Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros da dívida portuguesa sobem há sete sessões consecutivas

Abertura dos mercados: Juros da dívida portuguesa sobem há sete sessões consecutivas

As principais bolsas do velho continente sobem apoiadas pelo renovado otimismo quanto a um acordo comercial Estados Unidos-China, sendo que o lisboeta PSI-20 transaciona em contraciclo. Juros da dívida portuguesa a 10 anos sobem há sete dias seguidos, o ciclo mais longo desde agosto de 2018.
Abertura dos mercados: Juros da dívida portuguesa sobem há sete sessões consecutivas
EPA
David Santiago 15 de novembro de 2019 às 09:20

Os mercados em números

PSI-20 desce 0,08% para 5.269,95 ponto

Stoxx 600 ganha 0,46% para 406,25 pontos

Nikkei valorizou 0,70% para 23.303,32 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos avançam 0,1 pontos base para 0,373%

Euro inalterado nos 0,05% 1,1022 dólares

Petróleo em Londres cresce 0,31% para 62,47 dólares por barril

 

Bolsas sobem com renovado otimismo sobre acordo EUA-China

As bolsas mundiais têm acompanhado quase simetricamente os muitos altos e baixos registados na longa negociação de um acordo comercial entre os Estados Unidos e a China.

 

Na abertura da sessão desta sexta-feira, 15 de novembro, verifica-se novamente esta situação, já que a generalidade das bolsas europeias abriram em alta depois de um conselheiro do presidente norte-americano, Donald Trump, ter declarado que estará iminente um compromisso entre as partes sobre a primeira fase de um acordo comercial compreensivo entre as duas maiores economias mundiais.

 

O índice de referência europeu Stoxx600 soma 0,46% para 406,25 pontos, pondo assim fim a uma série de dois dias consecutivos a perder valor. As subidas dos setores das matérias-primas, tecnológico e automóvel são as que mais impulsionam o Stoxx600.

 

Em contraciclo face às principais praças europeias está o índice PSI-20 que depois de abrir em alta logo inverteu para seguir com uma queda ligeira de 0,08% para 5.269,95 pontos.

 
Juros não subiam tantos dias seguidos há mais de um ano

Os juros da dívida pública portuguesa com maturidade a 10 anos estavam a aumentar há sete dias seguidos, o mais longo ciclo de agravamento desde que a 31 de agosto do ano passado registaram oito sessões consecutivas de subidas. A "yield" correspondente aos títulos soberanos de Portugal neste prazo de referência sobe 0,1 pontos base para 0,373%, mantendo-se assim em máximos de julho último.

 

A tendência volta a ser de agravamento também para os juros das dívidas públicas na área do euro. A taxa de juro exigida pelos investidores para comprarem obrigações soberanas alemãs (bunds) no mercado secundário cresce 1 ponto base para -0,345%, o que significa que se agrava após três sessões a aliviar.

 

Já a "yield" corresponde aos títulos soberanos de Espanha na mesma maturidade avança 0,1 pontos base para 0,450%, o que também representa a sétima sessões a subir e coloca esta taxa de juro em máximos de 17 de julho.

 

Estes aumentos dos juros na Zona Euro mantêm tendência geral dos últimos dias, resultante da menor aposta dos investidores em ativos menos arriscados. O que, por sua vez, se traduz numa maior aposta nos mercados bolsistas.

Euro inalterado contra o dólar

A moeda única europeia permanece inalterada nos mercados cambiais face ao dólar, continuando assim nos 1,1022 dólares em que fechou a última sessão. Por sua vez, o dólar deprecia pelo segundo dia no índice da Bloomberg que mede o desempenho da moeda norte-americana face a um cabaz das principais moedas mundiais.

 

Petróleo sobe animado por perspetiva de acordo comercial

O preço do petróleo negoceia em alta nos mercados internacionais, com o Brent do Mar do Norte, negociado em Londres, a registar uma subida de 0,31% para 62,47 dólares por barril e o West Texas Intermediate (WTI), transacionado em Nova Iorque, a avançar 0,33% para 56,96 dólares.

 

A declaração de Larry Kudlow, membro da Casa Branca e conselheiro de Trump, que garantiu que as negociações relativas à primeira fase do acordo comercial EUA-China, está a apoiar a valorização do petróleo na medida em que se reduz o receito quanto a um impacto negativo ao nível da procura pela matéria-prima num cenário de guerra comercial.

 

Ouro cai após três subidas

Depois de três valorizações consecutivas, o metal precioso dourado está a depreciar 0,33% para 1.466,54 dólares por onça. Apesar desta descida, o ouro encaminha-se para fechar a semana com a quarta valorização semanal em cinco semanas.

 

Os progressos na frente comercial fazem diminuir o apetite dos investidores por este ativo considerado como refúgio, já que a redução do receito quanto a uma recessão provocada por uma espiral protecionista permite o reforço da aposta em ativos vistos como mais arriscados, tais como as bolsas.




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