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Abertura dos mercados: Europa volta a tropeçar no vermelho com recessão a assombrar. Juros disparam

As bolsas europeias voltam a ceder depois de terem ensaiado uma subida forte no final da última sessão. Os juros da dívida não dão tréguas nas subidas e o petróleo também não vê fim na trajetória descendente: já foi parar a um mínimo de 2003.

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Os mercados em números

PSI-20 cai  1,02% para os 3.795,78 pontos

Stoxx 600 recua 3,56% para os 280,71 pontos.

Nikkei cedeu 1,68% para os 16.726,55 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos avançam 20 pontos base para 1,456%
Euro desce 0,24% para os 1,0971 dólares

Petróleo em Londres desvaloriza 2,58% para os 27,99 dólares o barril 

 

Bolsas com nova travagem enquanto pesos vão para a balança

As bolsas europeias chegaram a registar uma forte alta no final da última sessão, mas foi sol de pouca dura.

Esta quarta-feira as principais praças regressam ao vermelho, com o peso do coronavírus "às costas", este que agora vem acompanhado de um ainda mais doloroso: a perspetiva de uma recessão económica global. Um equilíbrio difícil, que fica mais complicado quando se colocam do outro lado da balança as medidas de contenção e de estímulo económico que têm vindo a ser avançadas. Entretanto, a instabilidade vai-se traduzindo em volatilidade.

Nesta manhã, as perdas na Europa oscilam entre os 2,5% e os quase 6%. O índice que agrega as 600 maiores cotadas do Velho Continente, o Stoxx600, mostra uma queda de 3,56% para os 280,71 pontos. Paris e Amesterdão mostram das maiores quebras, de 5,14% e 5,63%, respetivamente.

Por cá, o PSI-20 está a cair 1,02% para os 3.795,78 pontos, com os pesos pesados BCP e Galp e contribuírem para o desempenho.

 

Juros de Portugal disparam para máximos de um ano
Os investidores continuam a sair em força do mercado de obrigações soberanas, numa altura em que os países estão a abrir os cordões à bolsa com o anúncio de mega pacotes orçamentais para responder aos efeitos económicos da pandemia.


Se a dívida pública era há poucos dias vista pelos investidores como um ativo de refúgio, agora a perspetiva é a contrária, sendo que até as obrigações alemãs estão em queda acentuada, embora os juros permaneçam em terreno bem negativo.


A taxa de juro das obrigações portuguesas a 10 anos avança 20 pontos base para 1,456%, o que representa o nível mais elevado desde março do ano passado. Em Espanha o agravamento é de 20 pontos base para 1,22%.


Nas bunds alemãs a yield avança 12,9 pontos base para -0,314%.

Busca pela liquidez dá vitória ao dólar

O dólar está a ganhar força à medida que os investidores procuram esta, que é a divisa mais líquida, para fazer face ao contexto de grandes quebras nos mercados. Nem o corte na taxa de juro diretora que foi operado pela Fed está a abalar a confiança dos investidores na nota verde, uma vez que medidas semelhantes também foram tomadas por vários bancos centrais mas a escassez de liquidez continua a ser um problema.

O dólar começou por rumar no sentido descendente no início de março, mas desde então recuperou. Desde dia 9 de março, já subiu 5% contra um grupo de moedas de referência. Nesta sessão, o euro recua 0,24% para os 1,0971 dólares.

Petróleo regressa ao ano do SARS

As cotações de petróleo estão a reforçar as pesadas quebras depois de a Arábia saudita ter anunciado um aumento da produção para níveis históricos ao mesmo tempo que a procura está cada vez mais reduzida, devido às disrupções causadas pela epidemia de coronavírus.

O barril em Nova Iorque, o West Texas Intermediate (WTI) recua 4,60% para os 25,71 dólares, tendo tocado o nível mais baixo desde maio de 2003, isto é, 17 anos – ano em que a epidemia de SARS surgiu na China. O "irmão" Brent, que é negociado em Londres e é a referência para a Europa, já fechou ontem a negociar abaixo da marca dos 30 dólares, e segue agora com uma queda de 2,58% para os 27,99 dólares.

A somar ao abrandamento da atividade económica que resulta do surto de coronavírus – e que deverá transformar-se numa recessão global – a Arábia Saudita anunciou ontem que iria exportar 10 milhões de barris de petróleo por dia em abril, o que representa um volume máximo histórico de exportação, depois de ter garantido que iria também aumentar a produção para mais de 12 milhões de barris diários no mesmo período.  

Ouro de volta ao vermelho sem fundo à vista

O metal amarelo interrompeu ontem um ciclo de cinco quedas consecutivas, mas, esta quarta-feira, regressa ao vermelho. O ouro está a desvalorizar 2,34% para os 1.492,50 dólares por onça, anulando os ganhos de quase 1% da sessão anterior.

Durante o último ciclo de perdas, o ouro estava a cair pois os investidores necessitavam de colmatar as necessidades de liquidez resultantes das pesadas perdas nas bolsas de valores. "A subida a pique dos mercados norte-americanos na terça-feira aliviou por momentos a procura louca por dinheiro, acabando por dar suporte aos preços do ouro na sessão de quarta-feira", explica um analista da IG Asia em declarações à Bloomberg. Contudo, o mesmo defende que "ainda é capaz de ser muito cedo para chamar a isto o fundo (das cotações) tendo em conta os mercados altamente voláteis que vemos", apesar do estatuto de ativo refúgio deste metal.

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