Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas e euro valorizam após Fed e antes do BCE

Abertura dos mercados: Bolsas e euro valorizam após Fed e antes do BCE

Com o foco dos investidores nos bancos centrais, as ações estão a subir e o euro ganha terreno ao dólar pela quarta sessão.
Abertura dos mercados: Bolsas e euro valorizam após Fed e antes do BCE
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 avança 0,28%  para 5.163,43 pontos

Stoxx 600 valoriza 0,1% para 406,64 pontos

Nikkei valorizou 0,14% para os 23.424,81 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,2 pontos base para 0,35% 

Euro valoriza 0,04% para 1,1135 dólares

Petróleo em Londres cai 0,36% para os 63,95 dólares o barril

Pausa da Fed impulsiona bolsas 

As bolsas europeias evoluem em alta, com os investidores a receberem de forma positiva as novidades da Reserva Federal e a aguardarem com expectativa as primeiras palavras da presidente do Banco Central Europeu numa conferência após uma reunião de política monetária.

 

A reunião de ontem da Reserva Federal norte-americana não trouxe novidades imediatas, mas ajustou as expectativas para a evolução dos juros, que deverão ficar estáveis ao longo do próximo ano. Esta expectativa agradou aos investidores, impulsionando o fecho da sessão em Wall Street e a abertura de hoje das praças europeias.

  

O Stoxx600 valoriza 0,1% para 406,64 pontos e está a ser impulsionado sobretudo pelas cotadas do setor tecnológico e fabricantes de automóveis.

 

Além dos bancos centrais, os investidores continuam de olhos postos nas negociações entre os Estados Unidos e a China para a primeira fase de acordo comercial, sendo o que nervosismo cresce à medida que se aproxima a data prevista para a entrada em vigor de novas tarifas norte-americanas sobre produtos chineses.  Segundo a Bloomberg, hoje poderá haver novidades, já que o presidente dos Estados Unidos deverá ter uma reunião com a sua equipa do comércio.

 

"O grande evento de risco permanece intacto, com o mundo à espera para saber se a tarifa de 15% vai mesmo arrancar", disse à Bloomberg  Chris Weston, analista da Pepperstone Group, assinalando que o a Fed anunciou saiu em linha com as expectativas do mercado e isso é positivo.

 

A bolsa portuguesa está a seguir o desenho positivo das congéneres europeias, com o PSI-20 a somar 0,28%  para 5.163,43 pontos, impulsionado sobretudo pela EDP.

 

Euro em alta antes de Lagarde e libra valoriza em dia de eleições

No mercado cambial destaque para o euro, que valoriza pela quarta sessão consecutiva face ao dólar (+0,04% para 1,1135 dólares), beneficiando com a política monetária da Reserva Federal e com os investidores a aguardarem o discurso de Lagarde. A nova presidente do BCE tem sinalizado que pretende manter o rumo da política monetária que foi seguida por Mario Draghi, mas também já salientou a necessidade de ser implementada uma revisão da estratégia do banco central.

 

Destaque ainda para a libra, que ganha terreno ao euro pela primeira vez em três sessões (+0,08% para 1,1866 euros) no dia em que os britânicos vão às urnas escolher um novo primeiro-ministro. Os conservadores de Boris Johson vão à frente das sondagens e podem conseguir a maioria no parlamento britânico.

 

Juros em alta ligeira

A dívida soberana também será condicionada pelas palavras de Lagarde, sendo que para já as variações são apenas ligeiras. A "yield" das obrigações portuguesas a 10 anos avança 0,2 pontos base para 0,35% e os títulos alemães com a mesma maturidade somam 0,1% para -0,324%.   


Reservas nos EUA tiram pedestal ao petróleo

O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, está a cair 0,36% para os 63,95 dólares. A matéria-prima vê um alívio nos preços face ao aumento das reservas nos Estados Unidos. Os inventários de gasolina da maior economia do mundo tiveram a maior subida desse janeiro e a sexta em sete semanas, ao mesmo tempo que a procura decresceu para um mínimo de três anos, dizem os dados da Administração de Informação da Energia (EIA, na sigla em Inglês).

Preciosos, mas um pouco menos

O ouro e a prata, que integram a categoria dos metais preciosos, estão a perder valor. O metal amarelo cede 0,15% para os 1.472,60 dólares por onça, enquanto o "irmão" desvaloriza 0,19% para os 16.8315 dólares. Ambos haviam estado a ganhar nas últimas três sessões, mas o otimismo nos mercados acionistas desvia o foco deste tipo de ativos.




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