Outros sites Cofina
Notícias em Destaque
Notícia

Abertura dos mercados: Ganhos espreitam na Europa mas viram costas. Petróleo inverte

O pesar nos mercados aliviou no início da negociação, para rapidamente dar lugar a quebras. Os juros da dívida também mantêm a trajetória ascendente e o ouro continua em queda. Já o petróleo surpreende com uma inversão.

Reuters
  • Assine já 1€/1 mês
  • 2
  • ...

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,03% para os 3671,03 pontos

Stoxx 600 caiu 1,29% para os 280,95 pontos

Nikkei avança 0,06% para os 17.011,53 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos avançam 10,3 pontos base para 1,14%

Euro desce 0,69% para os 1,1106 dólares

Petróleo em Londres ganha 0,37% para os 30,16 dólares o barril 

 

Bolsas cedem de novo ao vermelho

As bolsas europeias seguem a perder, apesar da tendência positiva generalizada com que abriram a sessão. O sentimento positivo não chegou a durar uma hora, com os investidores a serem "derrotados" pelos receios quanto ao impacto do coronavírus nas economias, apesar das várias medidas que têm vindo a ser anunciadas.

 

O índice que agrega as 600 maiores cotadas do Velho Continente, o Stoxx600, está a resvalar 1,29% para os 280,95 pontos. Isto, depois de ter chegado a disparar 3,7%, recuperando dos níveis mínimos – os mais baixos desde junho de 2013 – a que este índice desceu na última sessão. O setor do turismo e lazer continua a ser das maiores vítimas, contabilizando já uma desvalorização de mais de 50% desde o último pico, atingido já este ano.

 

A maioria das praças europeias conta perdas acima de 1%, com Amesterdão a superar a fasquia dos 2% e Atenas a deslizar mais de 3%. Já o português PSI-20 aguenta débil no verde, ao somar 0,03% para os 3671,03 pontos.

 

Juros dos periféricos continuam a disparar

Nesta altura de forte turbulência nos mercados há ativos de refúgio que estão a deixar de o ser. As obrigações soberanas são claramente um deles nesta altura, sobretudo as dos países periféricos, que têm as contas públicas mais débeis.

A taxa de juro das obrigações portuguesas a 10 anos avança 10,3 pontos base para 1,14%, o que representa um novo máximo desde maio do ano passado. Em Espanha a taxa sobe 10,5 pontos base para 0,94%. Até na dívida alemã, que é considerada a mais segura da Europa, está a assistir-se a um agravamento das "yields".

A taxa das bunds a 10 anos avança 4,1 pontos base para -0,428%.

 

Dólar em alta apesar da Fed

A nota verde recompôs-se após a quebra da última sessão, que ficou marcada pelo corte dos juros que a Fed anunciou durante o fim-de-semana. Apesar deste corte retirar valor ao dólar, esta divisa mantém-se uma das mais líquidas, pelo que os investidores não a estão a abandonar. Esta terça-feira, o euro desce 0,69% para os 1,1106 dólares.

Caça ao ouro (negro) recomeça  

O ouro negro voltou ao terreno positivo, com o barril de Brent, referência para a Europa, a subir 0,37% para os 30,16 dólares. Esta sessão contrasta com a de ontem, na qual o barril londrino resvalou mais de 12%, uma quebra que se soma à maior desvalorização semanal desde 2008 que se verificou no acumulado dos cinco dias anteriores.

"Presumivelmente, o mercado está a ser suportado por ‘caçadores de pechinchas’", comentou o estrategista chefe de mercados da AxiCorp em declarações à CNBC.

Os Estados Unidos já anunciaram que planeiam aproveitar o baixo preço do petróleo atualmente para encher as reservas estratégicas do país, e outros países devem seguir este exemplo. O mesmo estrategista da AxiCorp avisa, contudo, que "as reservas estão rapidamente a ficar preenchidas" e, quando for atingido esse ponto, é importante que o conflito entre a Arábia Saudita e a Rússia esteja resolvido – caso contrário, o mercado de petróleo terá um novo abalo.

 

Ouro perde pela sexta sessão

O metal amarelo ainda respirou de alívio na última sessão, mas acabou por fechar no vermelho – e assim continua. O ouro está a desvalorizar 1,95% para os 1.484,56 dólares, naquela que é a sexta sessão consecutiva no vermelho.

Os investidores vendem este metal numa altura em que é necessária liquidez para cobrir perdas noutras frentes, nomeadamente, nos mercados acionistas. Apesar de as bolsas estarem a ensaiar uma recuperação, as quebras dos últimos dias têm-se acumulado e são um fardo pesado para os investidores.  

Ver comentários
Saber mais Europa Fed AxiCorp economia negócios e finanças macroeconomia economia (geral) mercado e câmbios mercado de dívida finanças (geral) bolsa mercado cambial conjuntura
Mais lidas
Outras Notícias