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Abertura dos mercados: Crash dá lugar a ganhos com mercado à espera de "grandes anúncios"

As bolsas europeias estão a recuperar parte das perdas registadas naquela que foi a pior sessão desde a crise financeira. O petróleo também segue em alta, depois de ter afundado mais de 30% no arranque da semana.

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Os mercados em números
PSI-20 avança 3,40% para os 4409,90 pontos
Stoxx 600 soma 2,04% para os 346,42 pontos
Nikkei valorizou 0,85% para os 19.867,12 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 4,8 pontos para 0,422%
Euro desliza 0,79% para 1,1360 dólares
Petróleo em Londres soma 2,10% para 35,08 dólares

Europa inverte de maior queda desde 2008
Depois de um dia negro para os mercados internacionais, as principais praças europeias aliviam a pressão com ganhos de mais e 2%. O Stoxx600, o índice que reúne as 600 maiores cotadas europeias, soma 2,04% para os 346,42 pontos, um registo que substitui a maior quebra desde 2008 – de mais de 8%, registada na última sessão.

Os investidores animam perante a perspetiva de que os Estados Unidos atuem no sentido de contrariar os efeitos nefastos decorrentes não só da epidemia de coronavírus como também das acentuadas quedas que se verificaram no mercado de petróleo, onde as cotações afundaram mais de 30%. A Arábia Saudita lançou o caos nos mercados com a decisão de inundar o mercado com a matéria-prima como forma de pressão à Rússia, depois de o gigante de leste não ter alinhado nos cortes de produção propostos pelo cartel dos maiores exportadores. 

Contudo, o presidente norte-americano, Donald Trump, veio prometer "grandes anúncios" no plano económico para esta terça-feira, para além de ter chegado a desvalorizar o possível impacto da queda do preço do petróleo.

Por cá, os ganhos no índice nacional ultrapassam mesmo a generalidade das bolsas da Europa, com o PSI-20 a avançar 3,40% para os 4409,90 pontos, impulsionado sobretudo pela subida de mais de 8% do banco BCP.


Trump quer redução de impostos sobre os salários para acalmar mercados
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O Presidente norte-americano anunciou hoje que a sua administração vai pedir ao Congresso “um possível corte nos impostos sobre os salários”, na tentativa de acalmar os receios dos mercados financeiros sobre o impacto da epidemia de Covid-19.

Juros sobem em toda a Europa

Os juros da dívida soberana estão a subir por toda a Europa, numa altura em que os mercados acionistas seguem a recuperar parte das quedas violentas da sessão de ontem.

Por cá, a yield das obrigações a dez anos sobem 4,8 pontos para 0,422%, na véspera de o IGCP regressar ao mercado para uma emissão de longo prazo. Na vizinha Espanha, os juros de referência avançam 5,4 pontos para 0,310% e na Alemanha agravam-se em 11,5 pontos para 0,746%. Itália contraria a tendência com uma queda dos juros a dez anos de 8,4 pontos para 1,332%.

Dólar sobe após três sessões de perdas

A moeda norte-americana está a valorizar face às principais congéneres mundiais pela primeira vez em quatro sessões, depois de ter sido pressionada pela crescente expectativa de que a Reserva Federal irá anunciar uma nova descida dos juros, depois do corte surpresa de 50 pontos base para travar os efeitos do coronavírus na economia.

Paralelamente, o presidente norte-americano Donald Trump assegurou ontem que irá fazer esta terça-feira "grandes anúncios" no plano económico, esperando-se medidas como cortes nos impostos sobre o trabalho.

O euro, que chegou a subir ontem um máximo de 1,87% face à nota verde, está a deslizar 0,79% para 1,1360 dólares.

Petróleo sobe mais de 2% após queda histórica

Depois de ter registado ontem a maior desvalorização desde a guerra do Golfo, em 1991, o petróleo segue em alta nos mercados internacionais, com subidas em torno de 2%.

Tanto o Brent como o WTI já chegaram a subir mais de 8% esta manhã, mas os ganhos diminuíram depois de a petrolífera estatal saudita, a Saudi Aramco, ter revelado que vai produzir um número recorde de 12,3 milhões de barris por dia, em abril, inundando literalmente o mercado com a sua oferta.

Nesta altura, o petróleo negociado em Londres valoriza 2,10% para 35,08 dólares, depois de ter chegado a afundar mais de 30% na sessão de ontem. Já o West Texas Intermediate (WTI), transacionado em Nova Iorque, sobe 2,38% para 31,87 dólares.

Ouro abandona nível recorde
Depois de ter servido de refúgio durante a tempestade nos mercados, o ouro afasta-se dos níveis recorde que atingiu na última sessão, durante a qual ultrapassou os 1.700 dólares por onça. As promessas reconfortantes de Donald Trump, que garantiu medidas económicas que contrariem os recentes abalos, deixam que o ouro desvalorize 1,04% para os 1.662,96 dólares, após três sessões consecutivas no verde.  


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