Mercados num minuto Abertura dos mercados: Dados da China dão força à Europa. Petróleo sobe, mas de olho na OPEP

Abertura dos mercados: Dados da China dão força à Europa. Petróleo sobe, mas de olho na OPEP

A semana abriu de forma positiva para os mercados europeus, que negoceiam em território positivo, impulsionados pelos dados industriais positivos da China. O petróleo valoriza, numa semana em que a OPEP se reúne.
Abertura dos mercados: Dados da China dão força à Europa. Petróleo sobe, mas de olho na OPEP
Reuters
Gonçalo Almeida 02 de dezembro de 2019 às 09:19

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,27% para 5.141,11 pontos

Stoxx 600 ganha 0,59% para 409,83 pontos

Nikkei valorizou 1,01% para 23.529,50 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 6,4 pontos base para 0,456%

Euro recua 0,05% para 1,10 dólares

Petróleo em Londres valoriza 1,59% para 61,45 dólares por barril

 

Europa ganha à boleia da China
Os mercados europeus acordaram a negociar em alta, com o Stoxx 600, o índice que reúne as 600 maiores cotadas da região a valorizar 0,59% para os 409,83 pontos.

A impulsionar o sentimento estão as notícias vindas da China, depois do país liderado por Xi Jinping ter divulgado dados relativos à indústria transformadora superiores ao esperado. O PMI, índice que mede o pulso à sáude da economia, subiu para 51,8 em novembro, de 51,7 no mês anterior, naquela que foi a mair expansão desde dezembro de 2016. 

Estes números animadores afastam, por enquanto, os receios sobre o impacto que a guerra comercial com os Estados Unidos está a ter na economia da região. Na semana passada, o apoio do presidente do país, Donald Trump, aos manifestantes de Hong Kong pôs em causa a relação comercial com a China, mas para já, os investidores acreditam que o escalar de tensões entre os dois países pode ser evitado. 

Por cá, a bolsa nacional avança 0,27% para os 5.141,11 pontos, apoiada por todas as cotadas com maior peso no índice, com destaque para o Banco Comercial Português (+0,77% para 0,1975 euros) e para a Jerónimo Martins (0,86% para 14,62 euros).

A EDP valoriza 0,14% para 3,675 euros, num dia em que o Negócios noticia que a empresa liderada por António Mexia vai arrancar com um investimento de 500 milhões de euros na rede de distribuição elétrica para "acelerar as redes inteligentes".

Petróleo sobe antes da reunião da OPEP
Depois da queda da passada sexta-feira, precipitada pelo aumento recorde de produção nos Estados Unidos, hoje os preços do petróleo seguem em correção técnica. O preço do Brent, negociado em Londres e referência para Portugal, valoriza 1,59% para os 61,45 dólares por barril. O "crude" norte-americano acompanha este cenário e ganha 1,79% para os 56,16 dólares por barril. 

Esta semana, os investidores estão de olho na reunião da OPEP-Organização dos Países Exportadores de Petróleo, que pode avançar ocm cortes na produção nos principais produtores. O ministro do Irão, que tem a pasta da produção, deu a indicação que estaria a ponderar avançar com novos cortes, que poderiam chegar aos 400 mil barris por dia entre  os países que fazem parte do cartel e os seus aliados. 

Juros de Portugal com a maior subida desde outubro
Os juros da dívida de Portugal a dez anos têm a maior subida desde outubro, ao subirem 6,4 pontos base para os 0,456%, acompanhando a tendência europeia, com os juros de referência para a região, a "Bund" alemã, a subirem 6,9 pontos base para os -0,295%. A procura de ativos de maior risco está a penalizar o interesse nas obrigações soberanas europeias.
 

Euro e Libra depreciam
O euro vai depreciando 0,05% para os 1,101 dólares. A libra tem uma queda maior (-0,15% para os 1,290 dólares), depois de várias sondagens durante o fim de semana terem mostrado que a distança entre o Partido Conservador, do primeiro ministro britânico Boris Johnson, e o Partido Trabalhista, da oposição, diminuiu.

 

Ouro cai com mercados de ações em alta
O ouro, considerado um ativo de refúfio que tende a valorizar quando existe uma maior pressão vendedora nos mercados de ações, hoje deprecia 0,55% para os 1,101 dólares por onça, uma vez que hoje, o apetite pelo risco voltou a imperar nos índices bolsistas, devido aos números positivos da indústria chinesa. 




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