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Abertura dos mercados: Investidores travam optimismo com trégua comercial. Bolsas descem e petróleo mantém-se em alta

As bolsas europeias voltaram para terreno negativo, depois das fortes subidas motivadas pela trégua comercial EUA/China. As dúvidas sobre o acordo estão a travar o optimismo.

Reuters
Rita Faria afaria@negocios.pt 04 de Dezembro de 2018 às 09:30
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Os mercados em números

PSI-20 desce 0,11% para 4.983,75 pontos

Stoxx 600 perde 0,11% para 360,77 pontos

Nikkei desvalorizou 2,39% para 22.036,05 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos recuam 0,4 pontos para 1,799%

Euro ganha 0,28% para 1,1386 dólares

Petróleo em Londres sobe 1,13% para 62,39 dólares o barril

 

Bolsas europeias em queda com dúvidas sobre trégua comercial

Depois das fortes subidas registadas na sessão de ontem, as bolsas europeias estão hoje em terreno negativo, seguindo as descidas dos principais mercados asiáticos.

 

O optimismo que se seguiu à trégua comercial alcançada entre os Estados Unidos e a China desvaneceu-se, com os investidores a colocarem um pé no travão e a avaliarem com mais atenção o acordo entre as duas maiores economias do mundo, que ainda deixa dúvidas sobre a possibilidade de um entendimento que ponha fim à guerra comercial.

 

O índice de referência para a Europa, o Stoxx600, perde 0,11% para 360,77 pontos, penalizado sobretudo pelas cotadas do sector automóvel, que registaram fortes ganhos na segunda-feira, depois de Donald Trump ter anunciado que a China vai "reduzir e eliminar" as tarifas de 40% aplicadas sobre os veículos norte-americanos importados por Pequim.

 

Por cá, depois deter iniciado a sessão em alta, o PSI-20 já inverteu para terreno negativo, seguindo agora a descer 0,11% para 4.983,75 pontos. A penalizar estão sobretudo o BCP e a Galp, com quedas de 1,18% para 25,2 cêntimos e 0,27% para 15,02 euros, respectivamente.

 

Juros da dívida pouco alterados

Os juros da dívida da generalidade dos países do euro estão pouco alterados, esta terça-feira, oscilando entre descidas e subidas pouco acentuadas. Em Portugal, a yield associada às obrigações a dez anos cai 0,4 pontos base para 1,799%, enquanto em Espanha, no mesmo prazo, os juros deslizam 0,2 pontos para 1,489%. Em Itália, a yield a dez anos avança ligeiros 0,5 pontos para 3,150% e na Alemanha recua 1,9 pontos para 0,287%.  

 

Euro sobe pela segunda sessão

A moeda única europeia está a valorizar face ao dólar pela segunda sessão consecutiva, no dia em que os ministros das Finanças da Zona Euro anunciaram que chegaram a acordo sobre o que vai avançar na reforma da Zona Euro.

 

O euro ganha 0,26% para1,1383 dólares, com a divisa dos Estados Unidos a ser penalizada pelas dúvidas em torno da trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo.

 

Petróleo sobe com alívio dos receios em torno do excesso de oferta

Depois das fortes subidas de ontem, o petróleo mantém-se em alta nos mercados internacionais, impulsionado pelo alívio dos receios em torno do excesso de oferta. Isto numa altura em que os países da OPEP se preparam para reunir em Viena, a 6 de Dezembro, para debater os níveis de produção e eventualmente anunciar corte na oferta do cartel.

 

Em Londres, o Brent avança 1,13% para 62,39 dólares, enquanto em Nova Iorque, o WTI valoriza 1,21% para 53,59 dólares.

 

Ouro em máximos de mais de um mês

Com o dólar em queda, o metal amarelo segue em terreno positivo pela segunda sessão consecutiva, com uma subida de 0,64% para 1.238,60 dólares, o valor mais alto desde 26 de Outubro. Esta evolução acontece depois de o Goldman Sachs ter dito que continua optimismo em relação ao ouro para 2019. A prata, por seu lado, valoriza 1,13% para 14,5506 dólares.  

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