Mercados num minuto Abertura dos mercados: Guerra comercial volta a ditar a queda das bolsas

Abertura dos mercados: Guerra comercial volta a ditar a queda das bolsas

As bolsas europeias seguem com quedas ligeiras, num dia marcado pela apresentação de resultados de cotadas com os números a superarem as estimativas. Ainda assim, a guerra comercial continua a sobrepor-se e a minar a confiança dos investidores
Abertura dos mercados: Guerra comercial volta a ditar a queda das bolsas
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,13% para 5.102,47 pontos

Stoxx 600 cai 0,2% para 375,58 pontos

Nikkei valorizou 0,58% para 21.188,56 pontos

"Yield" a 10 anos de Portugal sobe 0,1 pontos base para 1,135%

Euro sobe 0,08% para 1,1213 dólares

Petróleo desce 0,7% para os 70,73 dólares por barril, em Londres

 

Guerra comercial continua a minar a confiança dos investidores

As bolsas europeias seguem em queda, pressionadas pelos receios em torno da guerra comercial entre os EUA e a China. A travar a queda dos índices estão os resultados apresentados por várias cotadas, com os números a superarem as estimativas. Caso disso é a LafargeHolcim, cujas ações estão a subir mais de 2,5% depois de ter reportado lucros superiores ao previsto.

 

Ainda assim, os receios em torno da guerra comercial continuam a pesar mais, com os investidores à espera que sejam dadas mais informações. Recorde-se que os EUA implementaram o aumento das tarifas de 10% para 25% sobre importações chinesas avaliadas em 200 mil milhões de dólares, além de já terem revelado que estão prontos para aplicar 25% de tarifa sobre os restantes bens importados da China, cujo valor ascende a 300 mil milhões de dólares. Do lado de Pequim houve uma resposta, aumentando tarifas sobre importações americanas avaliadas em 60 mil milhões de dólares.

 

Assim, o Stoxx600, índice que agrega as 600 maiores cotadas europeias, está a ceder 0,2% para 375,58 pontos, numa altura em que as quedas são generalizadas entre as bolsas europeias.

 

Lisboa não escapa à tendência, com o PSI-20 a ceder 0,13% para 5.102,47 pontos, numa sessão marcada pelo ajuste técnico das ações dos CTT, devido ao desconto do dividendo de 10 cêntimos que os correios vão pagar aos seus acionistas.

 

Juros de Itália sobem para máximos de fevereiro 

Os juros italianos estão a subir na generalidade dos prazos, numa altura em que se perspetiva mais um braço de ferro entre Roma e Bruxelas. O vice-primeiro-ministro italiano e líder da Liga, Matteo Salvini, admitiu ontem, citado pelo La Repubblica, "furar alguns limites, como por exemplo a regra [do défice orçamental] dos 3% ou  [da dívida] dos 130%-140%".

 

Esta questão está a provocar uma nova subida dos juros italianos, com a "yield" da dívida a 10 anos a subir 4,4 pontos base para 2,772%, um máximo de fevereiro.

 

A divida nacional segue pouco alterada, com um aumento de 0,1 pontos base na taxa implícita a 10 anos para 1,135%. Já o juro da dívida alemã está a cair 2,6 pontos para -0,097%.

Bitcoin volta a aproximar-se dos 8.000 dólares

Após uma subida de 25% na segunda-feira, dia em que as bolsas mundiais afundaram, a criptomoeda acabou por cair esta terça-feira, ainda que no arranque da sessão tenha alcançado um máximo de 10 meses. 

Esta manhã de quarta-feira, 15 de maio, a bitcoin volta a aproximar-se dos 8.000 dólares, um valor no qual não fecha desde julho do ano passado, de acordo com os dados disponibilizados pela Bloomberg. A criptomoeda sobe 2,25% para os 7.893,52 dólares.

Desde o mínimo de dezembro, a criptomoeda mais famosa já recuperou 119%, com a maior parte dos ganhos concentrados em abril e em maio. Têm sido dadas várias razões para justificar esta subida, nomeadamente o reavivar do interesse de investidores institucionais neste tipo de ativos. 

Ainda assim, a bitcoin está mais de 50% abaixo do máximo histórico alcançado em dezembro de 2017, altura em que valia 19.666 dólares.

Petróleo em queda com subida de stocks norte-americanos 
Após a subida de 1% de ontem, o "ouro negro" está a ser penalizado pela notícia de que os inventários aumentaram nos Estados Unidos, o que compensou a pressão do lado da oferta que tinha sido dado pela notícia de que um ataque com drones tinha afetado navios de transporte de petróleo da Arábia Saudita. 

O aumento dos stocks norte-americanos deverá ser na ordem dos 8,6 milhões de barris, o que compara com uma queda de 1,2 milhões de euros estimados por um inquérito da Bloomberg.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) vão reunir-se ainda esta semana para discutir os desenvolvimentos do mercado de petróleo antes da reunião onde vão decidir se mantêm os cortes de produção para lá de junho, cujo objetivo era aumentar a cotação do barril. 

O WTI, negociado em Nova Iorque, segue a desvalorizar 1,17% para os 61,06 dólares ao passo que o Brent, negociado em Londres, que serve de referência para as importações portuguesas, desce 0,7% para os 70,73 dólares por barril.

Ouro perto dos 1.300 dólares
A disputa comercial entre os EUA e a China e a queda das bolsas tem sido benéfica para a cotação do "metal precioso". Contudo, a expectativa de que haja um acordo em breve contraria essa tendência.

Neste momento, o ouro perde ligeiramente face ao rumo ainda indefinido das bolsas europeias. Ainda assim, mantém-se perto de alcançar os 1.300 dólares.

O ouro desliza 0,03% para os 1.296,47 dólares. O "metal precioso" está abaixo dos 1.300 dólares há um mês.



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