Mercados num minuto Abertura dos mercados: Moeda chinesa cai para mínimo de um ano e bolsas aguardam Trump

Abertura dos mercados: Moeda chinesa cai para mínimo de um ano e bolsas aguardam Trump

A queda do yuan é o facto mais significativo na manhã desta quinta-feira nos mercados, com os investidores à espera de novidades na guerra comercial liderada por Donald Trump.
Abertura dos mercados: Moeda chinesa cai para mínimo de um ano e bolsas aguardam Trump
Reuters

O mercado em números
PSI-20 desce 0,11% para os 5617,17 pontos

Stoxx 600 recua 0,12% para os 386,61 pontos

Bolsa japonesa esteve encerrada

Juros da dívida portuguesa a dez anos desce 1 ponto base para 1,75%

Euro recua 0,22% para 1,1613 dólares

Petróleo em Londres recua 0,49% para 72,54 dólares 

 
Bolsas europeias no vermelho à espera de Trump 

Na Europa, o cenário é de quebras generalizadas, com as principais praças a alinharem-se no vermelho. O sector que mais desvaloriza é o das matérias-primas, em sintonia com o mercado de petróleo, que volta ao terreno negativo depois das fortes oscilações da última sessão. O Stoxx 600 recua assim 0,12% para os 386,61 pontos.


O Velho Continente aguarda com expectativa a avaliação dos EUA, que lançam esta quinta-feira a discussão sobre se as importações de automóveis representam uma ameaça à segurança nacional. As conclusões podem ditar novas tarifas à União Europeia. Trump diz que está disposto a castigar e a Europa ameaça retaliar, apesar de Merkel ter adoptado um tom mais conciliador e admitir baixar sanções como forma de impulsionar tréguas.  

 

Em Lisboa, CTT, Jerónimo Martins e o grupo EDP pressionam o principal índice nacional, que perde agora 0,11% para os 5617,17 pontos.

  

Yuan cai para mínimo de Julho de 2017 

A queda da moeda chinesa é o principal destaque no mercado cambial esta quinta-feira, com o yuan a tocar em mínimos de 12 meses e a ser penalizado pela inacção do banco central do país, que não mostra preocupações com a desvalorização do yuan, uma vez que é benéfico para as exportadoras do país.

 

A moeda chinesa desce 0,45% para 6,7760 yuan por dólar, o que representa um mínimo desde Julho de 2017. O banco central chinês fixou o câmbio da moeda abaixo de 6,7 pela primeira vez desde que a moeda começou a perder terreno em Junho e a imprensa do país dá conta que o banco central está a tomar medidas de alívio da política monetária, para contrariar os sinais de abrandamento económico. Segundo a Bloomberg, o yuan caiu mais de 4% no último mês, o que representa a pior prestação entre as 31 principais moedas mundiais, pressionado precisamente pelos sinais de abrandamento da economia.

 

No câmbio face ao euro o dólar também está a ganhar terreno, continuando a beneficiar com o optimismo da Fed com a evolução da economia norte-americana. O euro recua 0,22% para 1,1613 dólares.

 

Juros de Portugal em queda ligeira

Os juros de Portugal estão em queda ligeira numa sessão em que Espanha e França estão no mercado com leilões de dívida de longo prazo. A yield das obrigações do Tesouro a 10 anos recua 1 ponto base para 1,75%, com o spread face à Alemanha a descer para 140 pontos base.

 

O IGCP emitiu 1.750 milhões de euros em bilhetes do Tesouro a 6 e 12 meses, com taxas de juro menos negativas do que em operações similares.  

 

Petróleo regressa às quedas após aumento das reservas de crude

Depois de duas sessões de recuperação, a cotação do petróleo está esta quinta-feira em terreno negativo com os investidores a avaliarem os níveis dos inventários dos Estados Unidos. Dados do Governo norte-americano, revelados ontem, mostram que os inventários de crude aumentaram de forma inesperada na semana passada, mas os stocks de gasolina caíram acima do estimado, indicando uma procura robusta pelo combustível.

 

Com estes indicadores mistos, o petróleo subiu mais de 1% na sessão de ontem, as hoje regressa às quedas. O WTI em Nova Iorque desde 0,32% para 68,54 dólares e o Brent em Londres desce 0,49% para 72,54 dólares.

 

Ouro perto de mínimo de 12 meses

O metal precioso permanece com tendência negativa, penalizado pela força do dólar contra as principais divisas mundiais, o que retira a atractividade para investir em ouro. A onça está a cair 0,3% para 1.223,47 dólares, transaccionando assim perto de mínimos de 12 meses.        




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