Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas e euro em alta. Juros de Itália voltam a disparar

Abertura dos mercados: Bolsas e euro em alta. Juros de Itália voltam a disparar

As principais praças bolsistas da Europa valorizam face à redução do risco de uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. Já os juros das dívidas públicas acentuam subidas, em especial em Itália. Euro valoriza com perspectiva de pistas do BCE sobre aumento dos juros.
Abertura dos mercados: Bolsas e euro em alta. Juros de Itália voltam a disparar
Reuters
David Santiago 06 de junho de 2018 às 09:32

Os mercados em números
PSI-20 sobe 0,16% para 5.593,57 pontos
Stoxx 600 valoriza 0,09% para 387,24 pontos
Nikkei subiu 0,38% para 22.625,73 pontos 
Yield a 10 anos de Portugal avança 5,8 pontos base para 1,913%
Euro valoriza 0,36% para 1,1761 dólares
Petróleo sobe 0,84% para 76,01 dólares por barril em Londres

Bolsas europeias sobem com menor risco de guerra comercial

As principais bolsas europeias abriram a sessão desta quarta-feira, 6 de Junho, a valorizar, apoiadas pela percepção dos investidores de que são agora menores os riscos de uma escalada proteccionista capaz de gerar uma guerra comercial.

 

O facto de a China se ter disponibilizado a reforçar em 25 mil milhões de dólares as compras de bens feitas aos Estados Unidos está a contribuir para reduzir alguma tensão.

 

O índice de referência europeu Stoxx 600 ganha ligeiros 0,09% para 387,24 pontos, suportado em especial pelos ganhos nos sectores petrolífero e automóvel. O PSI-20 soma 0,16% para 5.593,57 pontos no sexto dia consecutivo de ganhos que voltou a colocar o principal índice nacional em máximos de 25 de Maio.

 

Em Lisboa é uma vez mais a Navigator que está em grande destaque, já que a papeleira voltou a renovar máximos de sempre, desta feita ao tocar nos 5,65 euros por acção. Nota positiva ainda para a Ibersol que avança 2,69% para 11,45 euros depois de ontem a cotada ter reportado um aumento de 70% nos lucros obtidos no primeiro trimestre.

 

Juros dos periféricos acentuam subidas à espera do BCE
Os juros das dívidas públicas dos países periféricos da Zona Euro estão a negociar em alta no mercado secundário pelo segundo dia seguido, acentuando mesmo as subidas face a esta terça-feira.

 

A justificar esta nova subida está a expectativa dos investidores em relação ao próximo encontro do Banco Central Europeu, que se realiza na semana que vem. Acredita-se que a instituição liderada por Mario Draghi dará indicações mais precisas quanto ao momento escolhido para pôr fim ao programa mensal de compra de activos em vigor. Por outro lado, o BCE poderá dar também novidades quanto a uma eventual subida dos juros. A Reserva Federal dos Estados Unidos também poderá anunciar um novo aumento dos juros no próximo encontro do banco central.

 

Assim, a taxa de juro associada às obrigações soberanas portuguesas com prazo a 10 anos sobe 5,8 pontos base para 1,913%. Também a "yield" associada aos títulos soberanos da Itália e da Espanha cresce respectivamente na maturidade a 10 anos 9,3 e 5,2 pontos base para 2,882% e 1,448%.

 

Na segunda sessão de subidas, a taxa de juro das obrigações transalpinas a 10 anos está em máximos de 31 de Maio, isto depois de o novo primeiro-ministro italiano, Giuseppe Conte, ter reafirmado no Parlamento a intenção de prosseguir políticas que colocam em causa o status quo das políticas orçamentais da moeda única.

 

Desta feita, e porque alterações na política monetária do BCE têm repercussões em toda a Zona Euro, as "bunds" germânicas seguem a tendência ao aumentarem 4,7 pontos base para 0,416%.


Euro em máximos de duas semanas com eventual subida dos juros
O euro está a apreciar nos mercados cambiais contra o dólar pelo terceiro dia consecutivo, estando nesta altura a ganhar 0,36% para 1,1761 dólares, o que significa que a moeda única europeia negoceia em máximos de 23 de Maio relativamente à divisa norte-americana.

 

A justificar esta valorização estão as perspectivas em relação à próxima reunião do BCE, com os investidores a anteciparem que a instituição dê pistas quanto à data que poderá ser determinada para o primeiro aumento dos juros na área do euro desde a crise.

 

Em sentido inverso, o dólar recua pelo terceiro dia, estando em mínimos de 24 de Maio no índice da Bloomberg que mede a evolução da moeda norte-americana face a um cabaz com as principais divisas mundiais.


Petróleo sobe com redução das reservas dos EUA

O preço do petróleo está a valorizar nos mercados internacionais pela segunda sessão seguida, com o Brent do Mar do Norte, que serve de referências para as importações nacionais, a crescer 0,84% para 76,01 dólares por barril. Já o West Texas Intermediate (WTI), transaccionado em Nova Iorque, sobe 0,32% para 65,73 dólares.

 

O valor do crude está a ser impulsionado pela perspectiva de quebra registada nas reservas petrolíferas dos Estados Unidos, esperando-se que seja reportada uma redução de 2 milhões de barris na semana passada.

 

A administração americana solicitou entretanto à OPEP que reforce os níveis de produção petrolífera de forma a travar a escalada recente no preço da matéria-prima.

 

Ainda assim, o crude negoceia agora perto de mínimos de quase dois meses, isto depois de a Arábia Saudita e a Rússia terem mostrado disponibilidade para aliviar o corte à produção em vigor para compensar eventuais quebras na produção da Venezuela e do Irão.

Ouro sobe pela segunda sessão com descida do dólar
O metal precioso está a valorizar pelo segundo dia seguido ao avançar 0,14% para 1.298,21 dólares por onça, beneficiando do reforço de valor enquanto activo de refúgio decorrente da desvalorização do dólar, isto numa altura em que os investidores antecipam que no encontro deste mês a Fed volte a decretar um aumento dos juros de referência da maior economia mundial. 




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