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Abertura dos mercados: Bolsas, petróleo e ouro caem. Libra e juros sobem

As principais bolsas europeias seguem em queda penalizadas pelo agravamento da incerteza provocada pela tensão geopolítica entre a Índia e o Paquistão. Crude recua com descida da oferta e ouro perde após declarações de líder da Fed.

Reuters
David Santiago dsantiago@negocios.pt 27 de Fevereiro de 2019 às 09:20
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Os mercados em números

PSI-20 desce 0,23% para 5.152,13 pontos

Stoxx 600 perde 0,35% para 372,35 pontoss

Nikkei valorizou 0,50% para 21.556,51 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 0,1 pontos base para 1,433%

Euro cresce 0,1% para 1,1391 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,41% para 65,48 dólares por barril

 

Bolsas europeias no vermelho com tensão em Caxemira

As bolsas europeias começaram a sessão desta quarta-feira, 27 de fevereiro, a transacionar em queda, seguindo a tendência já verificada nos mercados asiáticos. O índice de referência europeu Stoxx600 recua 0,35% para 372,35 pontos, interrompendo um ciclo de três dias consecutivos em alta.

 

Já o lisboeta PSI-20 perde 0,23% para 5.152,13 pontos, isto após dois dias no verde e num início de sessão marcado pela queda ligeira da EDP Renováveis (-0,06% para 8,27 euros) que ainda antes da abertura da bolsa nacional reportou lucros de 313 milhões de euros em 2018. A pressionar o principal índice nacional estão sobretudo o BCP (-0,43% para 0,2327 euros) e a Galp Energia (-0,47% para 14,67 euros).

 

A condicionar as bolsas europeias, já depois de ter acontecido o mesmo na bolsa chinesa, está o agudizar da tensão entre a Índia e o Paquistão, duas potências nucleares vizinhas que há muito disputam o território de Caxemira.

 

Esta manhã o Paquistão avançou ter abatido dois aviões indianos que terão sobrevoado o espaço aéreo paquistanês, uma resposta ao bombardeamento efetuado pela força aérea indiana a uma alegada base jihadista situada no Paquistão. Os investidores temem uma escalada entre dois Estados que detêm poder nuclear.

 

Juros portugueses sobem após quatro dias em queda

Depois de quatro sessões consecutivas em queda, a taxa de juro associada à dívida pública portuguesa segue em alta ligeira ao subir 0,1 pontos base para 1,433% no prazo a 10 anos. Ainda assim, a "yield" segue próxima do novo mínimo de sempre ontem registado.

 

A dívida lusa segue assim a tendência de subidas dos juros verificada na generalidade das economias da Zona Euro. A "yield" correspondente aos títulos soberanos de Espanha com maturidade a 10 anos sobe 0,7 pontos base para 1,145% e a taxa de juro associada às "bunds" alemãs a 10 anos avança ténues 0,1 pontos base para 0,119%. Já a "yield" das obrigações italianas a 10 anos sobe 1,4 pontos base para 3,288% depois de já ter chegado a cair para mínimos de quase um mês (de 1 de fevereiro).

 

Libra valoriza pelo quarto dia com eventual adiamento do Brexit

A libra está a valorizar face ao dólar pelo quarto dia consecutivo, com a subida a permitir à moeda britânica estar próxima do máximo de 20 de setembro ontem atingido contra a divisa norte-americana.

 

Isto acontece depois de ontem a primeira-ministra Theresa May ter anunciado que o parlamento poderá escolher entre uma saída da União Europeia sem acordo e um adiamento do Brexit.

 

Por sua vez, o euro aprecia ténues 0,1% para 1,1391 dólares, a terceira sessão consecutiva em que a moeda única europeia ganha terreno em relação à divisa dos Estados Unidos.

 

Petróleo cai com quebra da oferta

O petróleo valoriza pelo segundo dia nos mercados internacionais. O Brent do Mar do Norte, negociado em Londres e utilizado como referência para as importações nacionais, avança 0,41% para 65,48 dólares por barril, enquanto em Nova Iorque o West Texas Intermediate (WTI) soma 0,74% para 55,91 dólares.

 

A impulsionar o preço da matéria-prima está a redução dos níveis de oferta global, depois de um relatório industrial ter mostrado que as reservas petrolíferas dos EUA caíram de forma inesperada na semana passada (as reservas recuaram em 4,2 milhões de barris devido a uma paragem de três horas na produção da CME Group).

 

Também a contribuir para esta subida está o facto de a Rússia ter confirmado que a respetiva produção petrolífera diminuiu em linha com os cortes à produção acordados ao nível da OPEP + (grupo que integra os países exportadores de petróleo e seus aliados).

Ouro recua depois de Powell manter discurso moderado

O metal precioso deprecia 0,20% para 1.326,31 dólares por onça após esta terça-feira o presidente da Reserva Federal dos EUA, Jerome Powell, ter reafirmado que a Fed vai manter-se paciente no que concerne a novos aumentos dos juros na maior economia mundial.  

 

Nota também para o paládio que recua de níveis recorde, enquanto a platina se encaminha para fechar fevereiro com a maior valorização mensal em mais de um ano.

 

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