Mercados num minuto Abertura dos mercados: Alemanha deprime Europa mas "refúgios" caem com esperança de acordo comercial

Abertura dos mercados: Alemanha deprime Europa mas "refúgios" caem com esperança de acordo comercial

O dia é de pesar na Europa, depois de a maior potência, a Alemanha, reportar uma contração na economia. Contudo, o adiamento das tarifas dos Estados Unidos sobre a China e a confirmação de que as negociações continuam em breve têm efeito nos restantes mercados.
Abertura dos mercados: Alemanha deprime Europa mas "refúgios" caem com esperança de acordo comercial
Bloomberg
Ana Batalha Oliveira 14 de agosto de 2019 às 09:30

Os mercados em números

PSI-20 cai 0,05% para os 4.823,27

Stoxx 600 recua 0,21% para os 371,62 pontos

Nikkei sobe 0,98% para os 20.655,13 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 1,6 pontos base para os 0,213%

Euro avança 0,07% para os 1,1170 dólares

Petróleo em Londres deprecia 0,82% para os 60,80 dólares por barril

 

Alemanha preocupa mercados europeus 

As principais bolsas europeias seguem em terreno negativo, numa altura em que os receios acerca de uma recessão eminente se avolumam. A contribuir para as preocupações estão os dados divulgados pela maior potência europeia, a Alemanha: tal como era temido, o PIB alemão contraiu no segundo trimestre, penalizado sobretudo pela quebra nas exportações.

 

Apesar do recuo, que está ligado ao contexto de guerra comercial entre os Estados Unidos e a China, nem tudo são más notícias. Pequim anunciou que dentro de duas semanas voltará às negociações com Washington, com o objetivo de atingir um acordo comercial. Com isto em vista, os Estados Unidos concederam adiar as tarifas previstas para o próximo mês até ao final do ano.

Contas feitas, o Stoxx600, o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, segue a perder 0,21% para os 371,62 pontos. As perdas mais expressivas registam-se no setor das matérias-primas, que desce mais de 1%, mas destacam-se ainda pela negativa o setor automóvel e da banca, que caem ambos na ordem dos 0,8%.

Em Lisboa, o PSI-20 não escapa ao pesar europeu e segue a ceder 0,05% para os 4.823,27 pontos. A penalizar o índice nacional está de novo o BCP que, após ter disparado 4% na última sessão, volta ao terreno negativo e mostra um deslize em torno dos 2%. 

 

Juros aliviam há três sessões

Os juros da dívida portuguesa a dez anos veem uma tendência de queda há três sessões consecutivas. Esta quarta-feira, a taxa remuneratória destas obrigações de referência cai 1,6 pontos base para os 0,213%. Os juros em Portugal têm, desta forma, descido consistentemente desde que a Moody’s, na passada sexta-feira, manteve o rating de Portugal em Baa3, apenas um nível acima do "lixo", mas subiu o outlook (perspectiva) de "estável" para "positivo", abrindo a porta a uma melhoria do rating na próxima reavaliação. 

 

Na Alemanha o sentimento é equivalente, com os juros das obrigações com a mesma maturidade a recuarem 1,4 pontos base para os 0,625% negativos. Desta forma, o prémio da dívida portuguesa face à alemã fica nos 83,8 pontos base.

 

Investidores abandonam dólar

A moeda única europeia avança 0,07% para os 1,1170 dólares. Num contexto de maior otimismo quanto ao desenrolar das negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, os investidores abandonam o refúgio do dólar penalizando a divisa.  

 

Petróleo quebra ciclo de quatro sessões no verde

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, desliza 0,82% para os 60,80 dólares. Esta descida vem quebrar um ciclo de quatro sessões consecutivas em terreno positivo, sendo que, na última sessão, o barril fechou a valorizar mais de 4,5%. O recente otimismo, decorrente das perspetivas mais positivas em termos de procura associadas aos avanços nas negociações comerciais entre Washington e Pequim, é contrariado por dados que mostram um aumento das reservas nos Estados Unidos.

 

Investidores saem da "toca" do ouro

O ouro, como tradicional ativo-refúgio, tem servido para os investidores se "protegerem" do tumulto dos mercados, provocado sobretudo pelo escalar da guerra comercial entre os Estados Unidos e a China. Esta quarta-feira o metal amarelo cai, pela segunda sessão consecutiva, depois de ontem os receios relativos ao conflito comercial terem aliviado, na sequência do anúncio de uma nova ronda de negociações em breve e do adiamento das tarifas previstas para setembro. O ouro desvaloriza uns ligeiros 0,08% para os 1.500,32 dólares por onça, afastando-se desta forma dos máximos de cerca de seis anos nos quais tem vindo a cotar.

 




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