Mercados num minuto Abertura dos mercados: Guerra comercial dita queda da Europa. Yuan recua para mínimos de 2008; ouro em máximos de 2013

Abertura dos mercados: Guerra comercial dita queda da Europa. Yuan recua para mínimos de 2008; ouro em máximos de 2013

A primeira sessão da semana seguiu a tendência negativa do fecho de sexta-feira, com as renovadas tensões comerciais entre a China e os EUA a pressionarem a negociação. A troca de mensagens entre Pequim e Washington baralham.
Abertura dos mercados: Guerra comercial dita queda da Europa. Yuan recua para mínimos de 2008; ouro em máximos de 2013
Gonçalo Almeida 26 de agosto de 2019 às 09:36

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,23% para 4.781,50 pontos

Stoxx 600 perde 0,3% para 370,30 pontos

Nikkei desvalorizou 2,17% para 20.261,04

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 1,2 pontos base para 0,166%

Euro recua 0,2% para 1,111 dólares

Petróleo em Londres cai 0,13% para os 59,27 dólares por barril

 

Trump-Xi baralham mercados. Depois de novas tarifas há sinais de retoma das negociações  

Os principais mercados europeus abriram a sessão desta segunda-feira, 26 de agosto, a negociar em território negativo, mas a notícia que deu conta de que a China contactou os EUA para retomarem as negociações acalmou os nervos, travando as quedas. Por esta altura, o Stoxx 600, índice que reúne as 600 maiores cotadas da região, cai 0,3% para os 370,30 pontos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, disse aos jornalistas que a sua administração recebeu uma chamada de Pequim a dizer que havia vontade de retomar as negociações comerciais, depois de na passada sexta-feira, a China ter retaliado e imposto novas tarifas sobre bens norte-americanos avaliados em 75 mil milhões de dólares. Uma decisão que levou os EUA a anunciarem novas tarifas. 

Para lá de se mostrar aberta a voltar a sentar-se à mesa com representantes dos EUA, a China disse ainda que estava disposta a aumentar tarifas, caso Donald Trump cumprisse a sua ameaça e impusesse uma tarifa extra de 5% sobre 550 mil milhões de dólares em produtos chineses, como resposta à retaliação de Pequim, na sexta-feira.

Neste clima de incerteza, o português PSI-20 segue a cair 0,63% para 4.762,25 pontos.

Juros portugueses sobem 

Os juros da dívida soberana de Portugal a 10 anos sobem 1,2 pontos base para os 0,166%, em linha com o "benchmark" alemão com a mesma maturidade que sobe 1 ponto base para os -0,670%. Os juros do Tesouro dos EUA a 10 anos contrariam e caem 8,9 pontos base para os 1,446%.

Yuan em mínimos de 11 anos. Euro deprecia
A moeda chinesa yuan, considerada um refúgio seguro, atingiu um mínimo de 2008, depois de um forte escalar de tensões entre EUA e China ter ofuscado a perspetiva de melhorias na saúde económica global. Segue a desvalorizar para 7,164 yuans por dólares. 

A incerteza nos mercados de ações, precipitada pelas trocas de mensagens entre as administrações de Donald Trump e de Xi Jinping, estão também a refletir-se na moeda única da Zona Euro que deprecia ligeiramente 0,2% para os 1,111 dólares. Já o dólar avança 0,27% contra um cabaz de moedas rivais.

 

Petróleo estende quedas. Tarifas de Pequim ainda ecoam

Um dos bens implicados nesta nova vaga de aumento de tarifas sobre produtos que viagem dos EUA para a China é o petróleo, que a partir de setembro terá uma tarifa de 5%, caso seja importado para o país asiático. Como tal, na sexta-feira, tanto o crude norte-americano, como o Brent londrino chegaram a desvalorizar cerca de 3%.

Hoje, o sentimento de quedas prolonga-se e o "ouro negro" negociado em Londres, e referência para Portugal, perde 0,13% para os 59,27 dólares por barril. Os futuros negociados em Nova Iorque caem 2,2%, a caminho da sua pior série de quedas em cinco semanas.

Ouro em máximos de 2013

Dada a incerteza global nos mercados de ações, os investidores procuram alternativas aos mercados de ações mais seguras e as atenções, nestas alturas, tendem a virar-se para o ouro. O metal precioso valoriza 0,24% para os 1.530 dólares por onça, tendo tocado nos 1.554 dólares por onça, o que acontece pela primeira vez desde 2013.

 




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