Mercados num minuto Abertura dos mercados: Dólar em máximos de um ano atira ouro para mínimo

Abertura dos mercados: Dólar em máximos de um ano atira ouro para mínimo

A moeda norte-americana atingiu máximos desde Julho de 2017, o que está a penalizar o ouro. O petróleo recua antes da decisão da OPEP e as bolsas continuam a recuperar.  
Abertura dos mercados: Dólar em máximos de um ano atira ouro para mínimo
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 aprecia 0,20% para os 5545,29 pontos

Stoxx 600 sobe 0,32% para 385,51 pontos

Nikkei avança 0,61% para 22.693,04 pontos

"Yield 10 anos de Portugal aumenta 2,6 pontos base para 1,774%

Euro desvaloriza 0,09% para 1,1562 dólares

Petróleo em Londres desce 0,9% para 74,07 dólares por barril

 

Europa firme no verde apesar das tensões comerciais

A Europa segue com sentimento positivo, e o principal agregador, o Stoxx600, avança 0,32% para 385,51 pontos, com as cotadas do sector da saúde a mostrarem o melhor desempenho.

Os mercados no Velho Continente avançam com sinal verde depois da guerra comercial ter sido largamente referida como motivo de preocupação em Sintra, no Fórum organizado pelo Banco Central Europeu, no qual o presidente da Fed também esteve presente e admitiu receios quanto a esta matéria. É já esta sexta-feira que o bloco vai impor tarifas ao comércio com os EUA, com Bruxelas a decretar uma taxa de 25% sobre uma lista de 100 produtos.

 

Lisboa alinha na tendência positiva e o PSI-20 avança 0,20% para os 5.545,29 pontos, com a Jerónimo Martins e EDP a impulsionar os ganhos. A retalhista recupera dos mínimos de mais de dois anos atingidos nesta terça-feira. Já a eléctrica também volta ao verde depois de anunciar a emissão de obrigações para financiar as necessidades decorrentes do normal funcionamento da empresa. 

 

Juros do Reino Unido sobem em dia de reunião do Banco de Inglaterra

Os juros da dívida soberana portuguesa a dez anos valorizam pela segunda sessão consecutiva, distanciando-se do ciclo de dez sessões em queda que se manteve até esta terça-feira. A taxa avança 2,6 pontos base para 1,774%.

 

Também as bunds alemãs e a dívida inglesa ase  juntam ao verde. Na Alemanha, a taxa aprecia 0,2 pontos base para os 0,378%, colocando o prémio da dívida portuguesa face à alemã nos 139,6 pontos base.

 

No Reino Unido, nas obrigações para a mesma maturidade vê-se um aumento de 0,6 pontos base para os 1,303%. Esta quinta-feira o Banco de Inglaterra a anunciar as suas decisões sobre política monetária. A instituição deverá manter os juros estáveis em 0,5% e actualizar as previsões para a economia britânica, dizendo se considera que o abrandamento do primeiro trimestre foi ou não temporário. Isto depois de a Reserva Federal norte-americana ter subido juros na semana passada e de o BCE ter adiado a subida para depois do Verão de 2019.

 

Destaque ainda para o banco central suíço, que se estima que mantenha os juros directores no mínimo histórico de -0,75%. Fora da Europa, o banco central do México deverá hoje manter a sua taxa de juro directora, actualmente em 7,5%. A inflação no país tem vindo a desacelerar, rumo ao intervalo definido pela autoridade monetária.

  

Dólar em máximos de 11 meses

A moeda norte-americana está a ser um dos activos de refúgio de eleição devido às tensões entre a China e os Estados Unidos sobre as tarifas comerciais. O índice do dólar avança 0,3%, fixando um máximo de quase um ano. O euro desvaloriza 0,09% para 1,1562 dólares, transaccionando muito perto de mínimos de Julho de 2017 face à divida norte-americana.

 

A divergência na política monetária entre os EUA e a Europa também continua a castigar o euro, já que os investidores percepcionam que a guerra comercial irá impulsionar a inflação na maior economia do mundo e forçar a Reserva Federal a acelerar o movimento de subida dos juros.

 

"Vamos continuar a assistir a uma divergência real entre a política monetária nos Estados Unidos e na Zona Euro nos próximos meses", refere Esther Reichelt, do Commerzbank, salientando que "este sentimento ainda não está totalmente reflectido nos mercados".

 

Petróleo em queda antes de decisão da OPEP 

As cotações do petróleo seguem em queda nos principais mercados internacionais, com os investidores na expectativa sobre as decisões que serão tomadas na reunião da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) que poderá ditar um aumento da oferta no mercado – pondo assim fim, ou aligeirando, o acordo de corte de produção que está em vigor desde Janeiro de 2017. O cartel vai tomar no sábado uma decisão sobre a reversão dos cortes à produção, sendo já certo que essa ideia enfrenta a oposição de países como o Irão e a Venezuela

As cotações do contrato de futuros do Brent do Mar do Norte – que é negociado em Londres e serve de referência às importações portuguesas – para entrega em Agosto seguem a descer 0,9% para 74,07 dólares por barril. Já o contrato de Agosto do West Texas Intermediate (WTI), transaccionado no mercado nova-iorquino, segue a cair 0,56% para 65,34 dólares. Ontem a matéria-prima tinha valorizado devido à queda maior do que o esperado dos inventários norte-americanos de crude na semana passada.

Ouro cai para mínimo de seis meses 

O metal precioso continua a perder o estatuto de activo refúgio, estando a ser penalizado pela alta do dólar face às principais divisas mundiais. O ouro está a descer pela quinta sessão, com uma queda de 0,27% para 1.264,40 dólares a onça, tendo já fixado o valor mais baixo dos últimos seis meses. "Neste ambiente bullish para o dólar, a tendência vai continuar negativa para o ouro", disse à Bloomberg Stephen Innes, da Oanda Corp.




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