Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas e juros seguem sem rumo. Petróleo recua de máximos

Abertura dos mercados: Bolsas e juros seguem sem rumo. Petróleo recua de máximos

As bolsas europeias estão divididas entre ganhos e perdas pouco acentuadas no arranque do Conselho Europeu de dois dias, em Bruxelas. O dólar tocou máximos de quase um ano e o ouro segue em mínimos de mais de seis meses.
Abertura dos mercados: Bolsas e juros seguem sem rumo. Petróleo recua de máximos
Reuters
Rita Faria 28 de junho de 2018 às 09:10

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,35% para 5.611,46 pontos

Stoxx 600 perde 0,06% para 379,73 pontos

Nikkei desvalorizou 0,01% para 22.270,39 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 0,4 pontos base para 1,845%

Euro sobe 0,11% para 1,1567 dólares

Petróleo em Londres cai 0,22% para 77,45 dólares o barril

 

Bolsas europeias sem tendência definida

As bolsas europeias estão a negociar sem uma tendência definida esta quinta-feira, 28 de Junho, dia em que arranca o Conselho Europeu, em Bruxelas, onde será debatido o futuro da União Europeia e a reforma do euro. Apesar de ser este o objectivo central do encontro, a cimeira ficará também marcada por temas como a imigração, a guerra comercial e o Brexit.

 

Além da cimeira, estão na agenda dos investidores dados como a confiança dos consumidores, a inflação na Alemanha, Espanha e Itália, e os dados do PIB nos Estados Unidos.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, perde 0,06% para 379,73 pontos, depois de ter tocado ontem no valor mais baixo em mais de dois meses.

 

Juros entre subidas e descidas ligeiras

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão a descer 0,4 pontos base para 1,845%, numa altura em que, tal como nas bolsas, não há um rumo definido. Em Espanha, a yield associada às obrigações a dez anos sobe 0,1 pontos para 1,356%. Na Alemanha, os juros avançam 0,7 pontos para 0,329% e em Itália recuam 1,7 pontos para 2,792%.

 

Dólar toca máximos de quase um ano

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais está a registar uma subida ligeira, tendo já tocado no valor mais alto desde Julho do ano passado. A nota verde tem beneficiado da turbulência provocada pelos receios em torno da guerra comercial, que aumentou a aversão ao risco, favorecendo os activos de refúgio, como é o caso do dólar.

 

Também o euro está a negociar em alta ligeira, depois de duas sessões de perdas, com uma subida de 0,11% para 1,1567 dólares.

 

Esta quinta-feira destaca-se ainda a rupia indiana, que atingiu um novo mínimo histórico face ao dólar, penalizada pela subida dos preços do petróleo.   

 

Petróleo alivia de máximos

O petróleo segue em baixa ligeira nos mercados internacionais, depois de ter atingido ontem o valor mais alto desde Novembro de 2014, em Nova Iorque. Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI) desce 0,33% para 72,52 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, recua 0,22% para 77,45 dólares.

 

A impulsionar a matéria-prima na sessão de ontem estiveram os dados que mostram que os inventários de crude nos EUA diminuíram em 9,89 milhões de barris, naquela que foi a maior queda desde Setembro de 2016. A isto juntou-se a ameaça feita esta semana pelo presidente Donald Trump de impor sanções aos países que até 4 de Novembro não deixem de comprar petróleo ao Irão, que é o terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP). 

 

Ouro em mínimos de Dezembro

Ao contrário do dólar, o ouro não tem estado entre os activos de refúgio de eleição dos investidores, seguindo a desvalorizar pela quarta sessão consecutiva. O metal amarelo desce 0,21% para 1.249,76 dólares, depois de já ter tocado nos 1.248,76 dólares, o valor mais baixo desde Dezembro do ano passado. A prata, por seu lado, sobe 0,31% para 16,1082 dólares.

 

 




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