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Abertura dos mercados: Acordo em Itália anima bolsas e leva juros para novo mínimo

As bolsas europeias estão a negociar em alta ligeira, enquanto os juros descem, com exceção dos italianos, que já atingiram novos mínimos. Isto depois do acordo entre o 5 Estrelas e o PD para formar governo, que deverá evitar novas eleições.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 29 de Agosto de 2019 às 09:22
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Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,30% para 4.812,50 pontos

Stoxx 600 ganha 0,44% para 374,49 pontos

Nikkei desvalorizou 0,09% para 20.460,93 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1,1 pontos para 0,096%

Euro valoriza 0,04% para 1,1082 dólares

Petróleo em Londres cai 0,28% para 60,32 dólares o barril

 

Bolsas europeias em alta ligeira

As bolsas europeias estão a negociar em alta ligeira esta quinta-feira, 29 de agosto, animadas pelo acordo entre o 5 Estrelas e o Partido Democrático, em Itália, para formar Governo, que deverá evitar a realização de eleições antecipadas.

 

Depois de várias horas de negociação, os líderes dos dois partidos comunicaram ontem ao presidente do país, Sergio Mattarella, que chegaram a um entendimento para uma aliança governativa e para a renomeação de Giuseppe Conte para o cargo de primeiro-ministro, que será mandatado hoje pelo chefe de Estado para formar governo.

 

Esta solução para o impasse político em Itália acaba por contrabalançar os receios do mercado com a situação do Reino Unido, onde cresceu a possibilidade de um Brexit sem acordo, depois de a Rainha Isabel II ter aprovado a suspensão do parlamento até 14 de outubro, pedida por Boris Johnson, o que dará pouco tempo aos deputados para aprovarem legislação no sentido de travar uma saída sem acordo.

 

Nesta altura, o índice de referência para a Europa, o Stoxx600, ganha 0,44% para 374,49 pontos, com todos os grandes grupos industriais a negociarem com sinal positivo.

 

Por cá, o PSI-20 sobe 0,30% para 4.812,50 pontos, impulsionado sobretudo pelo grupo EDP, BCP e Galp Energia.

 

Juros italianos atingem novos mínimos históricos

Os juros da dívida italiana a dez anos atingiram um novo mínimo histórico, depois de o 5 Estrelas e o Partido Democrático terem chegado a um acordo para formar governo, aliviando os receios dos investidores com a instabilidade política no país, e com a possível ascensão da Liga, se fossem realizadas novas eleições.

 

Nesta altura, a yield associada às obrigações a dez anos desce 5,6 pontos para 0,983% - o valor mais baixo de sempre - depois de já ontem ter registado um recuo acentuado. Na maioria dos restantes países do euro, a tendência é a inversa, com os juros portugueses a subirem 1,1 pontos para 0,096%, os espanhóis a avançarem 1,3 pontos para 0,068% e os alemães a agravarem-se em 1,4 pontos para -0,705%.

 

Libra desce pelo segundo dia com receios de Brexit sem acordo

A moeda britânica está a cair face ao dólar pela segunda sessão consecutiva, penalizada pela crescente possibilidade de o Reino Unido sair da União Europeia sem um acordo. Isto porque o parlamento estará suspenso até ao dia 14 de outubro – um pedido de Boris Johnson que foi ontem aceite pela Rainha – limitando a capacidade dos deputados aprovarem legislação para travar uma saída desordenada.

 

Nesta altura, a libra cai 0,16% para 1,2192 dólares.

 

Petróleo negoceia sem rumo

O petróleo segue sem tendência definida nos mercados internacionais, com o otimismo em torno da descida das reservas de crude dos Estados Unidos a ser abafado pela falta de progressos e de sinais concretos sobre as negociações entre Washington e Pequim para resolver a disputa comercial.

 

Ontem o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, disse que as autoridades norte-americanas esperam que os negociadores chineses se desloquem a Washington para retomar as conversações, sem avançar, porém, qualquer data para esse encontro nem mais pormenores sobre o estado das negociações.

 

Esta falta de definição acabou por sobrepor-se aos dados que mostram que as reservas de crude dos Estados Unidos diminuíram em 10 milhões de barris na semana passada para o nível mais baixo desde outubro de 2018, segundo os dados da Administração de Informação de Energia.

 

O West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, valoriza 0,05% para 55,81 dólares, enquanto o Brent, transacionado em Londres, cai 0,28% para 60,32 dólares.

 

Ouro e prata em alta

A incerteza em torno das negociações EUA/China e a crescente possibilidade de um Brexit sem acordo estão a aumentar a atratividade do ouro como ativo de refúgio e a contribuir para a subida da cotação do metal amarelo, que atingiu recentemente o valor mais alto desde 2013.

 

O ouro sobe 0,04% para 1.539,54 dólares, encaminhando-se para o quarto mês consecutivo de subidas. Já a prata, que atingiu ontem o valor mais alto desde 2017, avança 0,75% para 18,4944 dólares.

 

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