Mercados num minuto Abertura dos mercados: China penaliza bolsas e leva juros a caírem. Dólar sobe com Fed

Abertura dos mercados: China penaliza bolsas e leva juros a caírem. Dólar sobe com Fed

As bolsas europeias seguem em queda, penalizadas pelos receios em torno do abrandamento económico mundial, o que está a beneficiar o mercado de dívida. O petróleo mantém a tendência de queda e o dólar está a subir, a reflectir a perspectiva de mais subidas de juros nos EUA.
Abertura dos mercados: China penaliza bolsas e leva juros a caírem. Dólar sobe com Fed
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 cai 0,19% para 5.011,24 pontos

Stoxx 600 cede 0,72% para 364,42 pontos

Nikkei desvalorizou 1,05% para 22.250,25 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal recua 0,3 pontos base para 1,936%

Euro recua 0,26% para 1,134 dólares

Petróleo perde 0,47% para 70,32 dólares, em Londres

 

Bolsas europeias caem após dados económicos da China

Os indicadores económicos apontam para um abrandamento da economia chinesa, o que está a elevar as preocupações com o crescimento económico mundial. O Stox600 deprecia 0,72% para 364,42 pontos.

 

A contribuir para a queda das bolsas está também a postura assumida pela Reserva Federal (Fed) dos EUA que mantém a perspectiva de aumentos graduais das taxas de juro.

 

Estes dois factores estão a levar os investidores a tentarem proteger-se, acabando por fugir de activos considerados mais arriscados como o caso das acções.

 

Lisboa acompanha a tendência, com o PSI-20 a perder 0,19%, numa manhã em que os investidores estão a reagir às contas apresentadas ontem ao final do dia por várias cotadas. A EDP, que viu os lucros caírem 74%, está a ceder 2,45% para 3,10 euros. Já o BCP, que reportou uma quase duplicação dos lucros, está a subir 0,77% para 0,2495 euros.

 

Juros descem

As taxas de juro estão a cair na generalidade dos países europeus, com os investidores a preferirem apostar neste tipo de activos em detrimento das acções. A "yield" implícita na dívida a 10 anos de Portugal está a desce 0,3 pontos base para 1,936%, enquanto as bunds estão a desce 3,1 pontos para 0,426%, o que eleva para 151 pontos o prémio de risco de Portugal.

 

Em sentido oposto segue Itália, com os juros a subirem 5 pontos para 3,446%, numa altura em que a bolsa é a que mais perde na Europa, ao recuar mais de 1%. Em causa continua o diferendo entre Roma e Bruxelas sobre o Orçamento do Estado.
 

Reserva Federal dos EUA anima dólar

A moeda norte-americana está a ganhar terreno face ao euro, animada pela perspectiva da Reserva Federal dos EUA de que vai manter o ritmo de subida das taxas de juro. Esta posição, assumida após a reunião de política monetária na quinta-feira, abre a porta a uma subida das taxas em Dezembro.

 

O euro está a recuar 0,26% para 1,134 dólares. "A Fed parece preparada para subir as taxas em Dezembro. O banco central não se deixou afectar pela correcção do mercado bolsista em Outubro", disse Ray Attrill, responsável pela estratégia cambial do National Australia Bank.

 

Petróleo em "bear market"

O "ouro negro" está a recuar nos mercados internacionais, pressionado pelo aumento da oferta e receios em torno de um abrandamento económico. Os preços já recuam nos EUA perto de 20% desde o início de Outubro, ou seja, a matéria-prima entrou no chamado "bear market".

 

O Brent, negociado em Londres e que serve de referência para a Europa, está a cair 0,47% para 70,32 dólares, enquanto o West Texas Intermediate, em Nova Iorque, cede 0,71% para 60,24 dólares.

 

Ouro a caminho da maior queda semanal desde Agosto

Os preços do metal amarelo estão em mínimos de uma semana na última sessão da semana. E preparam-se para registar a maior queda semanal desde o Verão. Isto numa altura em que o dólar continua a apreciar depois de a Reserva Federal dos EUA ter indicado que vai continuar a subir as taxas de juro.

 

Neste contexto, o ouro está a cair 0,22% para 1.221,27 dólares por onça, enquanto a prata cede 0,52% para 14,3670 dólares.




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