Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas recuperam de mínimos de agosto. Petróleo a caminho da maior queda semanal desde julho

Abertura dos mercados: Bolsas recuperam de mínimos de agosto. Petróleo a caminho da maior queda semanal desde julho

As bolsas europeias estão a negociar em alta depois de três sessões consecutivas de perdas, com o mercado à espera dos dados do desemprego nos Estados Unidos. O petróleo sobe, mas preparar-se para a maior descida semanal desde julho.
Abertura dos mercados: Bolsas recuperam de mínimos de agosto. Petróleo a caminho da maior queda semanal desde julho
Bloomberg
Rita Faria 04 de outubro de 2019 às 09:22

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,56% para 4.893,13 pontos

Stoxx 600 ganha 0,16% para 378,08 pontos

Nikkei valorizou 0,32% para 21.410,20 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 1,7 pontos para 0,120%

Euro sobe 0,07% para 1,0973 dólares

Petróleo em Londres soma 0,47% para 57,98 dólares o barril

 

Bolsas europeias recuperam de mínimos de agosto

As bolsas europeias estão a negociar em alta esta sexta-feira, 4 de outubro, depois de três sessões consecutivas de perdas que levaram o principal índice nacional para mínimos de 29 de agosto. Nesta altura, o Stoxx600 ganha 0,16% para 378,08 pontos, com o mercado expectante em relação aos dados do desemprego nos Estados Unidos que serão revelados ao início desta tarde.

 

Se os números apontarem para uma arrefecimento da maior economia do mundo – como tem acontecido com os dados mais recentes – poderão dar mais argumentos à Fed para voltar a descer os juros no final deste mês, uma possibilidade que anima o mercado.

 

Na bolsa nacional, o PSI-20 sobe 0,56% para 4.893,13 pontos, impulsionado sobretudo pela EDP Renováveis e pela Galp Energia. A empresa de energias limpas valoriza 1,56% para 9,79 euros enquanto a petrolífera soma 1,13% para 13,405 euros, acompanhando a valorização da matéria-prima nos mercados internacionais.

 

Juros descem na Europa

À semelhança das ações, também as obrigações soberanas da maioria dos países do euro estão em alta e, consequentemente, os juros em queda. Em Portugal, a yield associada às obrigações a dez anos recua 1,7 pontos para 0,120%, no dia em que a DBRS se poderá pronunciar sobre o rating do país, depois de, em abril, ter melhorado a perspetiva de estável para positiva. Em Espanha, no mesmo prazo, a queda é de 1,3 pontos para 0,113%.

 

Em Itália, os juros a dez anos caem 2,5 pontos para 0,798% e na Alemanha aliviam 1,3 pontos para -0,606%.

 

Dólar quase inalterado após três sessões de perdas

O índice que mede o desempenho do dólar face às principais congéneres mundiais está praticamente inalterado esta sexta-feira, depois de três sessões consecutivas de quedas. O dólar tem sido pressionado pelos dados negativos sobre a evolução da atividade económica do país, que apontam para uma desaceleração acentuada do crescimento. Hoje serão conhecidos os dados do desemprego que, se confirmarem a tendência, poderão dar mais força à Fed para voltar a descer os juros na reunião do final deste mês, o que deverá pressionar a divisa.

 

Petróleo a caminho da maior queda semanal desde julho

O petróleo está a negociar em alta esta sexta-feira, a recuperar parte das quedas registadas nas últimas sessões, em que a matéria-prima foi penalizada por uma série de dados preocupantes vindos dos Estados Unidos, que reforçaram o pessimismo em relação ao crescimento da economia mundial.

 

Em Nova Iorque, depois de oito sessões consecutivas de quedas, o West Texas Intermediate (WTI) está a subir 0,42% para 52,67 dólares, enquanto em Londres, o Brent valoriza 0,47% para 57,98 dólares.

 

Apesar desta recuperação, a matéria-prima deverá completar esta sexta-feira a maior queda semanal desde julho, com uma descida acumulada em torno de 6%.

 

Ouro acima dos 1.500 dólares

Contrariando a evolução do dólar norte-americano, o ouro está a subir pela quarta sessão consecutiva, a beneficiar do aumento dos receios em torno do abrandamento da economia mundial. Os dados negativos vindos dos Estados Unidos e outras grandes economias têm apontado para um arrefecimento, levando os investidores a evitarem o risco, refugiando em ativos como o ouro.

 

Assim, o metal precioso ganha 0,24% para 1.508,82 dólares.




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