores ensombram bolsas. Os receios em torno do crescimento da economia mundial voltam a penalizar as bolsas, travando a recuperação iniciada no final do trimestre.

 

CaixaBank aposta em Ulrich para o futuro do BPI. Ulrich deve ser reeleito presidente do BPI após a aprovação das alterações que permitem nova nomeação. Proposta de Artur Santos Silva para que o banqueiro seja o líder do futuro do banco passou no crivo do CaixaBank.

 

Mota-Engil perde 21% do negócio em África. A quebra da actividade no continente africano eleva a região da Europa à categoria de maior mercado do grupo em 2015. Na América Latina, onde a Mota-Engil entrou agora em mais três países, o crescimento foi de 30%.

 

O que vai acontecer hoje

 

  1. Alemanha. Produção industrial, relativa a Fevereiro.
  2. INE. Índice de custos de construção de habitação nova e índice de preços de manutenção e reparação regular da habitação, relativos a Fevereiro.
  3. Fed. A Reserva Federal dos EUA divulga as minutas da reunião de 16 de Março.

 




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