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Abertura dos mercados: Bolsas entram em Março no vermelho à espera de mais um discurso de Powell

O presidente da Fed vai fazer uma intervenção perante o comité bancário do Senado, que deverá determinar o rumo dos mercados. As bolsas europeias estão a cair pelo terceiro dia, enquanto o petróleo e o dólar seguem em alta ligeira.

Os investidores que prefiram ficar longe do sobe e desce do mercado podem privilegiar uma abordagem mais defensiva. Os fundos multiactivos podem ser uma boa alternativa para quem pretende obter retornos, mas não quer assumir riscos demasiado elevados.

Os fundos multiactivos ajustam-se a praticamente todos os investidores, uma vez que existem produtos com uma estratégia de investimento mais defensiva, equilibrada e agressiva. Apesar da instabilidade registada nos mercados accionistas nas últimas semanas, são os multiactivos agressivos, com maior exposição ao mercado accionista, que apresentam as melhores rendibilidades. Rendem, em média, 0,9% nos últimos três meses. Já os fundos que privilegiam uma estratégia mais equilibrada somam 0,81%, segundo os dados da Associação Portuguesa de Fundos de Investimento, Pensões e Património (APFIPP).

Ao investirem em diversas classes de activos, estes produtos de poupança reduzem o risco resultante de oscilações bruscas nos mercados financeiros. Ou seja, se as bolsas mundiais registarem quedas acentuadas enquanto está a banhos, a exposição a outros activos, como a dívida ou cambial, vai atenuar o efeito negativo das acções na carteira. No entanto, caso os problemas nos mercados aliviem e as bolsas registem subidas elevadas, esses fundos não irão obter retornos tão expressivos.
Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 01 de Março de 2018 às 09:13
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Os mercados em números

PSI-20 cai 0,85% para 5.421,94 pontos

Stoxx 600 perde 0,54% para 377,59 pontos

Nikkei desvalorizou 1,56% para 21.724,47 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,2 pontos para 1,993%

Euro sobe 0,06% para 1,2201 dólares

Petróleo em Londres ganha 0,14% para 64,82 dólares o barril

 

Bolsas europeias descem pela terceira sessão

As bolsas europeias estão a negociar em queda esta quinta-feira, 1 de Março, pela terceira sessão consecutiva, num dia em que o mercado aguarda pela intervenção do novo presidente da Fed, Jerome Powell, no comité bancário do Senado. A intervenção, que é a segunda desta semana perante os deputados, está marcada para as 15 horas de Lisboa, e deverá influenciar o rumo dos mercados.

 

Os investidores estarão atentos às palavras do presidente da autoridade monetária que, na terça-feira, admitiu "mais subidas graduais dos juros" por parte da Fed, levando a perdas nas acções.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, que completou ontem o seu pior mês em quase dois anos, perde 0,54% para 377,59 pontos.

 

Em Lisboa, o PSI-20 cai 0,85% para 5.421,94 pontos, penalizado sobretudo pela Jerónimo Martins. A retalhista desvaloriza 4,89% para 16,225 euros – o valor mais baixo desde 3 de Janeiro – depois de ter anunciado que os lucros caíram 35% no ano passado para 385 milhões de euros.

 

Juros da dívida em alta ligeira na "periferia" do euro

Os juros da dívida portuguesa estão em alta ligeira esta quinta-feira, acompanhando a tendência dos países da chamada periferia do euro. A yield associada às obrigações portuguesas a dez anos sobe 0,2 pontos para 1,993%, enquanto em Espanha o aumento é de 0,4 pontos para 1,542%. Em Itália, onde haverá eleições já este domingo, o aumento é de 0,4 pontos para 1,978%. Na Alemanha, pelo contrário, os juros da dívida a dez anos descem 1,1 pontos para 0,645%.  

 

Dólar sobe pela terceira sessão

O dólar está em alta pela terceira sessão consecutiva, beneficiando das perspectivas positivas para a economia norte-americana e da especulação que a Reserva Federal poderá acelerar a normalização da política monetária nos Estados Unidos.

 

Depois de ter completado ontem o primeiro mês de ganhos desde Outubro, o índice que mede a evolução do dólar face às principais congéneres mundiais está a valorizar 0,03%.   

 

Crude alivia de fortes perdas

O petróleo está em alta ligeira nos mercados internacionais, depois de ter perdido mais de 2% ontem, em Nova Iorque – a maior queda em três semanas – penalizado pelos dados sobre as reservas e a produção nos Estados Unidos.

 

Números divulgados ontem mostram que as reservas norte-americanas de crude aumentaram, na semana passada, para o nível mais alto desde Dezembro, superando as estimativas dos analistas. Ao mesmo tempo, o crescimento da produção de petróleo de xisto levou os níveis de produção nos Estados Unidos para um novo máximo histórico, em Novembro.

 

Os dados, juntamente com a perspectiva de que este crescimento da produção deverá acelerar – e tornar os Estados Unidos o maior produtor do mundo, à frente da Rússia, segundo a AIE - pressionaram as cotações.

 

Nesta altura, o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, sobe 0,06% para 61,68 dólares, enquanto o Brent, transaccionado em Londres, valoriza 0,14% para 64,82 dólares.

 

Ouro em mínimos de três semanas

O metal precioso está a perder terreno, numa altura em que o mercado se prepara para uma nova intervenção de Jerome Powell, depois de o seu discurso de terça-feira ter impulsionado o dólar e pressionado o ouro.


"Os investidores vão procurar mais pistas sobre as expectativas para o crescimento económico e para a evolução da política monetária", afirma John Sharma, economista do National Australia Bank, citado pela Bloomberg. "Mais confirmações de uma economia em aceleração deverão impulsionar o dólar e atingir ainda mais o ouro – ainda que a volatilidade no mercado de cações possa limitar a queda do euro".

Nesta altura, o ouro cai 0,44% para 1.312,46 dólares, enquanto a prata desce 0,41% para 16,3474 dólares.

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