Mercados num minuto Abertura dos mercados: Bolsas recuperam e petróleo cai antes das negociações EUA/China

Abertura dos mercados: Bolsas recuperam e petróleo cai antes das negociações EUA/China

As perspetivas não são animadoras, mas as bolsas europeias estão a recuperar na véspera do reinício das negociações em Washignton entre os Estados Unidos e a China. O petróleo persiste no vermelho e os juros da dívida soberana europeia estão a subir.
Abertura dos mercados: Bolsas recuperam e petróleo cai antes das negociações EUA/China
Reuters
Nuno Carregueiro 09 de outubro de 2019 às 09:19

Os mercados em números

PSI-20 ganha 0,25% para 4.925,84 pontos

Stoxx 600 valoriza 0,02% para 378,78 pontos

Nikkei desvalorizou 0,61% para 21.456,38 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1,3 pontos base para 0,123%

Euro avança 0,19% para 1,0978 dólares

Petróleo em Londres desce 0,17% para 58,14 dólares o barril

 

Bolsas europeias recuperam

As bolsas europeias abriram no vermelho, mas rapidamente inverteram para terreno positivo, em linha com a evolução dos futuros dos índices norte-americanos, que também estão em alta depois de ontem Wall Street ter fechado em forte queda.

 

Apesar da tendência de recuperação, o sentimento nos mercados acionistas é negativo, já que são mais escassas as perspetivas de os Estados Unidos e a China alcançarem um acordo comercial nas negociações que arrancam esta quinta-feira na capital norte-americana.

 

Washington decidiu incluir oito empresas chinesas na lista negra dos Estados Unidos e cancelou vistos a vários dirigentes do país asiático e a China deixou a ameaça de que deveria retaliar em breve. Ainda a agravar a discórdia, estão de novo as notícias de que a Casa Branca estará a preparar-se para apertar o fluxo de capitais entre o território norte-americano e o território chinês, nomeadamente através do seu fundo de pensões.

 

Apesar deste maior afastamento entre EUA e China, o Stoxx60 segue a ganhar 0,02% para 378,78 pontos e a maioria dos índices nacionais está em terreno positivo. É o caso do PSI-20, que ganha 0,25% para 4.925,84 pontos.


Dólar faz pausa nos ganhos 

Depois de dois dias a valorizar, a moeda norte-americana corrige ligeiramente (o índice do dólar recua 0,1%) depois do presidente da Reserva Federal norte-americana, Jerome Powell, ter anunciou que a Fed vai retomar a compra de ativos, num esforço para evitar uma repetição da recente turbulência nos mercados monetários. 

 

O euro valoriza 0,19% para 1,0978 dólares.

 

Juros de Portugal sobem antes de leilão

Os juros da dívida portuguesa estão em ligeira alta, em linha com o comportamento das restantes obrigações soberanas europeias, corrigindo o movimento de descida das últimas sessões, que levaram as taxas para mínimos históricos.

 

A "yield" das obrigações do Tesouro a 10 anos soma 1,3 pontos base para 0,123%, mas persiste abaixo de Espanha, onde os títulos com a mesma maturidade avançam 1,3 pontos base para 0,129%. Na dívida alemã a taxa de juro avança 1,5 pontos base para -0,583%.

 

O IGCP vai hoje emitir entre 750 e 1.000 milhões de euros em obrigações com maturidade em 2034. Na última emissão de dívida a 15 anos, realizada 11 de setembro, o IGCP aceitou pagar uma taxa de juro de 0,676%, o que representa o custo de financiamento mais baixo de sempre nesta maturidade.

 

Petróleo em queda pela terceira sessão

A expectativa de nova subida das reservas de petróleo e o pessimismo com as negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China colocam as cotações do crude em queda pela terceira sessão. O WTI em Nova Iorque cede 0,17% para 52,54 dólares e o Brent em Londres desce 0,17% para 58,14 dólares, sendo que desde abril os preços desceram cerca de 20%.  

 

Segundo o American Petroleum Institute as reservas de crude nos EUA aumentaram em 4,13 milhões de barris na semana passada. Os dados oficiais do Departamento de Energia serão conhecidos esta tarde.

 

Citi prevê ouro nos 1.700 dólares

O Citigroup está otimista com a evolução das cotações do ouro, esperando que o metal precioso atinja 1.700 dólares a onça entre 6 e 12 meses devido ao aumento da procura que vai ser reforçada quando se intensificarem os sinais de abrandamento da economia global. Esta quarta-feira o ouro está a valorizar 0,16% para 1.507,97 dólares a onça.




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