Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas recuperam do abalo com duelo EUA vs. China. Bitcoin em máximos de 10 meses

Abertura dos mercados: Bolsas recuperam do abalo com duelo EUA vs. China. Bitcoin em máximos de 10 meses

As bolsas europeias estão a recuperar do abalo provocado pelos últimos desenvolvimentos da disputa comercial entre os EUA e a China. Já a criptomoeda mais famosa deu um salto para os 8.000 dólares.
Abertura dos mercados: Bolsas recuperam do abalo com duelo EUA vs. China. Bitcoin em máximos de 10 meses
EPA
Tiago Varzim 14 de maio de 2019 às 09:25
Os mercados em números
PSI-20 valoriza 0,52% para os 5.096,56 pontos
Stoxx 600 sobe 0,61% para os 374,84 pontos
Nikkei caiu 0,59% para os 21.067,23 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos agravam 0,6 pontos base para os 1,156%
Euro sobe 0,16% para os 1,1239 dólares
Petróleo negociado em Londres avança 0,34% para os 70,47 dólares por barril 

Bolsas europeias recuperam após fortes quedas
Após as quedas acentuadas de ontem, com Wall Street a perder mais de 2%, os investidores parecem agora sinalizar que estão mais confiantes num acordo entre os EUA e a China, ainda que as autoridades norte-americanas estejam já a preparar cobrir quase a totalidade dos bens chineses com tarifas. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, sobe 0,61% para os 374,84 pontos, deixando para trás o mínimo de dois meses que tocou ontem. 

Na Europa é o setor automóvel - que é um dos que está mais vulnerável à disputa comercial - que lidera os ganhos neste arranque da sessão. O presidente norte-americano, Donald Trump, tem até este sábado para decidir se avança com tarifas sobre os automóveis europeus. A União Europeia disse já ter na manga uma lista de bens norte-americanos para avançar com uma retaliação caso tal aconteça. 

Ontem esteve em causa a decisão das autoridades chinesas de aumentarem as tarifas sobre bens norte-americanos a partir de 1 de junho, o que abanou as bolsas na sessão desta segunda-feira. Esta retaliação surge após os EUA terem posto em vigor tarifas reforçadas sobre bens chineses na passada sexta-feira em plena semana de negociação comercial com a China.

Na sessão de ontem as bolsas afundaram, incluindo o Stoxx 600. No total, as ações mundiais perderam hoje um bilião de dólares de capitalização bolsista

Segundo a Bloomberg, Trump está confiante de que haja um acordo nas próximas quatro semanas. 

A maior parte das praças europeias negoceia também em alta, tal como é o caso do PSI-20. A bolsa nacional diz 'adeus' ao mínimo de três meses nesta sessão em que valoriza 0,52% para os 5.096,56 pontos. 

Juros portugueses sobem há quatro sessões consecutivos
Nem a turbulência a nível internacional com a disputa comercial levou a uma queda dos juros portugueses, a qual poderia ser expectável dado que as obrigações soberanas tendem a ser "ativos de refúgio" quando os investidores afastam-se de ações. 

Os juros portugueses a dez anos sobem 0,6 pontos base para os 1,156%, afastando-se dos mínimos históricos alcançados na semana passada. Os juros alemães no mesmo prazo agravam 0,8 pontos base para os -0,063%. 

Bitcoin ultrapassa os oito mil dólares pela primeira vez em dez meses
A criptomoeda superou os 8.000 dólares na sessão de hoje, o que não acontecia desde julho do ano passado. A bitcoin - que é a maior moeda digital - está a valorizar 4,5% para os 8.218 dólares, de acordo com o índice da Bloomberg. Ontem a bitcoin valorizou 25%, a maior subida num só dia desde 2014. 

Desde o mínimo de dezembro, a criptomoeda mais famosa já recuperou 150%, com a maior parte dos ganhos concentrados em abril e em maio. Têm sido dadas várias razões para justificar esta subida, nomeadamente o reavivar do interesse de investidores institucionais neste tipo de ativos. 

Na generalidade, as criptomoedas estão a beneficiar da evolução da bitcoin. O índice da Bloomberg que acompanha várias moedas digitais está valorizar quase 9%. 

Petróleo sobe ligeiramente com investidores divididos
O "ouro negro" está a negociar em alta numa altura em que os investidores têm dois efeitos contrários em cima da mesa. Além disso, aguardam a divulgação do relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) agendada para hoje. 

Por um lado, a oferta parece estar a ser afetada pela tensão geopolítica no Médio Oriente. Ontem a Arábia Saudita revelou que dois navios de transporte de petróleo foram atacados e hoje, segundo a Bloomberg, foi atacado mais um navio. 

Por outro lado, a procura pode ser menor do que a esperada no futuro. Em causa estão as tarifas reforçados da China e dos EUA que, ao levarem a disputa comercial a outro nível, podem colocar em causa a evolução da economia nos próximos tempos. 

O WTI, negociado em Nova Iorque, segue a valorizar 0,07% para os 61,08 dólares ao passo que o Brent, negociado em Londres, que serve de referência para as importações portuguesas, subir 0,34% para os 70,47 dólares por barril.

Algodão em mínimos de junho de 2016
A cotação do algodão está a perder terreno há sete sessões consecutivas, tendo atingido nesta sessão um mínimo de junho de 2016. A cotação atingiu hoje os 64,72 dólares.

A matéria-prima é uma das vítimas da disputa comercial entre os EUA e a China. Tal deve-se à debilidade do setor têxtil chinês perante as novas tarifas norte-americanas sobre os bens chineses. O mercado dos EUA é o maior cliente das empresas chinesas.



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