Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas europeias imunes a ataque em Manchester

Abertura dos mercados: Bolsas europeias imunes a ataque em Manchester

As bolsas europeias, depois de uma abertura em queda ligeira, seguem agora do lado dos ganhos. Os juros da dívida pública portuguesa a dez anos continuam em queda e renovam nos mínimos de Outubro.
Abertura dos mercados: Bolsas europeias imunes a ataque em Manchester
Bloomberg
Ana Laranjeiro 23 de maio de 2017 às 09:30

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,32% para 5.194,51 pontos

Stoxx 600 valoriza 0,25% para 392,11 pontos

Nikkei desvalorizou 0,33% para 19.613,28 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 1,1 pontos para 3,141%

Euro valoriza 0,12% para 1,1251 dólares

Petróleo em Londres desce 0,78% para 53,45 dólares por barril

Bolsas europeias imunes a ataque

As principais praças europeias seguem a negociar em alta, depois de dados preliminares sobre a actividade económica na Zona Euro em Maio apontarem para a manutenção do maior ritmo de crescimento da economia em seis anos. Elementos que se sobrepõem ao sentimento de incerteza gerado pela explosão em Manchester na última noite que matou 22 pessoas e deixou 59 feridos no final de um concerto da cantora Ariana Grande, um ataque que ainda não foi reivindicado.

O francês CAC 40 lidera os ganhos no Velho Continente, subindo 0,74%, seguido pelo índice italiano que valoriza 0,70%. O britânico Footsie ganha 0,26%. O PSI-20 sobe 0,32% e o Stoxx 600, índice de referência, ganha 0,25%. A excepção vai para a bolsa grega, que recua 1,35%, depois de ontem a reunião dos ministros das Finanças da Zona Euro (Eurogrupo) ter terminado sem um acordo sobre o desembolso de mais dinheiro para Grécia e sem data marcada para o alívio da dívida.


Juros em queda

Os juros da dívida pública portuguesa estão em queda no mercado secundário depois de ontem a Comissão Europeia ter recomendado que Portugal saia do Procedimento por Défices Excessivos (PDE). Na edição desta terça-feira, o Negócios escreve que a saída do PDE não deve ajudar negociações do próximo Orçamento do Estado. Uma das vantagens de estar fora do PDE é aceder a excepções no investimento e reformas. Mas as regras mostram que é duvidoso que Portugal consiga aproveitar essa flexibilidade em 2018.

A dez anos, os juros exigidos pelos investidores para trocarem dívida entre si descem 1,1 pontos base para 3,141%. Na sessão de hoje, a "yield" a dez anos negociou já nos 3,126%, renovando um mínimo de Outubro.

Os juros da Alemanha estão a subir 0,2 pontos base no mesmo prazo, para 0,398%.


Libra em queda

A moeda britânica continua a recuar face ao dólar e ao euro, mantendo a tendência verificada após a explosão da última noite em Manchester. Face ao euro, a libra recua 0,27% para 1,1538 euros. E desce 0,17% para 1,2978 dólares.

No mercado cambial, nota ainda para a moeda da Zona Euro, que avança 0,12% para 1,1251 dólares. Na sessão desta segunda-feira, o euro negociou em máximos de mais de seis meses, depois de a chanceler Angela Merkel ter dito que um euro fraco é um dos responsáveis pelo excedente comercial da Alemanha e de os ministros das Finanças do eixo franco-alemão se terem comprometido em aprofundar a integração da Zona Euro.


Petróleo em queda

Os preços do petróleo estão em queda nos mercados internacionais numa altura em que os investidores aguardam pela reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), agendada para esta quinta-feira.

O Iraque, o segundo maior produtor da matéria-prima do cartel, vai apoiar a proposta da Arábia Saudita e da Rússia para alargar o acordo, que prevê uma redução da produção, por mais nove meses, escreve a Bloomberg. Todavia, um acordo sobre o alargamento do prazo deste acordo pode não estar totalmente garantida.

O ministro do Petróleo do Kuwait, citado pela Reuters, afirmou que o cartel vai debater esta quinta-feira a possibilidade dos cortes na produção se prolongarem por um período de seis ou nove meses, dado que nem todos os membros concordam com um alargamento de nove meses. "Nós acordámos mais seis meses. Alguns países acordaram com seis meses, [e depois esse acordo será] sujeito a uma revisão em Novembro para mais três meses", disse Essam al-Marzouq.

O West Texas Intermediate desce 0,72% para 50,76% dólares por barril. O Brent do Mar do Norte, referência para Portugal, recua 0,78% para 53,45 dólares por barril.

Ouro recua
Apesar de ter já estado a subir durante a manhã, o apetite dos investidores pelo ouro - activo tradicional de refúgio perante eventos que geram incerteza - pode estar a desvanecer e o valor da matéria-prima no mercado está a recuar. O ouro para entrega imediata desce 0,14% para 1.258,92 dólares por onça.




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