Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros portugueses baixam há sete sessões e petróleo em Nova Iorque sobe pela sexta semana

Abertura dos mercados: Juros portugueses baixam há sete sessões e petróleo em Nova Iorque sobe pela sexta semana

A Europa termina a semana envolta num sentimento negativo. A tendência não contagia Portugal, onde o principal índice sobe. Por cá, os juros também se destacam, renovando mínimos históricos. Em Nova Iorque, o destaque vai para o barril de petróleo, que vê o maior ciclo de ganhos semanais em dois anos.
Abertura dos mercados: Juros portugueses baixam há sete sessões e petróleo em Nova Iorque sobe pela sexta semana
Reuters
Ana Batalha Oliveira 12 de abril de 2019 às 09:32

Os mercados em números
PSI-20 avança 0,16% para os 5352,64 pontos
Stoxx 600 desvaloriza 0,18% para os 386,21 pontos
Nikkei valorizou 0,73% para 21.870,56 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos aliviam 0,4 pontos base para 1,123%
Euro sobe 0,35% para os 1,1293 dólares
Petróleo em Londres soma 0,31% para os 71,05 dólares o barril

Bolsas europeias aguardam resultados da banca no vermelho

O Stoxx 600, o agregador das 600 maiores cotadas europeias, segue a desvalorizar 0,18% para os 386,21 pontos. As cotadas que seguem com maiores perdas são as do setor do retalho.

Os investidores no Velho Continente mostram-se cautelosos num dia em que se aguardam os resultados de dois dos gigantes da banca norte-americana:  do JPMorgan e Wells Fargo. O sentimento negativo avoluma-se perante as estimativas dos analistas, que apontam para uma quebra generalizada nos lucros das empresas americanas no primeiro trimestre do ano, o que, a confirmar-se, será a primeira desde 2016.

 

Por cá, o PSI-20 afirma-se como uma exceção e avança 0,16% para os 5352,64 pontos. A impulsionar o desempenho da praça lisboeta está a Jerónimo Martins, a qual sobe mais de 1% e renova máximos de maio do ano passado.

 

Juros portugueses baixam há sete sessões

Os juros da dívida portuguesa a dez anos continuam a baixar para patamares recorde. Esta sexta-feira é marca a sétima sessão consecutiva de alívio nos juros, com a remuneração da dívida a descer 0,4 pontos base para um novo mínimo histórico, os 1,123%.

Na Alemanha a tendência é semelhante, com os juros da dívida para a mesma maturidade a caírem 1,4 pontos base para os 0,024% negativos. Desta forma, o prémio da dívida portuguesa face à germânica coloca-se nos 114,7 pontos base.

Euro resiste à brandura de Draghi

A moeda única europeia segue a somar 0,35% para os 1,1293 dólares. Isto, apesar de o presidente do banco central europeu, Mario Draghi, ter reafirmado esta quinta-feira que o crescimento na Europa continua a abrandar, o que indica que o dinheiro não deverá encarecer tão depressa por ação do banco central. "Draghi apenas confirmou a abordagem branda, não a reforçou. No longo prazo, acreditamos que face a uma recessão global sincronizada, o euro terá um melhor desempenho que o dólar", comenta um analista do Credit Agricole, coitado pela Bloomberg.

 

Petróleo com maior ciclo de subidas semanais em dois anos

O West Texas Intermediate, o barril de crude negociado em Nova Iorque, prepara-se esta sexta-feira para fechar um ciclo de seis semanas consecutivas no verde – o maior desde 2016. Segue a avançar 0,49% para os 63,89 dólares. O barril de Brent, negociado em Londres e referência para a Europa, também segue a somar 0,31% para os 71,05 dólares, contando a terceira semana seguida de subidas. A sustentar o bom momento do petróleo estão as disrupções na produção da Líbia e da Venezuela, a par dos esforços da Organização de Países Exportadores de Petróleo para se manter fiel aos cortes planeados.

Ouro volta a ter semana positiva
O metal amarelo segue a somar uns ligeiros 0,02% para os 1.292,80 dólares por onça. Este registo, acumulando com os restantes de uma semana na qual o ouro se manteve no verde todas as sessões á exceção da de quinta-feira, permite um balanço semanal positivo. A valorização acontece depois de duas semanas em queda. 




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