Mercados num minuto Abertura dos mercados: Conservadores dão ganhos à libra. Europa sobe com a BME a disparar 37%

Abertura dos mercados: Conservadores dão ganhos à libra. Europa sobe com a BME a disparar 37%

As sondagens no Reino Unido dão vitória aos Conservadores, o que está a impulsionar a libra. Nas bolsas europeias o tom é positivo com a dona da bolsa de Madrid a disparar 37% após ter recebido uma oferta por parte da bolsa da Suíça.
Abertura dos mercados: Conservadores dão ganhos à libra. Europa sobe com a BME a disparar 37%
Reuters
Tiago Varzim 18 de novembro de 2019 às 09:21
Os mercados em números
PSI-20 sobe 0,02% para os 5.268,92 pontos
Stoxx 600 valoriza 0,16% para os 406,7 pontos
Nikkei avançou 0,49% para os 23.416,76 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 0,6 pontos base para os 0,361%
Euro sobe 0,2% para os 1,1068 dólares
Petróleo em Londres cede 0,32% para 63,1 dólares por barril

Europa sobe enquanto aguarda por acordo EUA/China
As bolsas europeias abriram em terreno positivo esta segunda-feira, 18 de novembro, mantendo a tendência positiva com que fecharam na semana passada. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas europeias, sobe 0,16% para os 406,7 pontos. 

O destaque vai para o setor dos serviços financeiros que sobe mais de 1%. É desse setor a cotada que mais valoriza, em termos percentuais, nesta sessão: as ações da Bolsas y Mercados Españoles (BME) estão a subir 37,3% para os 34,8 euros, após a bolsa da Suíça ter feito uma oferta pela BME de 34 euros por ação.

Os índices mundiais, incluindo a Europa, têm vindo a subir à boleia do otimismo comercial. Agora os investidores aguardam por mais pormenores sobre as negociações entre os EUA e a China. Para já, os sinais têm sido positivos, mas não há notícia de avanços concretos.

Segundo a Bloomberg, no sábado, os negociadores norte-americanos e chineses mantiveram "discussões construtivas" durante uma conversa telefónica para resolver as principais preocupações de cada um dos lados, na primeira fase de um possível acordo comercial. 

O vice-primeiro-ministro chinês e principal negociador do país, Liu He, falou com o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin e com o Representante do Comércio, Robert Lighthizer. A importância destas discussões aumenta à medida que se aproxima 15 de dezembro, a data para a qual estão programadas mais tarifas por parte dos EUA sobre os bens chineses. 

Na China, o renminbi caiu após o banco central chinês ter baixado os juros em empréstimos de curto prazo, injetando 26 mil milhões de dólares no sistema financeiro. Foi a primeira vez desde 2015 que o Banco Popular da China o fez. 

Em Lisboa, o PSI-20 segue a valorizar 0,02% para os 5.268,92 pontos, após ter acumulado três sessões consecutivas de quedas

Juros descem ligeiramente
No mercado de obrigações europeus não há mexidas significativas. Após um longo período de subidas, os juros portugueses a dez anos aliviam há duas sessões. Neste momento, estão a baixar 0,6 pontos base para os 0,361%. Os juros espanhóis a dez anos descem mais (1,3 pontos base) para os 0,424%, encurtando o "spread" entre os dois vizinhos.

Já os juros alemães a dez anos estão a subir 0,7 pontos base para os -0,329%.

Libra lidera ganhos entre as principais divisas
As últimas sondagens para as legislativas britânicas de dezembro dão uma vantagem "confortável" ao Partido Conservador contra o Partido Trabalhista, o que está a levar a ganhos da libra. A divisa sobe 0,5% para os 1,2961 dólares, o valor mais elevado em duas semanas.

Já o euro valoriza 0,2% para os 1,1068 dólares, mas perde 0,4% face à libra, negociando em mínimos de maio em relação à divisa britânica.

Petróleo cede e afasta-se de máximos de oito semanas
O petróleo está a descer ligeiramente, afastando-se de máximos de oito semanas. Também o "ouro negro" aguarda por desenvolvimentos na guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo. 

Desde que Pequim e Washington começaram a acertar agulhas para alcançar um acordo comercial no início de outubro, o crude já ganhou mais de 10%, segundo a Bloomberg. 

"É bastante claro que o lado da equação da procura é chave", diz Daniel Hynes, do Australia & New Zealand Banking Group, referindo que um acordo entre os EUA e a China vai ser visto como "positivo" para o barril. 

Na sessão de hoje, o WTI, negociado em Nova Iorque, desvaloriza 0,5% para os 57,69 dólares por barril, ao passo que o Brent, que é transacionado em Londres e que serve de referência para as importações portuguesas, desce 0,32% para 63,1 dólares.

Ouro desce novamente com pressão dos ETFs
O ouro está a cair de novo após uma valorização curta no saldo da semana passada. Os investidores aguardam por desenvolvimentos na frente comercial para perceber se querem ou não refugiar-se neste ativo.

Mas nos ETFs já é clara a tendência de redução do interesse por ouro. Há oito semanas consecutivas que as subscrições de ETFs ancorados no metal precioso estão a registar retiradas de capital. Na semana passada, a queda foi a maior em quase três anos.

Com as bolsas norte-americanas a renovarem máximos nas últimas semanas, o ouro tem tido dificuldade em manter a trajetória ascendente que manteve quando as tensões comerciais estavam no seu pico.

O metal precioso desce 0,57% para os 1.459,81 dólares por onça.



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