Mercados num minuto Abertura dos mercados: Leilão no Japão assusta obrigações. Bolsas sobem e euro renova mínimos  

Abertura dos mercados: Leilão no Japão assusta obrigações. Bolsas sobem e euro renova mínimos  

As bolsas europeias arrancaram o quarto trimestre com tendência positiva e o euro está a acentuar as perdas, atingindo um novo mínimo de maio de 2017. Um leilão com fraca procura no Japão está a afastar os investidores das obrigações soberanas.
Abertura dos mercados: Leilão no Japão assusta obrigações. Bolsas sobem e euro renova mínimos   
Reuters
Nuno Carregueiro 01 de outubro de 2019 às 09:33

Os mercados em números

PSI-20 sobe 0,09% para 4.978,40 pontos

Stoxx 600 soma 0,27% para 394,21 pontos

Nikkei avançou 0,59% para os 21.885,24 pontos

Juros da dívida portuguesa a dez anos avançam 3,9 pontos para 0,191%.

Euro desvaloriza 0,10% para 1,0888 dólares

Petróleo em Londres valoriza 0,32% para 59,44 dólares por barril

 

Bolsas sobem pela quarta sessão

As bolsas europeias arrancaram o quarto trimestre com o pé-direito, com os índices acionistas a subirem pela quarta sessão impulsionados sobretudo pelas fabricantes de chips e pelas companhias aéreas. O Stoxx600 avança 0,27% para 394,21 pontos, depois de no terceiro trimestre ter valorizado 2,15%.

 

A centrar a atenção dos investidores está a aproximação de uma nova ronda de negociações comerciais entre os Estados Unidos e a China, a qual está marcada já para a próxima semana. 

 

"Os investidores continuam a ser pessoas que puxam pétalas de um malmequer enquanto dizem 'vai haver um acordo, não vai haver um acordo, vai haver, não vai haver' ", defendem os estrategas da CFRA, citados pela Bloomberg. "Tendo em conta a falta de receio do mercado, a maioria espera que algum tipo de discussão decorra no dia 10 de outubro e que existam desenvolvimentos encorajadores à medida que se avança", concluem.

 

A tendência de ganhos é quase generalizada entre os vários setores, mas são as fabricantes de chips que mais se destacam, pois a Apple estará a registar um forte volume de venda dos novos iPhone. A AMS valoriza 4,13% para 41,60 euros e a ST Micro avança 1,58% para 18,02 euros. A Air France ganha 2,35% depois do Bank of America Merrill Lynch ter recomendado comprar companhias aéreas europeias.

 

Em Lisboa o PSI-20 também segue em alta, recuperando da abertura em terreno negativo. O índice português soma 0,09% para 4.978,40 pontos e está a ser impulsionado pela quarta sessão de ganhos do BCP.

 

Leilão fraco no Japão penaliza obrigações soberanas

Os juros da dívida soberana europeia estão em alta esta terça-feira, no âmbito de um movimento negativo que afeta todo o mercado de obrigações e reflete os resultados de um leilão no Japão. A procura por títulos de dívida a 10 anos do Japão, numa emissão realizada esta terça-feira, foi a mais fraca desde 2016, com os investidores a temerem que o Banco do Japão reduza a compra de obrigações soberanas.

 

O fraco apetite por dívida japonesa lançou o alerta no mercado de obrigações e está a penalizar os títulos europeus. A "yield" das obrigações alemãs a 10 anos aumenta 3,9 pontos para -0,537% e em Portugal a taxa dos títulos a 10 anos avança 3,9 pontos para 0,191%. Em Espanha a "yield" sobe 4,2 pontos base para 0,181%.   

 

Euro renova mínimos 

A moeda europeia continua a perder terreno e já atingiu esta manhã um novo mínimo desde maio de 2017. O euro desce 0,10% para 1,0888 dólares, depois de ter fechado setembro com uma queda próxima de 1%, naquele que foi o oitavo mês negativo do ano.

 

O euro tem sido penalizado pelos fracos indicadores económicos, que forçam o Banco Central Europeu a adotar uma política monetária mais expansionista do que a praticada pela Reserva Federal dos Estados Unidos.

 

Petróleo recupera de tombo 

As cotações do petróleo estão a recuperar da queda de mais de 3% que sofreram na véspera, com os investidores otimistas com um resultado positivo das negociações entre os EUA e a China que vão decorrer este mês.

 

O WTI em Nova Iorque soma 0,54% para 54,36 dólares e o Brent em Londres valoriza 0,32% para 59,44 dólares. Ontem as cotações sofreram uma queda acentuada, que elevaram para mais de 7%, uma vez que a Arábia Saudita está a recuperar os níveis de produção de forma célere (já atingem os 10 milhões de barris por dia).

 

Ouro recua para mínimo de oito semanas

O metal precioso está a desvalorizar pela terceira sessão a atingiu um mínimo de oito semanas, com a cotação a ser penalizada pela alta do dólar, que afasta os investidores da matéria-prima. O ouro está a desvalorizar 0,84% para 1.460,13 dólares. No trimestre que terminou ontem o metal precioso valorizou mais de 5%, naquele que foi o quarto trimestre seguido em alta.

 




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