Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas recuperam e juros aliviam mas crise Bruxelas-Roma atira euro para mínimos

Abertura dos mercados: Bolsas recuperam e juros aliviam mas crise Bruxelas-Roma atira euro para mínimos

As principais praças europeias estão a recuperar das fortes perdas registadas nas últimas sessões e os juros das dívidas aliviam face às subidas acentuadas dos últimos dias. Já o euro caiu para mínimos de dois meses na sequência do chumbo do orçamento italiano. Crude volta a cair e ouro reforça valor enquanto activo de refúgio.
Abertura dos mercados: Bolsas recuperam e juros aliviam mas crise Bruxelas-Roma atira euro para mínimos
David Santiago 24 de outubro de 2018 às 09:29

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,22% para 4.943,20 pontos

Stoxx 600 ganha 0,44% para 355,61 pontos

Nikkei valorizou 0,37% para 22.091,18 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 2,6 pontos base para 1,980%

Euro desce 0,15% para 1,1454 dólares

Petróleo cede 0,09% para 76,37 dólares por barril, em Londres

 

Bolsas europeias recuperam de fortes perdas

As bolsas europeias começaram o dia a negociar em alta, o que permite uma recuperação das fortes perdas ontem registadas, dia em que a maioria dos índices bolsistas do Velho Continente perdeu acima de 1% devido ao receio quanto ao impacto do chumbo do orçamento italiano por parte da Comissão Europeia.

 

O índice de referência europeu Stoxx 600 soma 0,44% para 355,61 pontos, a primeira subida após cinco quedas consecutivas. O sector europeu do retalho é o que mais está a contribuir para animar o índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias. Em Lisboa, o PSI-20 avança 0,22% para 4.943,20 pontos, apoiado sobretudo pela Jerónimo Martins (+1,70% para 11,66 euros) e pela EDP (+0,68% para 3,122 euros).

 

As bolsas europeias recuperam, assim, parte da desvalorização acumulada devido aos riscos associados à disputa comercial entre a China e os Estados Unidos e da tensão geopolítica em torno da morte do jornalista saudita Jamal Khashoggi.

 

Nota ainda para o pessimismo nas bolsas chinesas numa altura em que Pequim continua a enfrentar dificuldades para devolver a confiança aos investidores. As dificuldades no acesso ao crédito continua a dificultar a vida do sector empresarial chinês, em especial às pequenas e médias empresas que dispõem de escassas alternativas para garantirem financiamento.

 

Orçamento italiano atira euro para mínimo de dois meses

A moeda única europeia negoceia nos mercados cambiais em mínimos de mais de dois meses (20 de Agosto) contra o dólar, estando nesta altura a depreciar 0,15% para 1,1454 dólares.

 

O euro está a ser pressionado pelo risco associado à crise de Itália. Depois de pedir para apresentar uma nova proposta de orçamento, a Comissão Europeia sugeriu que poderá abrir um procedimento por défices excessivos a Itália, o que abre a porta à aplicação de sanções contra Roma. Já as autoridades transalpinas rejeitam inverter as prioridades orçamentais, abrindo a porta a um embate que pode colocar em causa a integridade da área do euro.

 

Juros da dívida pública aliviam na Zona Euro

Os juros da dívida pública da generalidade dos países-membros da moeda única estão novamente a aliviar na sessão desta quarta-feira. Apesar de apenas na tarde de ontem a Comissão ter chumbado a proposta orçamental de Itália, há já várias sessões que este chumbo vinha a ser descontado pelos investidores no mercado secundário de obrigações soberanas.

 

Assim, e depois de na última sessão ter escalado 10 pontos base, a taxa de juro associada aos títulos de dívida soberana de Itália recua 6,3 pontos base para 3,530%. Já a "yield" correspondente às obrigações soberanas de Portugal cai pelo quarto dia (-2,6 pontos base para 1,980%), enquanto a taxa de juro associada às "bunds" germânicas cede 0,2 pontos para 0,407%.

Garantia saudita continua a penalizar petróleo

O petróleo continua a ser transaccionado em queda nos mercados internacionais, isto depois de a Arábia Saudita ter assegurado que não pretende utilizar o caso em torno do assassinato de um jornalista no consulado de Riade na Turquia para promover aumentos artificiais da matéria-prima.

 

Em Londres, o Brent do Mar do Norte, utilizado como valor de referência para as importações nacionais, cede 0,09% para 76,37 dólares por barril, enquanto o West Texas Intermediate (WTI), negociado em Nova Iorque, recua 0,11% para 66,36 dólares.

 

Depois de ter atingido máximos de quatro anos no início de Outubro, o preço do crude caiu cerca de 13% desde esse pico numa fase em que as reservas petrolíferas dos Estados Unidos continuam a aumentar.

 

Ouro continua próximo de máximo mais de três meses

O metal dourado negoceia em alta pelo segundo dia, continuando próximo do máximo de 17 de Julho ontem verificado, ao somar 0,12% para 1.231,83 dólares por onça.

 

Perante o avolumar de riscos e tensões geopolíticas, os investidores reforçam a aposta no metal precioso enquanto activo de refúgio, o que potencia a subida do ouro.




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