Mercados num minuto Abertura dos mercados: Juros portugueses em novo mínimo antes de ida ao mercado. Bolsas recuperam ligeiramente

Abertura dos mercados: Juros portugueses em novo mínimo antes de ida ao mercado. Bolsas recuperam ligeiramente

Os juros da dívida portuguesa a dez anos desceram para um novo mínimo antes do IGCP ir ao mercado. Na Europa, as bolsas arrancaram no vermelho, mas estão agora a recuperar ligeiramente.
Abertura dos mercados: Juros portugueses em novo mínimo antes de ida ao mercado. Bolsas recuperam ligeiramente
Reuters
Tiago Varzim 08 de maio de 2019 às 09:28
Os mercados em números
PSI-20 desvaloriza 0,01% para os 5.232,64 pontos
Stoxx 600 valoriza 0,13% para os 382,13 pontos
Nikkei desce 1,46% para os 21.602,59 pontos
Juros da dívida portuguesa a dez anos descem 2,1 pontos base para 1,069%
Euro ganha 0,1% para os 1,1205 dólares
Petróleo em Londres valoriza 0,13% para 69,97 dólares o barril

Bolsas europeias recuperam ligeiramente 
A maior queda desde janeiro registada ontem em Wall Street ditou inicialmente o caminho da negociação na Europa, mas já inverteu. As bolsas europeias estão a negociar em terreno positivo, interrompendo as quedas dos últimos dois dias. O Stoxx 600, o índice que agrega as 600 principais cotadas, valoriza 0,13% para os 382,13 pontos, acumulando três sessões de deslizes. A maior parte dos setores, especialmente o tecnológico, sobem. 

Esta reação representa uma certa acalmia face ao nervosismo dos investidores nas últimas duas sessões em relação à disputa comercial entre os Estados Unidos e a China. Desde que Donald Trump pressionou a China com mais tarifas, o processo - que parecia estar bem encaminhado para um acordo - tem agora um desfecho incerto. Os mercados aguardam os próximos desenvolvimentos até sexta-feira, dia em que entram em vigor as novas tarifas anunciadas pelo presidente norte-americano. 

Em primeiro lugar, os EUA vão aumentar a tarifa de 10% para 25% que é aplicada a um grupo de bens no valor de 200 mil milhões de dólares. Em segundo lugar, vão alargar a aplicação das tarifas (neste caso de 25%) aos restantes bens chineses que ainda não eram alvo de taxas aduaneiras no valor de 325 mil milhões de dólares.

Liu He, o representante comercial do presidente chinês, Xi Jinping, regressa esta quarta-feira a Washington para o que poderá ser uma ronda final de conversações comerciais. O não cancelamento da agenda foi interpretado como um bom sinal, mas simultaneamente foram divulgadas notícias de que a China está a preparar tarifas retaliatórias caso Trump avance com a ameaça. Em abril, as exportações chinesas contraíram, ao contrário do esperado, e as importações aumentaram. 

"Poderá existir uma propensão latente para os gestores de fundos diminuírem a sua exposição ao mercado bolsista, essencialmente por dois motivos", antecipavam os analistas do BPI no diário de bolsa desta quarta-feira, 8 de maio. Em causa está, em primeiro lugar, a redução do risco das carteiras e, em segundo lugar, a monetização dos ganhos deste ano que têm sido expressivos até ao momento.

Em Lisboa, o PSI-20 segue para a sétima sessão consecutiva de perdas, negociando em mínimos de mais de um mês. A bolsa nacional desvaloriza 0,01% para os 5.232,64 pontos. O sentimento geral é negativo, mas há exceções. É o caso do BCP que apresentou os resultados do banco na Polónia, cujos lucros aumentaram. As ações da cotada estão a subir. 

Juros portugueses em novo mínimo antes de ida ao mercado
A taxa de juro da dívida portuguesa a dez anos está a descer 2,1 pontos base para os 1,069%. Neste momento, as obrigações soberanas estão a servir de "refúgio" para os investidores que querem fugir de ativos considerados mais arriscados, como é o caso das ações. 

Esta "yield" representa um novo mínimo histórico nos juros a dez anos, o prazo que serve de referência e a que Portugal vai emitir dívida hoje. O IGCP prepara-se para ir mercado buscar mais 1.250 milhões de euros, assegurando assim 55% das necessidades de financiamento do país em 2019. 

Os analistas consultados pelo Negócios continuam a achar que há espaço para melhorias, tanto no mercado secundário como na emissão de dívida a dez anos. Nas anteriores emissões já têm sido atingidos mínimos históricos. Em abril, a taxa de juro foi de 1,143%. 

Euro sobe à boleia da indústria alemã
A divisa europeia passou a ganhar terreno depois da divulgação de dados sobre a indústria alemã. O euro sobe 0,1% para os 1,1205 dólares, ao passo que o dólar perde contra um cabaz de divisas. Em causa está a surpreendente subida da produção industrial na Alemanha em março pelo segundo mês consecutivo. 

Descida das reservas leva petróleo a recuperar de mínimo de cinco semanas

O petróleo está a ser impulsionado pelos sinais de aumento na procura nos Estados Unidos, uma vez que segundo o American Petroleum Institute os stocks de gasolina desceram fortemente na semana passada. Constrangimentos no transporte de crude na Rússia também contribuem para a alta das cotações da matéria-prima, que ontem tocou em mínimos de cinco semanas devido ao pessimismo com as negociações para um acordo comercial entre os EUA e a China.

 

O Brent em Londres está a subir 0,13% para 69,97 dólares e o WTI em Nova Iorque soma 0,42% para 61,67 dólares.   

 

Ouro a subir há quatro sessões

A incerteza com o desfecho das negociações entre os EUA e a China, bem como a maior tensão entre os EUA e o Irão estão a reforçar a aposta dos investidores no ouro, que é um dos ativos mais procurados em alturas de tensão geopolítica.

Donald Trump ordenou o envio de um porta-aviões e bombardeiros B-52 para o Médio Oriente de modo a "passar uma mensagem" ao Irão. O Presidente do Irão deu hoje 60 dias às potências mundiais para se negociar um novo acordo nuclear, caso contrário retomará o enriquecimento do urânio, e anunciou a redução de compromissos firmados no pacto de 2015.


Na quarta sessão em alta, o ouro está a valorizar 0,3% para 1.287,61 dólares a onça. A notícia de que o banco central da China voltou a comprar ouro também está a impulsionar o metal precioso.




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