Mercados num minuto Abertura dos mercados: Alívio na guerra comercial dá segunda semana consecutiva de ganhos às bolsas

Abertura dos mercados: Alívio na guerra comercial dá segunda semana consecutiva de ganhos às bolsas

A semana está a ser de ganhos generalizados nos mercados. As bolsas europeias sobem, pela segunda semana consecutiva, o petróleo segue a mesma tendência, enquanto o dólar está a perder valor, com os investidores a apostarem em activos de maior risco.
Abertura dos mercados: Alívio na guerra comercial dá segunda semana consecutiva de ganhos às bolsas
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,52% para 5.386,52 pontos

Stoxx 600 ganha 0,47% para 384,41 pontos

Nikkei valorizou 0,82% para 23.869,93 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 0,8 pontos base para 1,875%

Euro cai 0,03% para 1,1773 dólares

Petróleo avança 0,34% para 78,97 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias sobem pela segunda semana consecutiva

As bolsas europeias seguem em alta, ainda a beneficiarem de uma redução da tensão em torno da guerra comercial. O Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, está a avançar 0,47%, elevando para mais de 1% o ganho na semana. Esta é assim a segunda semana consecutiva de ganhos para as praças europeias.

 

O plano chinês para compensar a queda das exportações, nomeadamente reduzindo tarifas no comércio com outros parceiros comerciais, também ajudará a segunda maior economia do mundo a sustentar o seu ritmo de expansão. O que acabou por ter uma reacção positiva dos mercados.

 

Na bolsa nacional, a tendência é idêntica, com o principal índice a subir 0,52%, numa altura em que o grupo EDP e o BCP se destacam entre as subidas.

 

Juros continuam a aliviar

As taxas de juro associadas às dívidas soberanas na Europa estão em queda, e Lisboa não é excepção. A "yield" das obrigações a 10 anos de Portugal está a ceder 0,8 pontos base para 1,875%. Ao mesmo tempo, a taxa associada à bund está a cair 1,1 pontos para 0,460%, o que coloca o prémio de risco da dívida nacional nos 141 pontos.

 

A contribuir para a descida dos juros estão as palavras de Jens Weidmann, governador do banco central da Alemanha, que ontem salientou que a Zona Euro tem um longo e duro caminho a percorrer até que se normalize a política monetária da região.

 

Dólar regista a maior queda semanal em sete meses

A moeda americana está a acumular a maior queda semanal contra as congéneres mundiais dos últimos sete meses, numa altura em que os investidores estão a apostar em activos de maior risco.

 

Num período marcado pelo atenuar da guerra comercial entre os EUA e a China e pela aplicação de medidas pelos mercados emergentes, nomeadamente pela Turquia, para estabilizarem as crises que assolaram estes países, os investidores optam por ter comportamentos mais arriscados. O que penaliza o dólar.

 

Petróleo em alta à espera da OPEP

Os preços do petróleo voltaram aos ganhos, numa altura em que os investidores aguardam para perceber se os membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) vão compensar a quebra de fornecimento do Irão, que está sob sanções dos EUA.

 

O barril do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, está a subir 0,34% para 78,97 dólares, subindo pela segunda semana consecutiva.

 

Ouro sobe com queda do dólar

O ouro tem estado sob pressão por dois factores. Por um lado, guerra comercial fez com que muitos investidores usassem o dólar com activo de refúgio, em detrimento de activos como o ouro, que costuma cumprir esta missão. Por outro lado, a opção por investimentos de maior risco também retiram os investidores deste tipo de matérias-primas. Ainda assim, esta sexta-feira, o ouro está a subir 0,14% para 1.208,86 dólares por onça.




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