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Abertura dos mercados: Bolsas europeias com melhor semana em dois anos e petróleo com pior desde Fevereiro

O maior optimismo com a possibilidade de ser alcançado um acordo comercial entre os EUA e a China está a ter impacto em todos os activos, com destaque para as bolsas europeias, que sobem mais de 1%. O petróleo regista a maior queda semanal desde Fevereiro.

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Nuno Carregueiro nc@negocios.pt 02 de Novembro de 2018 às 09:22
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Os mercados em números

PSI-20 ganha 0,31% para 5.030,03 pontos

Stoxx 600 valoriza 1,15% para 367,27 pontos

Nikkei valorizou 2,56% para 22.243,66 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal estável em 1,89%

Euro sobe 0,26% para 1.1439 dólares

Petróleo desce 0,23% para 72,72 dólares por barril, em Londres 

 

Expectativa de acordo EUA/China impulsiona bolsas

Depois de um Outubro de fortes quedas, Novembro está a começar de forma positiva para os mercados accionistas globais. As notícias relacionadas com a guerra comercial penalizaram as acções no mês passado, mas agora estão a impulsionar. Ontem as bolsas valorizaram depois de Donald Trump ter revelado que teve uma "longa conversa" com o presidente chinês, Xi Jinping, tendo deixado a garantia de que as negociações vão "num bom caminho.

O optimismo sobre a possibilidade de ser alcançado um acordo entre os EUA e a China é ainda mais forte, depois da Bloomberg ter noticiado que Trump pediu à sua equipa para desenhar um esboço daquilo que poderá vir a ser o documento assinado por ambos os países na reunião do G-20 da Argentina, que acontece no final deste mês.

 

O tom positivo dos mercados foi mais evidente nas praças asiáticas, com grande parte dos índices a conseguir ganhos acima de 2%. O MSCI Asia-Pacifico, que reúne as maiores cotadas asiáticas excepto Japão, avançou 2,7% para máximos de 10 de Outubro. Na semana sobe mais de 6%, o que de acordo com a Reuters representa o melhor desempenho em três anos.

 

Na Europa a sessão também arrancou com ganhos acentuados: o Stoxx600 valoriza 1,15% para 367,27 pontos e prepara-se para fechar a melhor semana dos últimos dois anos. O índice europeu sobe mais de 5% em cinco sessões, um desempenho positivo só superado numa das primeiras semanas de Dezembro de 2016. O Stoxx600 atingiu hoje um máximo de três semanas e está a subir pela quinta sessão consecutiva.

 

Em Lisboa a valorização é mais contida: o PSI-20 ganha 0,31% para 5.030,03 pontos, com o BCP a impulsionar e a Galp Energia a travar maiores ganhos.

 

Dólar corrige 

A perspectiva mais favorável sobre um acordo comercial entre a China e os EUA também está a pesar no mercado cambial, uma vez que o dólar está a corrigir dos ganhos recentes. A moeda norte-americana tem sido das principais beneficiadas com a escalada da guerra comercial, servindo de activo refugio para os investidores, daí que hoje esteja a ser penalizada numa sessão de maior propensão a activos de risco. Depois de ter atingido máximos de 17 meses, o índice do dólar desce 0,2%. O euro aproveita o momento para valorizar 0,26% para 1.1439 dólares.

 

Juros da dívida alemã avançam

As obrigações alemãs estão em queda e a explicação é a mesma que foi dada em cima para o dólar. Os investidores têm procurado refúgio nas bunds em alturas de maior turbulência, pelo que hoje se verifica o inverso, levando os juros das obrigações alemãs a 10 anos a subirem 3 pontos base para 0,43%. Em sentido contrário, a "yield" das obrigações italianas cede 2,8 pontos base para 3,35% e o juro dos títulos portugueses segue estável em 1,89%.

 

Petróleo com maior queda semanal desde Fevereiro

Os preços do petróleo continuam em terreno negativo e perto de entrarem em "bear market" (descem 16% desde o pico atingido em Outubro). No acumulado desta semana o WTI em Nova Iorque cede 6%, o que de acordo com a Bloomberg corresponde ao pior desempenho semanal desde Fevereiro.

 

A matéria-prima tem sido penalizada pela expectativa de que o mercado está bem abastecido e não será penalizado por interrupções nos fornecimentos. Uma convicção reforçada esta sexta-feira depois dos Estados Unidos terem permitido que oito países (entre eles o Japão e a Índia) continuem a comprar petróleo ao Irão de forma temporária. O Brent em Londres desce 0,23% para 72,72 dólares e o WTI em Nova Iorque perde 0,41% para 63,43 dólares.

 

Ouro aproveita correcção do dólar

Na quinta-feira o ouro registou a maior subida em três semanas devido à tendência negativa registada pelo dólar face às principais divisas mundiais. Com a moeda norte-americana a continuar a perder terreno, o ouro mantém a tendência altista: valoriza 0,2% para 1.235,31 pontos.

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