Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros portugueses em máximos de quase um mês. Bolsas e petróleo em alta

Abertura dos mercados: Juros portugueses em máximos de quase um mês. Bolsas e petróleo em alta

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão a agravar-se como não acontecia há muitos meses. Já as bolsas e o petróleo negoceiam em alta.
Abertura dos mercados: Juros portugueses em máximos de quase um mês. Bolsas e petróleo em alta
Reuters

Os mercados em números

PSI-20 valoriza 0,53% para 5.213,18 pontos

Stoxx 600 sobe 0,08% para 386,99 pontos

Nikkei avançou 0,2% para 21.685,9 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos sobem 6 pontos base para 0,624%

Euro aprecia-se em 0,13% para 1,1269 dólares

Petróleo em Londres avança 0,96% para 67,16 dólares por barril

Máximos em Wall Street contagiam bolsas europeias
As bolsas europeias arrancaram a última sessão da semana em alta, embora os ganhos sejam ligeiros, já que há notícias com impacto negativo no mercado, como mais um tweet de Donald Trump, o profit warning da Daimler e a quebra no PIB de Singapura.
 
As bolsas norte-americanas fecharam ontem em novos recordes, continuando a ser animadas pelas perspetivas de corte de juros parte da Reserva Federal. Na quarta-feira o presidente da Fed, Jerome Powell, afirmou que a incerteza económica é elevada e que a Fed vai atuar de forma apropriada. Ontem, perante o Comité da Banca do Senado, afirmou que o banco central tem margem para flexibilizar a sua política monetária. "A ligação entre desemprego e inflação tornou-se débil há cerca de 20 anos", afirmou, deixando os investidores ainda mais convencidos de que a taxa de juro vai mesmo baixar já na reunião de 29 e 30 de julho.
 
O Stoxx600 está a subir 0,08% para 386,99 pontos, com os bancos a compensarem as quedas das companhias de cuidados de saúde. O setor automóvel também está em queda, depois da Daimler ter alertado que os resultados vão ficar abaixo do esperado, levando as ações da fabricante alemã a descer mais 4%.
 
Os ganhos das bolsas estão ainda a ser limitados pela declaração do presidente dos Estados Unidos, que no Twiter reclamou contra a política comercial da China. Já a queda inesperada do PIB de Singapura ajuda a travar o sentimento positivo, pois mostra como a guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo está a penalizar a economia global.
 

A bolsa de Lisboa sobe pela segunda sessão, com o PSI-20 (+0,53% para 5.213,18 pontos) a beneficiar com as valorizações em redor de 1% das ações do Banco Comercial Português e Jerónimo Martins.   

Juros portuguesa perto de máximos de um mês
Após uma queda quase sem interrupções durante meses, os juros portugueses a dez anos estão a subir há três sessões consecutivas e negoceiam agora perto de máximos de um mês. Os investidores estarão a ajustar as suas posições face à menor procura por obrigações soberanas, depois de os juros terem atingido mínimos históricos consecutivamente tanto em Portugal como noutros países europeus graças à política monetária do Banco Central Europeu (BCE).

Os juros da dívida portuguesa a dez anos estão a subir 6 pontos base para os 0,624% nesta sexta-feira, 12 de julho. Na semana passada, os juros a dez anos negociaram abaixo dos 0,3% pela primeira vez. Mas esta semana já subiram quase 20 pontos, a maior subida semanal desde março de 2017. 

Na Alemanha os juros a dez anos estão a subir 0,5 pontos base para os -0,223%.

Dólar está a cair há três sessões
A divisa norte-americana está a desvalorizar há três sessões consecutivas como resultado das palavras de Jerome Powell, o presidente da Reserva Federal. Powell assegurou ontem que tem espaço na política monetária para descer os juros, se for necessário, o que pressiona o dólar. A divisa está a perder 0,12% para um cabaz de divisas do G-10. 

O euro beneficia e segue a valorizar 0,13% para os 1,1269 dólares.

Petróleo com ganho semanal pela primeira vez em três semanas
O petróleo está prestes a fechar a semana com um ganho, o que não acontecia há três semanas. A tensão do Médio Oriente, a descida dos inventários nos Estados Unidos e uma tempestade no Golfo do México ameaçam as perspetivas de oferta no mercado, puxando os preços para cima. 

No total da semana, o WTI, negociado em Nova Iorque, está a caminho de uma subida de 5% no saldo semanal. A tempestade tropical Barry, que pode atingir a costa do Louisiana no sábado, já fez diminuir metade da produção de energia no Golfo. Além disso, os inventários norte-americanos de crude atingiram mínimos de quase três meses.

Contudo, as perspetivas para a procura por petróleo também não são boas. As duas maiores economias do mundo, os EUA e a China, decidiram voltar à mesa das negociações, mas Donald Trump queixou-se ontem de que a China não está a cumprir o acordado de comprar mais produtos agrícolas norte-americanos. 

"As preocupações em relação a uma desaceleração da procura mundial por crude vão continuar a pesar nos preços ainda que haja riscos na oferta", afirmou Jun Inoue, analista da Mizuho Research Institute, à Bloomberg, referindo que isso será mais visível após a dissipação do impacto de curto-prazo da tempestade tropical Barry. 

Um sinal de que a oferta poderá exceder a procura passa pelo último aviso da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP): a estimativa da OPEP é que os seus membros estão a produzir mais 560 mil barris por dia do que será necessário no próximo ano. 

O WTI, negociado em Nova Iorque, está a subir 0,78% para os 60,67 dólares ao passo que o brent, negociado em Londres e que serve de referência para as importações portuguesas, valoriza 0,96% para os 67,16 dólares. 

Ouro caminha para ganho semanal
O ouro segue em alta esta sexta-feira e caminha para um ganho semanal numa altura em que os investidores antecipam uma descida dos juros tanto nos EUA como na Europa. Os mercados estão também a temer o impacto das tensões comerciais no crescimento mundial após Singapura - que é um benchmark para a procura mundial dado que tem uma dependência grande do comércio internacional - ter revelado uma inesperada contração da economia no segundo trimestre, de acordo com a Bloomberg. 

O ouro sobe 0,48% para os 1.410,58 dólares por onça neste momento. 




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